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Mostrando postagens de Junho, 2008

OS SAUDOSOS TEMPOS DO "GERB".

Nos anos 1950 e 1960 (até o golpe militar de 1964), os Grêmios Estudantis se constituíram em fortes associações de representação dos estudantes das escolas públicas. Uma prática saudável em todos os sentidos que, infelizmente, não se conseguiu restaurar até hoje.
O IEHS tinha o seu, é claro - era o "Grêmio Estudanti Rui Barbosa - "GERB", com bandeira e tudo mais. As eleições eram acirradas envolvendo tdos os níveis de ensino.
O jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, meu primo, foi membro ativo do "GERB".
Uma das iniciativas desse grêmio foi uma campanha a fim de arrecadar auxílio para a população carente.
Nesse dia, alunos de todas as séries percorriam as ruas da cidade, batendo de porta em porta, e a população, já avisada pela rádio local, acudia à chamada
A foto, que me foi enviada pelo Jefferson, nos mostra o centro da campanha no coreto da nova praça Melo Peixoto, no dia 12 de novembro de 1960.
Estão nela:
0 diretor do IEHS, profº Rafael Orsi Filho, sobrinho…

UM DIA EM SÃO PAULO

Nos anos 1950, as excursões de alunos eram frequentes. Eu mesmo me lembro de uma que fizemos quando estávamos na 4ª série do ginásio. Fomos a Marília para ver uma exposição. Na volta, começou a chover muito forte. A estrada ainda não era asfaltada. Resultado: nosso ônibus entalou e nada de sair do lugar. Já quase meia noite, tivemos que enfrentar o barro para ir ao encontro de um outro que viera nos buscar.
Essa foto mostra alguns alunos do científico em visita a São Paulo, armando das suas próximo ao Theatro Municipal: "Em Out /1958 o 2o cientifico organizou uma excursão a S.Paulo , visitando os point de sempre :Estação da Luz , Pinacoteca , Teatro Municipal , Museu do Ypiranga , Aeroporto(para tomar cafezinho) etc.

Na foto anexa , tres dementes dançam ``a conga´´ ao lado do Municipal , sob o olhar critico do alemão da nossa turma e do riso envergonhado do João Sentado.
(Mocho) "

FESTA JUNINA NO CINE CLUBE

Ourinhos, como muitas localidades do estado de São Paulo, também entrou na onda cineclubista da primeira metade dos anos 1950. O de Ourinhos funcionava num galpão próximo da Santa Casa. Eu me lembro de ter ido assistir a alguns filmes lá. As fotos são de uma quermesse, em 1956, provavelmente, em benefício do Cine Clube. Os jovens participantes sairam depois em passeata pela cidade. A 1ª foto é da quadrilha que antecedeu a passeata: Paulo Boca , Mocho, Baccilli , Edmur , Filha da Izaira , Toninho Mantovani, Focaccio , Carlos Fou , Iara Branco. A 2ª foto foi tirada em frente ao cine Ourinhos, cjo letreiro em neon pode ser visto. Agenor e seu machado medieval.

FredMALA

Domingos Perino

Goiaba

Simão Lepra

Chico Pinha , como cangaceiro

Iner (triste , porque seu amado iria partir , mais cedo ou mais tarde)

Zimmerman

3 moleques orelhudos
As fotos foram fornecidas pelo Mocho



"O LAGO DOS CISNES" EM OURINHOS

Após mais de cinquenta anos fico sabendo que o belo ballet de Tchaikowsky já fora apresentado em Ourinhos.

Vejam só ! Todas bailarinas com pernas bem torneadas!

Para minha surpresa, uma "delas" é meu primo Zelão Devienne, o quinta da esquerda para a direita.

As "outras" são: Mario Takaes( Primma Ballerina)
Focaccio
Paulo Boca
Edmur
Baccilli
Mochostronoff (Carlos), que me enviou as fotos












OS JAPONESES DE OURINHOS - 2

Retornando ao assunto da semana anterior - Os japonenses de Ourinhos - quero mencionar uma pessoa que foi muito ligada a Luiz Tone e eu. Trata-se de Neide Ishikawa, modistas de renome que ainda está entre nós. Cruzamo-nos algumas vezes quando de minhas idas a Ourinhos. Nossa convivência com ela foi muito feliz. Outra lembrança muito querida é de dona Maria esposa de um dos gerentes da Casa Camargo, o sr. Iwasaki e que morava na residência anexa. O casal tinha filhos com a mesma idade que nós e brincamos muito juntos (Takao, Emi e Mineo).
Não quero encerrar essa fala sobre a família Tone sem mencionar dona Cara, sua segunda esposa. Foi sempre uma pessoa muito querida que me recebia tão bem em sua casa, sempre com um belo sorriso estampado no rosto, que deve ter herdado de sua mãe, a batiam. Próximo à Casa Camargo, na rua Paraná, havia também a quitanda da dona Teresa, muito procurada por todos que moravam próximos. Do outro lado da rua havia a família Miwa, com que convivemos muito. Ele…

IEHS - BACHARELANDOS DE 1953

O PREFEITO CAMARGO E TORATARO TONE

Tomo a liberdade de transcrever aqui este belo relato de Cláudia Toni, minha amiga via web, filha do regente e compositor Olivier Toni e Maria Helena Camargo Toni, filha caçula do prefeito Benedito Martins de Camargo .
O relato foi encaminhado para a Secretária da Cultura de Ourinhos, Neusa Fleury:

"Pois bem, acho que os japoneses chegaram aí com a missão primordial de cuidar das lavouras de café, mas pouco a pouco foram se diversificando.
História de família: quando meu avô se candidatou, achou que não poderia cuidar direito do armazém de secos e molhados sem prejudicar a cidade e então contratou um comprador assíduo - Torataro Tone - para trabalhar com ele. Tone fazia as compras para o patrão fazendeiro e assim conheceu meu avô. Meu avô gostava dele.
Pois bem, pouco depois ofereceu sociedade ao empregado que logo tratou de encomendar uma esposa no Japão, a D. Mituo. Ela chegou ao Brasil sem saber uma só palavra de português. Minha avó foi quem ensinou a ela a língua falada e escrit…

CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA - OS JAPONESES DE OURINHOS.

CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA









Grupo de baseball
- Anos 1950
Grupo de canta e dança
japonês

AECO



Srºs Numa e Tone em Salto Grande

CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA - OS JAPONESES DE OURINHOS - TORATARO TONE

Família Tone: Ruy e esposa, Luiz Gonzaga, Nair, dona Claro e senhor Tone, Paulo e família, genro.





Inauguração Na Cerâmica São Joaquim












Sítio Monjolinho e as uvas Niagara





















Amigos: Prefeito Mithuo Minami, Simamura, Satiro


















Retorno de Torataro Tone ao Japão, 1951, com amigos e parentes.

CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA - OS JAPONESES DE OURINHOS. - I

Ourinhos foi uma cidade abençoada, pois recebeu uma larga contribuição das diversas nacionalidades que vieram para o Brasil. Hoje, inicio minhas memórias daquela com a qual tive uma convivência mais próxima - a japonesa, e dessa forma homenageando a colonia por ocasião do centenário da imigração.
Essa convivência iniciou-se no final dos anos 1950, quando eu terminava o curso primário no Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, por força da amizade que me ligou a Luiz Gozaga Tone, filho do comerciante, industrial e sitiante Torataro Tone .
Em 1958, fizemos juntos o preparatório para admissão ao ginásio, iniciando-se então uma amizade que persiste até hoje, embora nos separem alguns bons quilômetros. Ele em Ribeirão Preto, onde é professor na Faculdade de Medicina e eu na cidade de São Paulo. Há muitos anos não nos vemos, porém, a internet tem-nos mantido próximos.
Ingressamos juntos no IEHS, em 1959, e lá concluímos o curso ginasial em 1962.
Graças a essa amizade passei a conviver com a cult…