13.7.14

A INAUGURAÇÃO DA NOVA PRAÇA MELO PEIXOTO, EM 23-6-1958

Edição de foto de Cartão Postal Colombo (1958)

A inauguração da nova Praça Melo Peixoto, em 22 de junho de 1958,  foi noticiada com muita ironia pelo mais recente jornal da cidade, o Diário da Sorocabana, que fazia oposição à gestão do prefeito José Maria Paschoalick. As obras duraram dez meses.
24-6-1958


"Na festa noturna, ou inauguração propriamente dita da praça Melo Peixo­to foram queimadas 21 caixas de fogos (também pagas com dinheiro da prefeitura). Paschoalick aproveitou alguns números preparados pela colônia colônia japonesa para a festa do cinquentenário da imigração nipônica (.....)."
(Fonte: http://www.tertulianadocs.com.br/)
Paschoalick havia concorrido  pelo Partido Social Progressista, criado por Ademar de Barros. 
 A praça ficou repleta de pessoas que desejavam admirar a tão esperada fonte luminosa, em moda na época. 
Foram substituídos todos os bancos; os novos não tinham encosto. Também foram trocados os postes de ferro trabalhado. A praça ganhava um "espaço cívico" em frente ao novo coreto.


Foto por Francisco de Almeida Lopes

 Paschoalick discursa no coreto. Ao seu lado esquerdo o Juiz de Direito Windsor Antonio Rosa dos Santos e à direita o Promotor Público Antonio Benedito Prado Bastos


O governador Ademar de Barros não compareceu, sendo representado por  Cantídio Sampaio e Geraldo de Barros.
Às 13 horas, foi oferecido um almoço para as autoridades no Grande Hotel. 
Também foram visitadas as novas obras da prefeitura na cidade, inclusive o novo Ginásio de Esportes , o "Monstrinho".

Tomada logo após a inauguração. No canto direito aparece o prédio do Banco Comercial com a cor verde original, antes de uma reforma que o desfigurou.
Foto por Francisco de Almeida Lopes:original em slide revelada em positivo.

O LIONS CLUBE DE OURINHOS

O fundador do Lions Clube Internacional foi o empresário americano Melvin Jones. O primeiro Lions Clube foi criado em 1917.


No Brasil, o leonismo foi introduzido em 1952, com a criação do Lions Clube do Rio de Janeiro.
O Lions Clube tem  por objetivo:
"Organizar, constituir e supervisionar clubes de serviço que serão conhecidos como Lions Clubes.
Coordenar as atividades e uniformizar a administração dos Lions clubes.
CRIAR e fomentar um espírito de compreensão entre os povos da Terra.
INCENTIVAR os princípios do bom governo e da boa cidadania.
INTERESSAR-SE ativamente, pelo bem-estar cívico, cultural, social e moral da comunidade.
UNIR os clubes pelos laços de amizade, bom companheirismo e compreensão mútua .
PROMOVER um fórum para a livre discussão de todos os assuntos de interesse público, excetuando-se, entretanto, o partidarismo político e o sectarismo religioso, que não serão debatidos pelos associados no clube.
INCENTIVAR as pessoas bem intencionadas a servir a suas comunidades sem benefício financeiro, estimular a eficiência e promover elevados padrões éticos no comércio, na indústria, nas profissões, nos serviços públicos e nos empreendimentos particulares.'
(Fonte: http://www.lions.org.br/nacional/objetivos.html)
O Lions Clube de Ourinhos, fundado em 1954, elegia em 1958, uma nova diretoria.
A edição de 29-6-1958 do jornal "Diário da Sorocabana" noticiou a eleição  realizada no dia anterior.
A diretoria do Lions  assim ficou constituída:
"Diretor - Plínio de Aparecido de Barros
1º vice Presidente - Antonio Ferreira Batista
2º vice presidente - Esperidião Cury
3º vice presidente - Edson Cantadori
Secretário -  Mário Brandimarte
1º secretário - Alston Pedroso Racanello
Tesoureiro - Francisco de Oliveira e Silva
1º tesoureiro - Valfred Kaschel
Diretor social - Celestino Borio Júnior
Diretor animador - Ortesio Pereira da Silva
Diretores vogais - José Camerlingo, Renato Luiz Ferreira, Salim Said Haddad e Walter Ferreira"

Após a eleição seguiu-se um banquete, do qual vemos um detalhe na foto.
À direita Antonio Ferreira Batista e as filhas Marisa e Marli.



O casal Olívia e Antonio Ferreira Batista e as filhas no "Bailes das Flores", promovido pelo Lions Clube no Grêmio Recreativo de Ourinhos, 27-10-1956





Na foto abaixo,  vemos algumas domadoras (esposas dos leoninos) e filhas  no coquetel que antecedeu à posse da nova diretoria em 1958:
Da esquerda para a direita: (1) Olívia Ferreira Batista, (2) Ivete Bastos (3) Marisa Ferreira Batista, (4) Marli Ferreira Batista. À direita (2 ) Nair Bacci Cury





Na foto abaixo, domadoras num piquenique.
Da esquerda para a direita: (1) Ivete Bastos, (2) Mary de Oliveira e Silva, (3) Alcinda Vialle Ferreira, (4)Olívia Ferreira Batista.  






5.7.14

O PRIMEIRO MÊS DE REVOLUÇÃO EM OURINHOS - 1932, POR CONSTANTINO MOLINA

No Acervo TertulianaDocs - Memória em Movimento (http://www.tertuliana.com.br)  há um documento denominado "1º Mês de Revolução em Ourinhos" - 1932. Ele é de autoria do professor Constantino A. Molina, que foi o primeiro proprietário do Externato Rui Barbosa (ele o vendeu no final dos anos 1940, para o professor Aparecido Lemos). Essa escola particular foi a primeira a oferecer o ensino secundário, sob a forma propedêutica, em Ourinhos.
Os alunos (as), ao final do ano, iam para São Paulo, onde submetiam-se a exames de avaliação. Eram também oferecidos:  Curso Comercial, de Datilografia e de preparação para exames). 
Em 1937, um grupo de alunos fez esses exames na Faculdade Comercial Brasil, em São Paulo. A nota mais alta entre as alunas foi 8, obtida por Rosa Fragão, Ivone Pierotti e Amélia Neves. A mais alta entre os alunos foi 7, obtida por José Fernandes, Hermínio Nogueira e Jairo Diniz.
A escola localizava-se na Avenida Altino Arantes, onde hoje é o prédio da CEF.
"A Voz do Povo", 24-5-1931
Externato Ruy Barbosa
"Resultado do segundo exame bimensal de março e abril. Curso Comercial: 1º lugar, João Neves, com 100 pontos; 2º, Abripino Braz, com 91 pontos; 3º Orlando Vendramini, com 87 pontos; 4º José Neves Neto, com 78 pontos...."  

O professor Molina era colaborador de "A Voz do Povo", escrevendo muitos artigos sobre os mais diversos assuntos.

A publicação citada é muito importante pelo relato que faz sobre o desenrolar inicial do movimento em Ourinhos e região, ao longo de 25 páginas com muitas ilustrações . Ao final da obra depreendemos que haveria uma segunda parte, cuja existência desconhecemos.

 As organizadoras do "Café Soldado", da esquerda para a direita Alzira Santos Pereira, Chiquinha Mano Filho, Emilina Sassi, Emília Tocalino e Alzira Nicolosi.
O "Batalhão Teopompo" em frente a Igreja Matriz após missa campal.


21.6.14

O "DIA DO TRABALHO" NO CLUBE BALNEÁRIO DIACUI

O Clube Balneário Diacui, nos seus primeiros anos existência, realizava uma festa popular em suas dependências,  às margens do rio Paranapanema,  para comemorar o Dia do Trabalho.
A grande área  do clube ourinhense ficava lotada.
Esta notícia de primeira página do jornal "O Diário da Sorocabana" (1º-1-1962) anuncia a festa que seria realizada no dia 1º de Maio de 1962:

FESTA NO DIACUI

O Clube Balneário Diacui prestará, 
também, uma homenagem ao Trabalhador,
na passagem do seu grande Dia, realizando
um programa festivo, que terá início às 9
horas com um churrasco popular e 
numerosas disputas desportivas.

Da Praça Melo Peixoto saía uma jardineira em direção ao clube.
Muitas famílias faziam um piquenique na extensa área de mata que fornecia uma agradável sombra, como pode ser visto nesta foto onde estão o casal Olívia e Antônio Ferreira Batista (gerente do Banco do Estado de São Paulo e as filhas Marli e Marisa ( a foto é de 1-5-1959).



O clube ficava lotado como mostram as duas fotos abaixo:
 Foto por Francisco de Almeida Lopes

Foto por Francisco de Almeida Lopes





19.6.14

ANTÔNIO FERREIRA BATISTA (1918-2014)


Antonio Ferreira Batista, a esposa Olívia e as filhas Marisa e Marli, por ocasião da festade aniversário de Marisa em 1958.

Faleceu nesta tarde (19-6-2014), aos 96 anos, o drº Antonio Ferreira Batista, que foi gerente do agência do Banco do Estado de São Paulo em Ourinhos,  de 1954 a 1963.
Deixa a esposa Olívia, a filha Marisa Ferreira Batista Ferrazoli, netos e bisnetos.



Olívia e Ferreira no baile do Reveillon de 1957(GRO).
O casal à esquerda é Paulino dos Santos e esposa.

Eu e meus pais tivemos a felicidade de termos sido vizinhos desse casal e suas  duas filhas Marisa e Marli, de 1956 a 1963,  período em que se estabeleceu entre nós uma sólida amizade que perdura até os dias de hoje. 
A ele devo meu primeiro emprego em São Paulo, quando para lá fui a fim de fazer o curso superior.
Ferreira era um homem de fala mansa, muito educado, dedicado à família.
Formou-se em direito pela Faculdade de Bauru.
Foi transferido para Ourinhos, vindo da gerência em Itapeva.
Na rua Arlindo Luz construiu uma bela casa.
Na cidade, exerceu  com muita  competência a gerência, o que lhe valeu a transferência para a agência central, onde galgou todos os postos de uma longa e bela carreira.
Ao aposentar-se, ele e a esposa decidiram retornar à terra natal, Araçatuba.
Em Ourinhos, foi um dos fundadores do Lions Clube e do Tênis Clube.


Ferreira no Ourinhos Tênis Clube, em 1957.

Deu total apoio às iniciativas da paróquia local visando à conclusão das obras internas e externas da Igreja Matriz durante o período em que o padre Domingos Trivi foi o vigário de Ourinhos, de quem era muito amigo.
Sua filha Marisa casou-se com Irineu Ferrazoli, com quem teve três filhos: Liliane, Priscila e Márcio. Após a morte de Irineu, Marisa mudou-se para São Paulo, onde continuou a exercer o magistério até a sua aposentadoria.
Marli faleceu em 2006, após ter vivido muitos anos nos Estados Unidos, onde era  executiva de uma indústria do ramo farmacêutico.
Em 2008, Ferreira e Olívia, retornaram para São Paulo para ficar perto da filha Marisa e dos netos e bisnetos.


Ferreira, por ocasião da comemoração dos seus 90 anos.

Viveu mais de 90 anos em boa forma e com uma memória em perfeito estado, para a felicidade de sua família e dos amigos e amigas.
Partiu, como disse Marisa, dormindo e tranquilo, pelo que damos graças.
Adeus seu Ferreira. 



9.6.14

O COMPLEXO DA SOCIEDADE ALGODOEIRA DO NORDESTE BRASILEIRO - SANBRA - EM OURINHOS



O "Asilo São Vicente de Paula" de Ourinhos comercializou, numa campanha para arrecadar fundos, um envelope de correspondência que trazia no verso 12 pequeníssimas fotos coloridas da cidade. Pelas fotos acredito que isso tenha ocorrido no final dos anos 1960.
Entre essas fotos há uma muito interessante porque se trata de uma tomada aérea  frontal do complexo da fábrica da Sanbra. Graças ao ângulo escolhido, é possível detalhar todas  as dependências da fábrica.
Somente ficaram de fora da foto a entrada e um armazém.
Como a fábrica ficava ao lado  da linha férrea da Sorocabana, havia  um ramal ferroviário para a descarga de vagões carregados com com caroço de algodão  de mamona e  de amendoim. Não trabalhei na época do amendoim.
O primeiro detalhe que vemos na foto  é o prédio do escritório, atrás do qual havia a balança para os caminhões que chegavam carregados do Paraná e de outras regiões de São Paulo. Do lado direito, em frente a entrada do escritório, ficava uma "guarita"com o relógio de ponto. Ao lado dele, havia um cartaz onde eram apontados os dias sem acidente na fábrica, trabalho executado  pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, a CIPA, que tinha à frente Hélio Brasiliense de Abreu, funcionário da seção pessoal.
Quando ingressei no escritório como aprendiz de arquivista, eu atendia aos motoristas no balcão, carimbando a nota fiscal que detalhava  o conteúdo dos veículos. Após o descarregamento do caminhão, as notas fiscais retornavam ao escritório a fim de serem arquivadas.  
Eu era aprendiz de arquivista, mas atuei em todos os setores do escritório nesse período, à exceção do de Vendas. Foi uma excelente experiência, inesquecível.
Seguindo adiante, vemos à direita a fábrica propriamente dita, a produção era de óleo bruto. Em sua parte central, ficavam as máquinas de descaroçamento e, ao fundo, o setor de sacaria, na qual trabalhavam várias costureiras. No período em que lá trabalhei (1962-1965), o chefe de fábrica era  Antonio Capatto.
Na frente da fábrica, à direita, ficava o amplo salão do refeitório dos operários e a Cooperativa (Associação Atlética e Beneficente Ouro Branco), dirigida  por Irineu Kucko. No refeitório eram realizadas as famosas festas de Natal.
Os funcionários e operários adquiriam na Cooperativa inúmeros gêneros alimentícios 


 Festa do Natal de 1968. No alto José Fernandes de Souza  (Revista Atualidades Sanbra)



  (Revista Atualidades Sanbra)
 Natal: Urbaninho, Cleide, Tomiko, Setuko, Yeda, Rubens Boetolocci, Tupiná, Hélio.
Foto por Francisco de Almeida Lopes




Estande da Sanbra na FAPI de 1969.  (Revista Atualidades Sanbra)

Seguindo adiante neste passeio pela Sanbra de Ourinhos, na lateral direita do prédio, localizavam-se haviam o almoxarifado a cargo de José Carlos Davanço e  a manutenção elétrica, a cargo de  Maurilio Marocco.
Na lateral esquerda, ao longo da plataforma, ficavam o escritório de Alberico Albano (Bio, responsável pelo controle de cargas) e o laboratório, onde trabalhava Mário Misato e um outro funcionário. Do outro lado da plataforma o vasto silos.
Ao fundo, à esquerda, vemos uma construção alta, o chamado "Solvente" para onde ia a borra dos grãos para extrair o último resíduo de óleo neles existentes.   Após essa extração, tinha-se o farelo que também era comercializado 
Após o "Solvente",  vê-se uma área verde onde ficava uma boa quadra de esportes, na qual realizavam-se partidas de futebol e de outras modalidades.  Mais adiante, a área residencial onde localizavam-se  as casas do gerente e  do chefe da fábrica.
Pela foto podemos visualizar todo o trajeto que, diariamente , José Fernandes de Souza (o gerente) percorria antes de entrar no escritório, passando em cada uma das dependências da fábrica. 
Às vezes,  Souza deixava a sua sala e ia para fábrica. Se nesse período ocorresse uma ligação telefônica da sede em São Paulo, eu tinha que percorrer a fábrica a sua procura.
O gerente da Sanbra e autoridades cortam a fita inaugural do estande da Sanbra por ocasião da Fapi de 1968.
 (Revista Atualidades Sanbra)

Na ampla sala  do gerente, ficavam   também o administrador, Edson Cantadori (posteriormente Carlos Theodoro de Mello) e o engenheiro Sarmento (posteriormente Carlos Sorgi).
Edson Cantadori era sobrinho dos Brandimarte, o  homem mais educado que conheci, um  autêntico "gentleman". Muito competente, assumiu a gerência da fábrica de Maringá, a maior de todas. 


Vemos nessa foto, ao centro, Edson Cantadori, já gerente da fábrica de Maringá.  (Revista Atualidades Sanbra)


Na sala da gerência eram realizadas, mensalmente, as reuniões do "Controle Orçamentário", durante a  qual cada responsável pelos setores da fábrica e o chefe do escritório tinham que apresentar suas justificativas para as alterações acusadas nas planilhas mensais.
Ainda antes do término do meu período de aprendizagem, passei a trabalhar no Controle Orçamentário, chefiado por Mário Ramalho Pereira. Faziam parte desse setor, Lauro Zimmerman Filho e Walter Breve. Laurinho e eu cuidávamos da parte de Custos, cuja planilha mensal nos dava muita dor de cabeça. Ele foi o meu tutor nessa área. 
Cuidando do  serviço de datilografia havia duas funcionárias muito competentes: Cleide (exímia datilógrafa) e Setuko Sekino, que sofria mensalmente para datilografar o enorme quadro elaborado pelo laboratório.
No comando do escritório, uma pessoa maravilhosa que viera de Bauru junto com o  srº Souza, em finais dos anos 1940, Liberto Resta. 
Na chefia do setor de vendas estava  Oscar. Na sua equipe atuavam  Elias Hage, Heitor Camacho, Yeda, Luisa e Antônio Marmo dos Santos. 
Na chefia da seção de pessoal encontrava-se o competente Rubens Bortolocci da Silva, que foi prefeito de Ourinhos alguns anos depois. Trabalhavam com ele  Tupiná,  Arlindo,  Hélio Brasiliense de Abreu e Miguel Cury Neto. Uma equipe afiada.
Havia também João Olante, um dos funcionários mais antigos, remanescente do tempo do Moinho Santista.
José Hernandes chefiava o setor de transportes, onde atuavam  Leonel, José Maria, Tércio Cembranelli e Ademar.

? - Leonel, Ademar, Brandimarte, Avanzi, João da balança, José Carlos
Foto por Francisco de Almeida Lopes

O  Caixa estava sob a responsabilidade de dois competentes ex-bancários: Dorival Avanzi e Osvaldo Marques. 
Resta citar a dona Maria, uma jovem operária que nos  servia o café trazido da cozinha do refeitório.
Natal de 1968: (1) Souza (5) Rubens Bortolocci da Silva (6) Liberto Resta (8) Miguel Farah e o filho caçula, Elias (10)Antonio Pimentel (12)Hélio Brasiliense de Abreu  (Revista Atualidades Sanbra)

Para mim, esses anos de Sanbra constituíram um laboratório de experiências altamente gratificante. 



31.5.14

O BAILE DAS DEBUTANTES DE 1958 - MARISA E MARLI FERREIRA BATISTA


O Lions Clube de Ourinhos foi fundado em 13/5/1954. 

Já em 1955, a instituição lançou mão da realização anual de um baile de debutantes, no qual as jovens de 15 anos eram apresentadas à sociedade.
Foi uma iniciativa de muito sucesso, tornando-se um dos bailes mais concorridos do Grêmio Recreativo de Ourinhos.A renda obtida era sempre revertida para uma instituição de caridade. O primeiro baile foi realizado em 1955.
A primeira edição do novo jornal da cidade "Folha de Ourinhos", de 29-9-1957,  comentou a realização do baile de 1957 (http://www.tertulianadocs.com.br): 
 "Ourinhos fêz realizar ontem à noite, com início às vinte horas, mais  um grandioso bai­le das debutantes, o terceiro dos que vem promovendo, tendo sido o primeiro em benefício
da Sociedade de Pro­teção à Maternidade e à Infância (Soprami), o segundo em prol do
Lar de Menores Santo Antônio, e o último em favor da construção do Albergue Noturno. "
Apresentaram-se à sociedade nove debutantes:
"Beatriz Cardoso, Claudete Alvarez,  Doralice Gomes,  Marilena Ramalho Pereira, Maria Tereza Morais, Nilza Tereza Peres, Sílvia de Souza Cardososo,  Vilma O. Mazeto, Izenaide Corrêa Car­valho.'

No ano seguinte, 1958, debutaram duas amigas minhas, as jovens Marisa e Marli Ferreira Batista. Marisa teve como padrinho o avô, de Araçatuba, José Ferreira Batista, Marli, o pai Antônio Ferreira Batista. Entre as debutantes estavam também Iná dos Santos Lopes,  Mary Dora e Regina de Medeiros.

Marisa

Marli e o pai Antonio Ferreira Batista