27.5.07

A PRAÇA MELO PEIXOTO E OS AMIGOS

Até meados dos anos 1960, a Praça Melo Peixoto era um local de lazer muito importante na cidade. Depois de sua primeira grande reforma, na administração de Benedito Martins de Camargo em 1937, cada vez mais a população tinha na sua praça o ponto de encontro de amigas (os), o local do "footing" (dar voltas pela praça), do concertos da banda municipal, de um serviço de radio difusão transmitido pelos alto falantes que ficavam no topo do velho coreto, através do qual os rapazes e as moças ofereciam músicas uns aos outros. Ou seja a praça era um ser vivo.
Desde meados dos anos 1920, era comum as pessoas se fazerem fotografar sentadas nos bancos da praça.
Temos aqui dois exemplos desse costume.

(1) ? Tico Migliari (2º) irmãos Tupiná Olímpio e Telésforo (3º e 4º) e Carlos Amaral (5º).
Lembro-me dos três últimos: Olímpio, pai do professor Hermilo Tupiná, foi por muitos anos o contador da prefeitura municipal; seu irmão Telésforo, amigo de meu pai, foi comerciante, sitiante e vereador; Carlos Amaral, também amigo de meu pai, era filho do coronel Vicente Amaral, teve destaque na Revolução de 1932 3 foi comerciante na Avenida Jacinto Sá. A foto é dos anos 1920.

Esta foto,já ma praça reformada em 1937, colegas de trabalho no escritório da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná fizeram-se fotografar na Praça Melo Peixoto. Meu pai, Francisco de Almeida Lopes éo último sentado à direita; o último em pé à direita é José de Barros,amigo e vizinho de meus pais, tio dos irmãos Barros Carvalho.



Nesta foto do início dos anos 1930, meu pai e um amigo se fizeram fotografar.



Por fim, o velho coreto (1927-1958).


MÉDICOS OURINHENSES - drº Alfredo de Almeida Bessa.


Em 1938, (20/12) o médico Ovídio Portugal de Souza inaugurava, na hoje rua dos Expedicionários, uma moderna clínica de olhos, ouvidos, nariz e garganta. Foi um acontecimento e tanto, tendo ele reunido no local vários convidados que posaram para fotos. Ovídio era casado com D. Helena Orsi, professora do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá. Ao que consta, foi a primeira mulher a dirigir carro em Ourinhos. O belo prédio, construido por Henrique Tocalino ainda existe, e já deveria ter sido tombado. Além da foto em que estão todos os convidados em frente à clínica, chegou às minhas mãos esta outra O 3º é o drº Ovídio, o 5º é o drº Hermelino Agnes de Leão, e o 6º é o drº Alfredo de Almeida Bessa.
O drº Bessa, na ocasião, era recém-chegado na cidade, para onde fora em 1936 trabalhar como médico da Estrada de Ferro Sorocabana. Foi também médico da SãoPaulo-Paraná e um dos lutadores contra a maleita que então prosperava na região. Integrou a comissão técnica da construção da Santa Casa de Misericórdia. Homem de fino trato, granjeou uma legião de amigos e envolveu-se também com a política, tendo sido vereador. Na cidade, nasceram e foram educados os seus filhos. Faleceu em 1992,ficando para sempre na memória daqueles que o conheceram.
O 2º na foto é o drº Sebastião de Castro e o 4º o drº Ernani Fonseca.
Foto por Frederico Hahn, cedida por Jefferson Del Rios.

20.5.07

COMPANHIA FERROVIÁRIA SÃO PAULO-PARANÁ - O NÚCLEO INICIAL DO ESCRITÓRIO CENTRAL


Em 1930, a SPP já estava iniciando a sua expansão a partir de Cambará com o objetivo de atingir Jataí. O núcleo inicial do escritório da Companhia já estava formado. Quase todos os integrantes iniciais aparecem em foto daquele ano.
Da esquerda para a direita vemos Hermínio Socci, chefe de tráfego, Oswaldo Paretto Torres, chefe de escritório, Carlos Eduardo Devienne, chefe de movimento, Benedito Monteiro, contador, Castorino Ferraz, Hercília Bugelli, ao seu lado, com gravata borboleta, Francisco de Almeida Lopes, o garoto Rolando Vendramini, de calça curta, (anos depois gerente do Banco Mercantil do Estado de São Paulo.
Foto do acervo de Francisco de Almeida Lopes

14.5.07

O "MONSTRINHO" E O PROFESSOR JAIRO














Bem próximo do seu cinqüentenário, o Ginásio de Esportes de Ourinhos "José Maria Paschoalick", traz-me agradáveis recordações do meu tempo de ginásio. Quando fiz a primeira série ginasial no IEHS, ainda no velho prédio, o professor de educação física da época Sylas) fazia a chamada, entregava a bola para os alunos, e pronto. Como eu não era muito chegado num jogo de futebol, quase sempre vinha embora para casa. Já no ano seguinte (1960) as coisas mudaram: um novo professor de educação física chegara, o jovem profº Jairo. Foi uma "revolução" nas aulas de educação física, agora dignas desse nome: tínhamos todas as modalidades de jogos esportivos e muita ginástica. Todos os alunos admiravam o professor Jairo que integrou-se na vida da cidade. Casou com uma ourinhense, filha do empresário Clóvis Conceição.
Muitas vezes as aulas eram realizadas no "Monstrinho", denominação pejorativa da época da construção que acabou vingando, para onde nos dirigíamos bem cedo. Ali tínhamos basquete e volei, O O Ginásio, cuja construção gerou muita polêmica como quase todas as ações da gestão Paschoalick, fez história na vida da cidade e da região.
Ao profº Jairo a homenagem de um ex-aluno.
Foto: autoria desconhecida.

6.5.07

A CASA NORTISTA


Por mais de cinqüenta anos, Tuffy Zaki Abucham militou no comércio ourinhense à frente de dois estabelecimentos comerciais que fizeram história: a Casa Nortista e Móveis Regina. O primeiro na Praça Melo Peixoto, 137, que não cheguei a conhecer, e o segundo na rua Nove de Julho, deste sim lembro-me bem .
.Na tradição árabe, os filhos homens levam o nome do pai em seguida ao próprio. O casal Abucham teve os filhos Matilde Abucham, João Zaki, Antonio Zaki, Julio Zaki, Aida Abucham, Leila Abucham, Antonieta Abucham, Selma Abucham e Tuffy Zaki. João e Júlio foram os proprietário do Café Paulista, na Praça Melo Peixoto. A família morava na rua Nove de Julho, bem próximo à casa de meus avós, onde nasci. Na infância tive muito contato com Antonieta, a quem cheguei a visitar em São Paulo poucos meses antes de sua morte recente. Muitas e muitas vezes fui naquela casa para buscar uma "muda" de coalhada". Com os gêmeos caçulas de Tufy, Regina e Ricardo brinquei muitas vezes na casa de meu amigo Luiz Gonzaga Tone (eram vizinhos na Paulo Sá). No Mackenzie, fui colega de Márcia, filha de Júlio, no curso de Direito.
Tuffy veio para Ourinhos com dezoito anos, tendo casado com Tamen Nelly Dabus, em 1939, quando já era proprietário da Casa Nortista, loja pioneira na cidade na venda de tecidos finos e duráveis. O casal teve os filhos: Roberto Abucham, casado com Maria Helena Artigas Abucham, Renato Abucham, casado com Maria Tereza Ribeiro Fortes Abucham, Reynaldo Dabus Abucham, casado com Suzana Villac Abucham, Regina Dabus Abucham, casada com Victorio D 'Amico Neto e Ricardo Dabus Abucham, solteiro
Foi um dos fundadores do Rotary Clube de Ourinhos. Em 1952, Tuffy mudou de ramo e criou o estabelecimento Móveis Regina. Encerrou suas atividades em 1992, vindo a falecer em 2000, com 90 anos de idade.
A foto nos mostra a Casa Nortista em primeiro plano. Tuffy ali está, de calça e gravata escuras e camisa branca. Logo acima o prédio no qual José da Cruz Thomé teve sua livraria por muitos anos. À esquerda, vê-se o prédio do Clube Atlético Ourinhense.
Foto: autoria desconhecida.

3.5.07

HERMENEGILDO ZANOTTO


A primeira vez que ouvi falar dele foi por meio de conversa com minha avó que gostava de me contar fatos do passado ourinhense. Ausente de Ourinhos por muitos anos, retornou à cidade no início dos anos 1940, alugando então uma ala do sobrado duplo que meu avô construira na rua 9 de Julho, em 1939. Lá ele faleceu, de modo repentino.
Foi proprietário de uma das mais importantes casas comerciais de Ourinhos, que sobreviveu até os anos 1960 - a Casa Zanotto, vendida em abril de 1930, para a sociedade, Teixeira (Vitorino), Médici (Pedro) & Nicolosi (Narciso). O nome foi mantido pelos novos proprietários. Na ocasião, Hermenegildo era também agente da Ford. Mudou-se pouco depois para o norte do Paraná.
Em, 1930 foi presidente do Esporte Clube Operário, tendo como companheiros, Hermínio Socci, Edison Leonis, Joaquim Miguel Leal, Francisco Ciffone Filho, Oswaldo Pareto, entre outros.
Quando retornou a Ourinhos, fundou a Sociedade Espírita Fraternidade que sobrevive até hoje. Freqüentei essa benemérita instituição nos anos 1960, quando integrei a Mocidade Espírita. Lá vi pela primeira vez uma foto de Hermenegildo Zanotto. Nesses anos, era o seu presidente, o saudoso Theodomiro Rossini, que ensinou-me datilografia em sua casa. Nessa ocasião, juntamente com outros membros da Mocidade, produzi um radioteatro com tema espírita levado ao ar pela Rádio Clube de Ourinhos, num domigo qualquer.
Hermenegildo foi pai de Luis (funcionário da São Paulo-Paraná), Bija, Mário, Antonio, Olinda e Marina. Muitos netos e bisnetos seus ainda moram em Ourinhos.
Conheci sua esposa, a doce dona Angelina. Lembro-me dos seus lindos cabelos inteiramente brancos e do seu belo sorriso. Era integrante do Apostolado da Oração, como minha avó.

OS EXPEDICIONÁRIOS OURINHENSES


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Com o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial, foi constituída uma força militar composta por 25.300 homens das diversas regiões brasileiras, a Força Expedicionária Brasileira - FEB , que foi para a Itália lutar ao lado dos Aliados. O desembarque dessa força militar ocorreu em julho de 1944. Entrou em combate em setembro, no vale do rio Serchio. Obteve vitórias a partir de setembro em : Massarosa, Carnaiore e Monte Prano. Em 1945, houve a conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. Na arrancada final, conquistou a cidade de Turim, juntando-se após esse feito às tropas francesas, na cidade de Susa.
Ourinhos deu sua contribuição, e a foto nos mostra os integrantes ourinhenses após o seu retorno, em Setembro de 1945. Infelizmente, não disponho dos nomes da totalidade dos integrantes.
Na foto abaixo há um expedicionário ourinhense da família Robles.