27.10.09

JEFFERSON DEL RIOS EM OURINHOS



















Meu primo Jefferson Del Rios, jornalista e crítico de teatro, esteve em Ourinhos para um debate promovido pela prefeitura local durante a Semana de Teatro. Na ocasião, foi convidado pelas proprietárias da Livraria Nobel para fazer uma noite de autógrafos para lançamento na cidade de seu livro "Bananas ao Vento", lançado pela Editora Senac. Um relato importante sobre a vida cultural em São Paulo nos primeiros anos da ditadura militar.
Sobre a obra deixo aqui o link do comentário do jornalista do Estado Luiz Zanin Oricchio.
Na foto, o jornalista e as donas da Livraria Nobel, localizada na Avenida Rodrigues Alves.

25.10.09

CASAMENTO DE NEUSA THOMÉ (1957) E GINCANA DE RUA EM OURINHOS


Assista ao casamento de Neusa Tocalino Thomé e Paulo Miguel de Oliveira em 1957. Foi muito bom ver a figura alegre de Zico Nicolosi tocando acordeão; a Nanci como a conheci naqueles anos recém-casada com o Bertico Soares; o Tufy e Julio Zaki e muitas outras pessoas. Outro detalhe importante é a cena do casamento na Igreja Matriz onde se vê o antigo altar em mármore, hoje, retirado de lá.
Um documento histórico. Igualmente importante é a filmagem de uma gincana na praça Melo Peixoto com a população se divertindo com inúmeras brincadeiras.

O casamento está nesta URL:
http://www.youtube.com/watch?v=sQwdIc3-fRA

O outro é um filme de uma gincana de rua, que foi muito comum nos anos 1950. Neuza Thomé aparece mordendo uma maçã.


http://www.youtube.com/watch?v=_K6ehlPwPYU

Os dois documentos pertencem a Valéria Thomé de Oliveira, a quem agradeço pelo aviso sobre a disponibilização no You Tube.

11.10.09

AS FIGUEIRAS DA PRAÇA MELO PEIXOTO

Não se esqueça de clicar sobre a foto.
Já falamos aqui das "Andá-açu" que ainda estão a embelezar a praça mais antiga de Ourinhos. Esta foto, feita por meu pai no limiar dos anos 1950, chamou minha atenção para a espécie de Figueira denominada figueira benjamim, originária da Índia. Ela se desenvolve rapidamente, o que me leva a crer que suas mudas tenham sido plantadas na praça durante os anos 1940.

Com copas largas, elas propiciavam abrigo para o sol escaldante que predomina em nossa cidade na maior parte do ano. Numa época em que os bancos de pedra tinham encosto, eles eram, portanto, bastante utilizados. Seu grande problema é o fato de as raízes deformarem o piso. Em seus troncos, bandos de andorinhas faziam moradia. Ao final da tarde era uma beleza a revoada que faziam pelo céu da cidade. Em compensação, havia a sujeira que deixavam sobre os bancos e piso interno da praça, o que levou a administração municipal a adotar medidas para expulsá-las da cidade.

Nos anos 1950/1960 uma peste denominada "tripes" abateu-se sobre os ficus no Brasil. Tratava-se de um inseto miudinho que se abrigava sob suas folhas e que com o calor excessivo levantavam voo muito rapidamente e, às vezes, caiam sobre os olhos das pessoas provocando um ardor terrível. Isso ocorreu pelo Brasil afora. A cidade Belo Horizonte foi uma das mais atingidas porque suas ruas e praças eram repletas de “fícus benjamina”.

A sabedoria popular apelidou esses insetos de "lacerdinha", referência ao político Carlos Lacerda. Pois bem, Ourinhos não ficou imune a esse ataque e as figueiras vieram abaixo. Quem se interessar pelo assunto pode consultar um trabalho acadêmico existente na web sobre o tema, denominado "À sombra dos fícus: cidade e natureza em Belo Horizonte" (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2007000200003&script=sci_arttext).

Essa foto ainda nos proporciona uma visão de como era a Praça no período que antecedeu a sua reformulação para o que temos hoje, na gestão Paschoalick. Em primeiro plano, de frente para a Igreja Matriz havia o belo Marco Zero mandado edificar pelos rotarianos, em 1948, e hoje afundado na sua quase totalidade! A calçada interna era no padrão português.

Observe-se a existência do tanque de areia à esquerda, construído por ocasião do paisagismo levado levado a cabo pelo prefeito Camargo, em 1937, e, à direita, o antigo coreto de 1927. Outro detalhe, sãos os belos postes de ferro fundido trabalhado que hoje adornam o calçadão.

3.10.09

SETE DE SETEMBRO DE 1954



Voltando a falar da participação do Educandário Santo Antônio, nos desfiles de Sete de Setembro, temos aqui uma foto de 1954.
O local é a confluência da Avenida Altino Arantes com a Praça Melo Peixoto, vendo-se ao fundo parte da casa da família de Francisco Mayoral, onde na frente funcionou o Bar Internacional e, mais tarde o Bar Paratodos, do genro de Francisco, Mário Ribeiro da Silva. Uma parte do prédio abrigava a Alfaiataria Lider, uma das mais antigas da cidade. Mais acima vê-se o prédio do Cartório e residência, na parte superior, de Abrahão Abujamra.
Desfilam os alunos (as) do Curso Pré-Primário. Em primeiro plano, vemos portando a Bandeira Brasileira a garota Maria Vitória Silvestrini Brisola, com seu lindo cabelo loiro encaracolado, e, abrindo o pelotão dessa turma, o garoto José Carlos Neves Lopes. À direita do pelotão parece-me ser José Mauricio Correa; um pouco mais atrás Maurício Lahan.
Os alunos do Curso Pré-Primário trajavam uma roupa de marinheiro em branco com detalhes em azul, feita especialmente para essa ocasião.
Após o desfile, o garoto foi levado para uma foto no estúdio do Foto Machado.