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24.1.15

HOMENAGEM AOS CONTADORANDOS DE 1965 DA ESCOLA TÉCNICA DE COMÉRCIO DE OURINHOS

EM MEMÓRIA DE

NEUSA VICTORINO DA SILVA, 01/01/15, 73 anos de idade, aposentada, residente e domiciliada na Rua Graciano Racanello, 204, Jd. Tropical, em Ourinhos/SP, era solteira, deixa 1 filha. O sepultamento foi realizado no Cemitério da Saudade de Ourinhos/SP.
(na foto em que os formandos ouvem o meu discurso, ela é a segunda, na primeira fila e na dos formandos é a 12a. da primeira fileira) 


Na visão dos fundadores do "Ginásio de Ourinhos", drºs José Augusto de Oliveira e João Batista de Medeiros em finais dos anos 1930, ao curso ginasial seguir-se-ia o curso normal para a formação de professores e o curso  comercial técnico.
De fato, em finais dos anos 1940, formou-se a primeira turma de normalistas. Já a criação do curso comercial técnico ocorreu em 1948, no momento em que a instituição vinha passando por uma série de problemas, razão pela qual, a sociedade mantenedora foi extinta, passando os cursos ginasial e normal para o governo do estado. 
Restava o curso comercial, que foi salvo pelo interesse do professor Jorge Herkrath em assumir o seu controle. De fato, ele venceu a concorrência aberta pela prefeitura e assumiu a escola.
O professor Jorge morava,  na ocasião,  numa grande casa na Rua 9 de Julho, nº 76,  vizinha da casa de número 102, residência de meu avô. A casa em que o professor Jorge morava fora do prefeito Benedito Camargo, falecido em 1939.
Na parte da frente dessa casa, o professor Jorge fez erguer uma construção com dois pavimentos para acolher o curso comercial. Nascia ali a Escola Técnica de Comércio de Ourinhos .
As instalações foram ampliadas nos anos 1960, com a construção de outra ala, nos fundos do casa. Foi nessa ala que estudei durante os três anos do curso técnico de  1963 a 1965. 
Várias turmas de contadores ourinhenses e de cidades vizinhas foram formados por essa escola.

A turma de 1965 era grande, mais de 40 alunos. Muitos haviam sido meus colegas no curso ginasial. O curso era noturno. 
A comissão organizadora da formatura foi muito competente. Conseguimos rifar um carro e com isso havia muito dinheiro, o que nos possibilitou fazer uma churrascada  na chácara cedida pelo senhor Tufy Zaki Abucham, às margens do Paranapanema; jantar; a ornamentação do salão do GRO para a entrega dos diplomas e, por fim, o baile de formatura, que foi um dos melhores já havidos na cidade, abrilhantado pela Orquestra de Waldomiro Lemcke, de São Paulo.
Fui o orador dessa turma.
Aos colegas,  a minha homenagem pelos 50 anos de formatura.






Os formandos ouvem o discurso do colega José Carlos Neves Lopes


Comemorando o final do ano.


O baile de formatura. Na mesa, três primas: Maria Leonor Soares Neves, Clênia e Maria Isabel Teixeira.
Na mesa ao lado, Olenka de Melo Sá.

Dados obtido em artigo de José Carlos Marão sobre a Escola Técnica de Comércio.

17.1.15

MARLI FERREIRA BATISTA E O BAILE DA MISS ELEGANTE BANGU DA MÉDIA SOROCABANA DE 1960

A Companhia Progresso Industrial do Brasil Fábrica Bangu, que situava-se  na cidade do Rio de Janeiro, foi fruto do surto industrial que se seguiu ao advento da República, o período chamado "Encilhamento".   Muitos dos empreendimentos desse período falharam, mas essa empresa fundada por dois banqueiros famosos, o Conde de Figueiredo e o Barão de Salgado Zenha, do Banco Nacional Brasileiro, sobreviveu até 2005.


Foto  por  Jean Manzon, cerca de 1950 , in http://rjantigo.blogspot.com.br

A empresa construiu uma vila operária, já que a fábrica ficava a 31 quilômetros do centro do Rio.
A fábrica de tecidos contava com 1200 teares, 1900 cavalos vapor de força e 1600 operários.
Em 1951, a esposa de um dos donos da empresa, criou o Concurso Miss Elegante Bangu, evento beneficente. Esse certame logo virou atração nacional. Clubes de todo o país escolhiam suas representantes.


No ano de 1958, desfilaram no Rio de Janeiro 104 representantes. A vencedora  recebia como prêmio  uma viagem à Europa.
Os trajes eram confeccionados com tecidos Bangu.
Por meio de  artigo do jornal - DEBATE - , de Santa Cruz do Rio Pardo, ficamos sabendo que o baile Miss Elegante Bangu da da Média Sorocabana iniciou-se logo após a inauguração do Icaiçara Clube, em 1959. A primeira "Miss Elegante Bangu" foi Edméia Elisa Silva Corazza. Segundo Edméia, quem vendia tecidos Bangu era  a Loja Riachuelo. O vestido fora confeccionado por sua mãe. (http://www2.uol.com.br/debate/1539/cadd/cadernod01a.htm)

Nas páginas de "O Diário da Sorocabana", de  8-10-1961, encontramos um anúncio sobre esse baile:
 

Minha amiga  Marli Ferreira Batista (1944-2006) teria completado 70 anos no dia 10 de outubro passado.
Em sua homenagem este artigo foi concebido, ela que foi a representante de Ourinhos, no baile do dia 22-10-1960, em Santa Cruz do Rio Pardo. 









10.1.15

"TRIBUNA ESCOLAR" UMA PUBLICAÇÃO VOLTADA PARA A EDUCAÇÃO

No meu arquivo de fotos e recortes de jornais, encontrei outro dia um exemplar do jornal "Tribuna Escolar", de 1º de janeiro de 1959, em seu número 5. 
Era uma publicação de natureza exclusivamente educacional, com circulação quinzenal e de propriedade da Indústria e Comércio Silvano Chiaradia Ltda. 
A redação e oficinas localizavam-se na Rua 9 de Julho, 482, ou seja onde Silvano Chiaradia possuia a sua loja "A Cidade de Ourinhos" e tipografia. 
O diretor gerente desse jornal  era o marido da professora Dalila, Diomar Antonio de Souza. O diretor responsável era o professor Norival Vieira da Silva, tendo como redatores o professor Rafael Orsi Filho, inspetor escolar da 35ª Zona, de Ourinhos, e meu primo José Luiz Devienne.
Destaco algumas manchetes dessa edição:
 - "Em vigor, a partir de hoje, a lei sobre aulas extraordinárias"   
 - "Vila Odilon teve sua festa de formatura"
 - "Os Diretores de Colégios terão seus Assistentes"  
 - "Deverá funcionar no corrente ano a Escola Normal de Cerqueira      Cesar"
 O artigo de fundo tinha como título "Vestibulares ao Curso Normal", prova de seleção para o ingresso no referido curso, que havia sido adotada há pouco tempo. O articulista comenta o alto índice de reprovação na disciplina matemática, destacando o fato de que em alguns colégios ela alcançara " a porcentagem incrível de 100 % reprovações", concluindo que a "verdadeira causa parece ser, não resta a dúvida, a falta de preparo dos candidatos".
Destaca o fato de  a "Escola Normal Imaculada Conceição", (do Educandário Santo Antonio) ter alcançado uma boa média de aprovação em matemática, após ter oferecido uma boa preparação "às  suas alunas que visavam o curso Normal" ( um professor dava aulas diariamente aulas às alunas da quarta série, fora do horário escolar).
Por fim, defendia a manutenção do vestibular como meio "de elevar o nível do Ensino Normal no Estado de São Paulo" .
A edição trazia dois artigos: um  sobre Rui Barbosa, de autoria do drº Júlio dos Santos, advogado de renome na cidade, e outro do professor catedrático do Instituto de Educação de Jaú, Rui Gutierres, sobre a "Liberdade de Cátedra.
Por fim, uma notícia que me é cara, ou seja, sobre a entrega de diplomas a 277 alunos do curso primário do Grupo Escolar "Jacinto Ferreira de Sá", realizada no dia 13 de dezembro de 1958, no Grêmio Recreativo de Ourinhos. A cerimônia teve como paraninfo o professor José Maria Paschoalick, prefeito municipal, que tinha sua filha Zelinda como uma das concluintes.

Recebo o diploma das mãos do prefeito Paschoalick. Ao lado o diretor do Grupo Escolar, profº Luiz Cordoni.
Ao fundo, a profª Josefa Cubas da Silva

Eu tive a honra de ser o orador dessa turma.


Na foto, discursa o aluno José Carlos Neves Lopes. Atrás, da esquerda para a direita, Tufy Zaki Abucham, representando o Rotary Clube de Ourinhos e Miguel Farah , proprietário do jornal "A Folha de Ourinhos". Ao fundo, o professor Aparecido Lemos, proprietário do externato "Rui Barbosa", cujo filho Osmar era também um dos formandos.



Após a cerimônia, professoras foram almoçar: Maria Auxiliadora Ramos Pompéia, Dalila Souza, e o dentista do Grupão drº Ortésio.


 Recebo o prêmio de melhor aluno da minha classe das mãos de dona Dalila. 

15.12.14

A SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO DE OURINHOS


A quase octogenária  SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO DE OURINHOS é uma das mais importantes instituições beneméritas de Ourinhos.
Segundo Eitor Martins, em seu livro MINHA VIDA - MEUS AMIGOS - MINHA CIDADE Resgatando nossa história...,   a criação da Sociedade  Vicentina deu-se por uma iniciativa do Monsenhor Córdova, em 29 de janeiro de 1936, contando inicialmente com 12 membros.

Em 22 de julho de 1956, a Sociedade fundou o Asilo São Vicente de Paulo, com a finalidade de abrigar idosos desamparados, tendo sido convidada para administrá-lo religiosas  da Congregação das Irmanzinhas dos Anciãos Desamparados, ordem    fundada por Santa Teresa de Jesus Jornet, na Espanha em 1873.

A denominação do Asilo ourinhense hoje é Lar Santa Tereza Jornet.

Meu padrinho de Crisma, Benedito Monteiro, na época contador da São Paulo-Paraná,  foi um dos fundadores da Sociedade. Eu me recordo da sua dedicação a essa instituição que lhe era muito cara.

No acervo de meu pai há esta foto de sua autoria, por ocasião de uma visita de um político paulista ao "Asilo", em finais dos anos 1960.






Da esquerda para a direita: Benedito Monteiro, Tomás Lopes,  Vadih Helou, deputado e ex presidente do Coríntians, o presidente da Câmara Municipal de Ourinhos, vereador João Newton César, o professor Luciano Corrêa da Silva, Armando Jardim, proprietário do Empório Jardim, na Rua Paraná e o proprietário da loja "Pescaça", Cândido Jacinto Lopes, também na Rua Paraná.

Atrás o filho de Benedito Rodrigues da Cunha, comerciante da Rua Paraná e um rapaz que não consegui identificar.

A VOZ DO POVO, 7-9-1940

VILA SÃO VICENTE
Domingo, l.o do corrente, realizou se o lançamento da pedra fundamental da Vila S. Vicente em terreno para esse fim generosamente doado pelo Snr. Horácio Soares, dd. Prefeito Municipal e pelo abastado fazendeiro Snr. Manoel Rodrigues Martins.
A’ ceremonia, compareceram elementos do mais destacado relêvo no seio do nossa sociedade e grande multidão de povo, estando a «Voz do Povo» representada pelo snr. Reynaldo Azevedo. Após o benzimento efetuado pelo Revmo. Conego Miguel dos Reis Mello, vigário da Paróquia, fez uso da palavra o nosso colaborador José Gondim Gomes de Mattos, presidente de uma das conferências vicentinas locais, o qual endereçou aos católicos de Ourinhos instante apêlo no sentido de concorrerem com a sua generosidade para a realização de obra de tão grande alcance, qual seja a da construção de um abrigo para os pobres, Atendendo á solicitação feita, enviaram donativos as seguintes pessoas, ás quais os
vicentinos, em extremo sensibilisados, profundamente agradecem:
Benedito Monteiro, CândidoBarbosa Filho, Rodopiano
Leonis, 50$ cada um; Antonio Luiz Ferreira, 30$; Carlos
Masi, Carlos Rodrigues, Prof.Constantino Molina, Prof. José
Augusto de Oliveira, Fco.José Arruda Silveira, 20$ cada
um.

FOTOS ATUAIS DO LAR SANTA TEREZA JOURNET






1.12.14

ÁLVARO FERREIRA DE MORAES, UM BENEMÉRITO

ÁLVARO FERREIRA DE MORAES, natural do Estado do  Rio de Janeiro, foi casado com Elvira Ribeiro de Moraes, mineira.
Por meio do amigo Benício do Espírito Santo (prefeito de Ourinhos de 1921-1923), soube da existência de terras boas no município. Comprou então duas fazendas; em 1917 a Boa Esperança e, em 1918, a Santa Maria, unindo-as numa só (Boa Esperança).
Em 1921, a família mudou-se para Ourinhos. Essas duas fazendas de café ficavam no limite norte da cidade.
Álvaro ficou pouco tempo em Ourinhos, tendo retornado a Juiz de Fora, em 1922. Em 1930, retornou e instalou-se definitivamente na Fazenda Boa Esperança, 
Faleceu em 21-9-1942.
Com o falecimento do pai,  os filhos resolveram lotear as terras, abrindo a denominada Vila Moraes.
Por meio de casamentos as famílias Moraes e Sá se entrelaçaram.
Metodista, Álvaro Ferreira de Moraes, foi o responsável pela 
criação da Igreja Metodista de Ourinhos.
Foi o doador do terreno para a construção da Santa Casa de Misericórdia.
O casal teve 14  filhos: os homens, Rubem, Silas, Paulo, Jorge, Álvaro (Vico) e dois que morreram crianças (Eli e Jorge) e as mulheres.  Jenny (casada com Olavo Sá); Else (casada com Silas Sá), Esther (casada com   Mocyr de Mello Sá); Judith,  Noeme (morreu solteira) e Elvira, a única dos irmãos ainda viva.  



Foto da família Moraes na fazenda Boa Esperança, em 1937.

Nesta outra foto, feita entre 1948-1951, vemos o casal Paulo Moraes, a esposa Mirian D'Affonseca (professora de educação física) e o filho Flávio;  Antônio Luiz Ferreira; Domingos Camerlingo Caló (vereador), Telesphoro Tupiná (vereador) e o fotógrafo Frederico Hahn. A ocasião foi a da entronização de foto de Álvaro Ferreira de Moraes na Santa Casa de Misericórdia.

O jornal " A Voz do Povo", de 26-9-1942, publicou :

Falecimentos

Alvaro Ferreira de Morais 

Em sua propriedade agrícola Boa Esperança, neste município, faleceu dia 21, segunda-feira p. passada, ás 2 horas, aos 64 anos de idade, o sr. Alvaro Ferreira de Morais, deixando viuva a exma. sra. d. Elvira Ribeiro de Morais, sendo chefe de numerosa e distinta familia, representada por filhos, genros, nóras, netos irmãos e sobrinhos, a maioria da qual aqui ramificada e domiciliada.
O extinto, que residia ha muitos anos em Ourinhos, era muito estimado pela retidão de seu carater e belas qualidades filantrópicas. O enterro foi realizado no mesmo dia,tendo saido o corpo do Templo Evangélico Metodista, após o oficio religioso, sendo grande o acompanhamento.
Ao baixar o corpo á sepultura,falaram os srs. dr. Hermelino de Leão, prefeito municipal, revndo.Manoel Alves de Brito e Américo Granato que exalçaram as virtudes do morto. Pezames á familia enlutada


O texto foi baseado na entrevista de Rubem de Moraes ao jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, in Ourinhos: memória de uma cidade paulista - 1992 p. 143-148 e  em informações prestadas por Flávio D'Afonseca Moraes.







O texto foi baseado na entrevista de Rubem de Moraes ao jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, in Ourinhos: memória de uma cidade paulista - 1992 p. 143-148 e  em informações prestadas por Flávio D'Afonseca Moraes.

28.11.14

INÊS SOUZA LEAL, A MESTRA E SEUS ALUNOS

Era uma mulher baixinha, de voz pausada, e com excelente dicção; sempre antenada com o que acontecia no mundo à sua volta. Dedicada aos pais, irmãos e sobrinhos. 
Nossas famílias eram unidas por laços muito antigos de amizade. Nossos avós foram compadres. Inês, colega de turma no Ginásio de Ourinhos, anos 1940, de meu tio Herculano Neves.
Todas as vezes em que eu ia a Ourinhos para visitar minha mãe, íamos até a casa de dona Belarmina, mãe de Inês. Lá a conversa corria solta entre nós: Belarmina (lúcida até os 100 anos), Inês, o irmão Celso, eu e minha mãe. 
Belarmina, era  filha de Francisco Simões de Souza, o “Chico Manco”, português, estabelecido em Ourinhos com o famoso “Bar do Chico Manco”, na rua São Paulo, em frente ao cine Cassino. A irmã de Belarmina, Amélia, foi casada Jorge Galvão, empregado da SPP e irmão da "Janda" (Bazar) . Edde uma  das filhas desse casal foi colega de meu pai na Rede de Viação Paraná-Santa Catarina - RVPSC.
O marido de dona Belarmina,  Joaquim Miguel Leal (Quinzinho), natural de Palmital, bancário, foi gerente do Banco Brasileiro para a América do Sul, durante muitos anos (1949-1965).
Após o urso ginasial, Inês ingressou,  em 1946, na primeira turma da Escola Normal do Instituto Educacional de Ourinhos. Esse curso tinha a duração de quatro anos. Da primeira turma fizeram parte Anair Ferreira, Anaide Teles, Anezia Teixeira, Araci Freitas, Inês Souza Leal, Rute Foz e Vera Fiorillo. 
A festa de formatura foi realizada no cine Ourinhos, no dia 10 de dezembro de 1949.
Após formada, Inês foi professora e vice-diretora do recém fundado Grupo Escolar Virgínia Ramalho, popularmente conhecido com "Grupinho", e também do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá. Alfabetizou inúmeras turmas de alunos até os anos 1970.



Inês, no  encontro das primeiras turmas do Ginásio de Ourinhos, concede entrevista à rádio local, conduzida mandada pelo reporter Aparecido Leite.

Inês faleceu em 2010.
Estas fotos que chegaram às minhas mãos por meio de Marisa Ferreira Batista Ferrazoli, levaram-me a reescrever a página de Inês porque documentam o trabalho amoroso de uma grande mestra em sala de aula.



Inês abraçada com um dos alunos, filho do casal Harugi Seno e Maria Tanaka - Carlinhos.
Observem a bela letra da professora, que estava dando uma aula de matemática.




22.11.14

PEDRO ALEIXO, VICE PRESIDENTE, NA 1ª FAPI DE OURINHOS


A primeira Feira Agro Pecuária Industrial - Fapi foi realizada em maio de 1967.
Domingos Camerlingo Caló, em seu segundo mandato, era prefeito de Ourinhos,
Segundo o jornal "O Progresso de Ourinhos",  mais de 80.000 pessoas estiveram em visita à feira.
Foram montados 74 estandes  e 12 pavilhões que contaram com mais de 300 expositores.
Sem dúvida,  um sucesso para a cidade.
Esteve presente à Feira, no dia 20 de maio, o vice-presidente da República, Pedro Aleixo, o governador do Paraná Paulo Pimentel e o deputado Herbert Levy, representando o governador Abreu Sodré e outras autoridades. Foi-lhes oferecido um almoço no Bar e Restaurante Ipê.
Em seguida, o vice-presidente visitou também a maior indústria da cidade na época, a Sociedade Algodoeira Brasileira - Sanbra, onde o gerente José Fernandes de Souza ofereceu um coquete à comitiva.
Meu pai era um entusiasta da Fapi, a qual fotografou até o final dos anos 1970.
Esta bela foto mostra a comitiva deixando a fábrica em direção ao escritório onde seria servido o coquetel.
Nela são vistos da esquerda para a direita: o chefe do escritório Liberto Resta, o prefeito Domingos Camerlingo Caló, José Egídio Brisola, vice prefeito, o governador do Paraná, Paulo Pimentel, o vice-presidente, Pedro Aleixo, o gerente da Sanbra,  José Fernandes de Souza e seu filho Zezo.
"O Progresso de Ourinhos", 21-5-1967 - in Tertuliana