25.6.16

OURINHOS A CAMINHO DO CENTENÁRIO - 11-7-1937 - A NOVA PRAÇA MELO PEIXOTO





Estas duas fotos, provavelmente de autoria de Frederico Hahn, mostram todos os equipamentos da nova praça: o tanque de areia para crianças, o lago central e o coreto. A ruas da praça não eram pavimentadas. A pavimentação somente veio a ocorrer nos dois últimos anos da década de 1940. O sobrado mais amplo que se vê na segunda foto era a residência da família Cury. Na primeira foto observa-se a presença da mais bela Andá-Açu, a indicar pelo seu porte que ela deve ter sido plantada nos anos 1920.


Embora a Praça Melo Peixoto já existisse desde os anos 1920, somente veio a ser efetivamente uma praça em 1937, graças à ação do prefeito Benedito Martins de Camargo que, curiosamente, não a inaugurou porque renunciou ao cargo um dia antes da realização do evento,   marcado para o dia 11-7.
O jornal local, A Voz do Povo, não apontou as causas da renúncia. Talvez as várias críticas que o diário local fez ao prefeito ao longo da primeira metade do ano, possa ter influenciado a  sua decisão.
Como não existia a figura de vice-prefeito, a Câmara Municipal realizou uma sessão para a escolha do sucessor entre os seus pares.





A VOZ DO POVO 10-7-1937



Este é outro ângulo , obtido da torre da Igreja Matriz.

18.6.16

LEMBRANÇAS DO BANCO COMMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Foto de autoria desconhecida
Essa instituição bancária foi  fundada por José Maria Whitaker (1878-1970), advogado e banqueiro. Exerceu a presidência do Banco do Brasil no governo de Epitácio Pessoa e foi Ministro da Fazenda do Governo Provisório (1930). Retornou ao ministério da Fazenda por um período de sete meses, durante a gestão do presidente Café Filho (1955)
Foi um dos mais fortes bancos privados paulistas, no período de 1920 a 1950. A sua fusão com outras instituições financeiras resultou no Banco União Comercial, o qual veio a ser incorporado pelo Banco Itaú S/A, em 1974.
Sua sede em Ourinhos, onde hoje se encontra a empresa Casas Pernambucanas, era a mais bela construção da cidade, tendo como anexo a residência do gerente, como pode ser visto na foto. 
Tudo indica que a concepção do prédio tenha sido obra do famoso escritório  dos irmãos arquitetos  Stockler das Neves – Samuel e Christiano.
Meu avô, José das Neves Júnior, foi correntista desse banco. Tenho comigo a sua caderneta bancária onde era lançada toda e qualquer operação. Cada depósito era seguido da assinatura do contador da instituição.



A foto abaixo, que presumo seja de finais dos anos 1950, nos mostra um dos gerentes da instituição e alguns funcionários. Foram identificados da esquerda para a direita: 
3 - Godinho, que foi meu colega na ETCO, 4 - Antonio Canizela, 7 -  Tertuliano Vieira da Silva, que chegou a gerente da instituição,  (Nenê - irmão do professor Norival), 8 - Irineu Ferrazoli, que partiu muito cedo deixando muitas saudades, 9 - Francisco Romero (Chiquinho Romero), bancário e poeta, figura muito estimada na cidade.









11.6.16

KENICHI KOGA E A RETÍFICA DE MOTORES RECORD

Em 1958, eu fazia o quarto ano do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá na parte da manhã e, à tarde, ia ao preparatório para o exame de admissão ao ginásio, que tinha como professores os irmãos Oswaldo (português e matemática ) e Aparecido Pasqualini (história e geografia).
As aulas eram ministradas numa sala de aula que havia nos fundos da casa do professor Oswaldo, na Rua Dom Pedro I, quase esquina com Euclides da Cunha. Nos fundos dessa sala, havia um quartinho onde quem não lograva êxito na lição ficava de castigo estudando. 
Os dois professores eram bem rigorosos, Oswaldo um pouco mais que Aparecido, mas conseguiam bons resultados com seus alunos no dificílimo exame de admissão ao ginásio. 
Nessa época eu morava na Rua Arlindo Luz 479, a meia quadra da Igreja Matriz. Desse modo, para ir até o local das aulas eu subia a Souza Soutello, entrava à direita na Altino Arantes, à esquerda na Paulo Sá, à direita na Expedicionário até a Dom Pedro I. 
Desse modo, diariamente,  atravessava o amplo pátio da Retífica de Motores "RECORD", que passou a fazer parte do meu cotidiano durante cinco anos.

Propaganda no jornal "O Diário da Sorocabana"

Seu proprietário, Kenichi Koga,  morava em frente ao prédio novo do Instituto de Educação Horácio Soares, sendo vizinho de  meu tio Antonio Neves. 
Era um homem simpático, de boa prosa,    muito estimado na cidade e por seus funcionários,  a quem oferecia um almoço de Natal todo final de ano.

Propaganda no jornal "O Diário da Sorocabana"

Abaixo, dois instantâneos da empresa em épocas diversas e um do cruzamento da Paulo Sá com Expedicionário na atualidade.
Fotos cedidas por Hélio Herrera



Na foto, Kenichi Koga.  À sua esquerda Ari Lopes Garcia e Jaime , chefe da loja. Autoria desconhecida,  cedida por Hélio Herrera.




Fotos de empregados que trabalharam na empresa. Fotos cedidas por 
Hélio Herrera.

Um dos filhos de Kenichi Koga, Edson,  foi meu  meu colega de classe ginásio e no curso técnico de contabilidade Escola Técnica de Comércio de Ourinhos.


Kenichi  Koga faleceu aos 90 anos, em 2012. 
​Meus agradecimentos a Hélio Herrera pela colaboração com as fotos e algumas informações.













3.6.16

A PRIMEIRA FAPI DE OURINHOS (1967)

Ao longo de 14 anos (1967-1981),  os dias de FAPI eram ansiosamente aguardados por meu pai. Nesses dias, ele ia diretamente para o local da feira,   logo pela manhã, somente retornando  para casa no final da tarde. Com sua máquina fotográfica a tiracolo, tudo registrava.
Após a sua morte,  rolos e rolos de negativos desses anos (1967-1981) foram doados a um dos jornais da cidade. Assim, acredito que hoje estejam circulando por diversas mãos. 
A primeira FAPI foi realizada de 14 a 21-5-1967, no entorno do Ginásio Municipal de Esportes (Monstrinho).



Foto aérea da primeira FAPI, autoria desconhecida.



O jornal "O Progresso de Ourinhos" publicou,  no dia do encerramento da feira, um resumo dos principais acontecimentos da importante semana que a cidade vivera.






 O vice-presidente Pedro Aleixo e o governador do Paraná Paulo Pimentel em visita à Sanbra.





José Fernandes de Souza, gerente da Sanbra, Domingos Camerlingo Caló, prefeito, o vice presidente da república, Pedro Aleixo e o deputado federal Silvestre Ferraz Egreja, por ocasião de visita à fábrica.



















Abertura da Fapi de 1977



Donato Sassi, que foi gerente do Banco Francês e Italiano para a América do Sul em Ourinhos, nos anos 1930. Foi depois um dos fundadores do Bradesco. Aqui em foto com seus netos na 1ª FAPI


Estande da Loja e depósito de materiais de construção dos irmãos Devienne, em 1967




Prefeito Aldo Matachana Thomé e sua equipe no estande da prefeitura em 1977


Chegada do Secretário de Estado da Agricultura, em 1977, gestão Aldo Matachana Thomé