30.7.06

A RAINHA DO ALGODÃO .


Nos anos 1950 e 1960, quando a agricultura em Ourinhos era mais diversificada, eram comuns bailes ligados a um determinado produto agrícola, como: rainha do café, do algodão. Esta foto refere-se ao Baile da Rainha do Algodão, no qual recebeu o título a jovem Maria Inês Amaral Santos, vista aqui em primeiro plano ao lado de seu pai. Foram princesas: Dinorá Bressanin e Vera Dupas. O dois jovens trajando terno branco, muito comum na época, são: José Vicente Amaral e e Hermilo Tupiná (sentado, à direita).

23.7.06

A PRIMEIRA TURMA DO TIRO DE GUERRA
Jairo Teixeira Diniz , é um dos poucos remanescentes da primeira turma do Tiro de Guerra de Ourinhos, da qual foi o primeiro colocado. Com ele serviram entre outros: Oriente Mori, Alvaro Cretuchi, David Gomes de Souza (parente do Brigadeiro Eduardo Gomes), Alcides Macedo Carvalho, Humberto Rosa, Paulo Matachana, Helio Cerqueira Leite, Assad e Aniz Abujamra, Dirceu Correia Custodio, Mizael Olympio de Almeida, Julio Zaki Abucham, Aparecido Nascimento e José Cardoso.
Essa turma foi criada no dia 3 de outubro de 1938.O Sargento Instrutor era Josias Silva.
Jairo Diniz foi um dos primeiros locutores da ZYS-7 Rádio Clube de Ourinhos, inaugurada no dia 20 de novembro de 1948, nela atuando até 1956, sob o pseudônimo de Norton Cunha. Jairo foi também Funcionário da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná onde foi colega de meu pai.
Graças a uma monografia por ele elaborada, temos um relato fiel de todos os acontecimentos relacionados com a primeira turma do Tiro de Guerra. Merece uma publicação.
Creio ter sido a turma mais fotografada. Além de algumas fotos de desfile feitas por meio pai, inclusive a comemorativa da elevação de Ourinhos a Comarca, há três outras de cerimônias oficiais: a da Páscoa dos Militares, a do Compromisso à Bandeira e esta, cuja ocasião não consegui ainda identificar.
Trata-se de foto realizada por Frederico Hahn em frente ao antigo prédio da Prefeitura, localizado na avenida Altino Arantes, onde hoje se encontra um posto de gasolina.
Em primeiro plano está o 1º Tiro de Guerra; na foto também pude identificar :
Zico Nicolosi, Alberto Matachana, Moacir de Melo Sá, Drº Ovídio Portugal de Souza,Alfredo Devienne, José da Cruz Thomé e José das Neves Júnior.

10.7.06

O MONUMENTO A 1932, NO CLUBE BALNEÁRIO DIACUI.






As ribanceiras do Paranapanema foram palco de luta armada por ocasião da Revolução de 1932.
"Com a oposição praticamente total dos estados, isolado em suas fronteiras, São Paulo via-se às voltas com uma guerra que iria durar mais tempo do que o previsto, e não possuía condições bélicas para enfrentá-la com sucesso, como demonstra a observação comparativa dos quadros e do material bélico dos dois lados em luta. No setor sul as forças do governo central eram comandadas pelo general Valdomiro Castilho de Lima, que contava com os efetivos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, somando aproximadamente 18.000 homens, além da Brigada Gaúcha, 27 corpos de provisórios comandados pelos generais João Francisco e Elisiário Paim, as polícias de Pernambuco e do Maranhão, e ainda o 22º.Batalhão de Caçadores da Paraíba. Os contingentes chefiados pelo general Valdomiro dispunham ainda de artilharia pesada composta por quase cem canhões de 105 m/m e de 75 m/m. Os paulistas que lutavam contra esse destacamento, chefiados pelo general Taborda, somavam aproximadamente 4.800 homens dispostos no eixo da linha férrea da Sorocabana, ramal de Itararé, e no eixo da rodovia de Itapetininga a Ribeira, e mais cerca de 3.500 homens entre a linha férrea e a cidade de Ourinhos. Quanto à artilharia, os constitucionalistas dispunham de quatro canhões da Força Pública, dois de 37 m/m e dois de 75 m/m - que não tiveram valia na luta por falta de quem soubesse manejá-los - quatro canhões do Regimento Misto de Artilharia de Mato Grosso e uma peça de 150 m/m vinda do forte de Itaipus. " http://www.cpdoc.fgv.br/dhbb/verbetes_htm/6366_4.asp)
Em Ourinhos formou-se um batalhão denominado Teopompo.
O professor Constantino Molina, proprietário do Externato Rui Barbosa, a primeira escola secundária de Ourinhos, escreveu um relato sobre os acontecimentos de 1932 na cidade. 

Ainda nos anos 1950 era comum serem encontrados artefatos de guerra nas dependências do Balneário Diacui.
Lá, na gestão do prefeito Antônio Luiz Ferreira (1960-1963), foi erguido um monumento à Revolução de 1932 .
A foto, por Francisco de Almeida Lopes, registra esse momento