18.10.14

A ELEIÇÃO DE 19-1-1947 EM OURINHOS

Hugo Borgui é o último à direita em comício realizado em Ourinhos. Foto por Francisco de Almeida Lopes.  

Após o fim do Estado Novo, outubro de 1945, realizou-se em 19-1-1945 a primeira eleição geral para  1/3 do Senado,  governadores e Assembléia estadual. Composta a  Assembléia, ela se transformaria em Constituinte para a elaboração da Constituição do Estado de São Paulo, que foi promulgada em 9 de julho de 1947.
Pelas páginas de "A Voz do Povo", de 11-1-1947), Antônio Luiz Ferreira "seu Antoninho", já bastante conhecido e se enfronhando na vida política local ( foi prefeito no final dos anos 1950), publicou um manifesto defendendo a candidatura de Mário Cintra Leite a deputado estadual. Ele era   filho do coronel Antônio de Almeida Leite, proprietário da Fazenda Lageadinho, tendo sido lançado pelo Partido Social Democrático - PSD. 
O candidato do PSD ao governo do estado era Mário Tavares,  que fora Secretário da Fazenda.
O manifesto do PSD local era assinado por Leontino Ferreira de Campos, drº Diógenes Ribeiro, Abrahão Abujamra, drº Luiz de Camargo Pires, João Duarte de Medeiros, drº Alcebíades Ferreira de Moraes, Antônio Gomes Pereira, Antônio de Almeida Leite, drº Hermelino de Leão, Benício do Espírito Santo, Carlos Devienne, Antônio Luiz Ferreira, Marcos Trench, Pedro Migliari, Oriente Mori, Bráulio Tocalino.
A propaganda da União Democrática Nacional - UDN publicada em primeira página de "A Voz do Povo", estampava:

Vote nos candidatos
   DA
      U. D. N.
Para Governador
ANTÔNIO DE ALMEIDA PRADO
Um Homem Honesto
 para o Governo de S. Paulo 

Silvestre Ferraz Egreja (militou na política por mais de vinte anos), apoiado pela UDN, estreava na política como candidato a   deputado estadual pela região.
O candidato a senador pelo PSD era remanescente do Partido Republicano Paulista, César de Lacerda Vergueiro.
O Partido de Representação Popular -  PRP, em duas páginas do jornal,  rebatia os ataques  que  seu candidato a governador, Ademar de Barros (fora interventor estadual por muitos anos) recebia  por ter sido apoiado pelo Partido Comunista do Brasil.
"Ademar de Barros recebeu uma Benção Papal.
Não consta que o Papa esteja distribuindo condecorações comunistas!"
No dia da eleição, o Cine Ourinhos apresentava às 19 horas:
Loreta Young e Gary Cooper em "TUDO POR UMA MULHER"
Dia 25 de janeiro, o semanário publicava o aviso:
Educandario Santo Antonio
Anexo ao Jardim da Infancia do Educandario Santo Antonio vae funcionar uma Escola de Corte e Costura a cargo da  Irmã Maria Angelina
Informações e matrículas do Jardim da Infancia e Escola
de Corte e costura com a Irmã Benigna na Santa Casa. 

Este foi o resultado final do pleito eleitoral para governador,  no município de Ourinhos.

Hugo Borghi (PTB) — 939
Mario Tavares (PSD) — 1399
Adhemar de Barros (PSP)— 810
Almeida Prado (UDN) — 395

Ademar de Barros foi eleito governador.



11.10.14

HOMENAGEM AOS PROFESSORES E PROFESSORAS OURINHENSES

Em 15 de outubro comemora-se o DIA DO PROFESSOR.
Ao longo de meus anos escolares, quase vinte e cinco,  muitos foram os professores e professoras que tive , em Ourinhos e em São Paulo. De todos (as) guardo muitas lembranças boas. 
Por meio de algumas fotos de meu arquivo, homenageio aqui os  professores e professoras pelo seu dia.

 Esta foto é de 1938, trata-se da classe do 3º ano primário do Grupo Escolar de Ourinhos, regida pelo pelo professor Laudelino, um dos grandes melhores professores. Um de seus alunos, nesse ano, veio a ser meu professor na Escola Técnica de Comércio, Carlos Nicolosi (o penúltimo a direita). Na primeira fileira (sentado à direita) está meu tio Herculano Neves, bacharel em direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. 



Professores e professoras da primeira turma do curso normal do Ginásio de Ourinhos. Foram identificados:
João Batista de Medeiros - diretor, Nilda Leonis, Edite Leonis (Trabalhos Manuais), Norival Vieira da Silva, (História da Educação), Jorge Herkrath ( Matemática e Estatística), Mardegan (Sociologia), Ilia Leonis (Psicologia e Pedagogia),  Aracy Steiner (Música) e Edera (Biologia).


Temos aqui duas professoras do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá: Maria Auxiliadora Ramos Pompéia e Dalila de Souza. A foto é de 1958 (ao lado delas acha-se o drº Ortésio, dentista do Grupo). Nesse estabelecimento,  fui aluno de Adelaide Pedroso Racanello, Lourdes Madeira Simões, Jandira Madeira,  Luiza Scatamburlo Carrara e Ana Dora de Almeida. 
Nesta foto  da minha formatura ginasial (1962), vemos  (da direita para a esquerda) o professor Luiz Cordoni, que foi diretor do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, o professor Norival Vieira da Silva, um dos meus professores de história do IEHS, o professor Mário Ferreira, (Matemática - IEHS), irmã Celestina, professora do Colégio Santo Antônio e Felipe Dimants, meu professor de Inglês no IEHS. O  diploma foi entregue pelo drº Salem Abujamra, Inspetor Federal de Ensino em Ourinhos. 


 Nesta foto de 1961, vemos a professora Hermínia Vicentini Soares, viúva de Horácio Soares, professora e diretora do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, conversando com o Secretario de Estado da Educação,  Luciano Vasconcelos de Carvalho e Rafael Orsi Filho, diretor do IEHS, por ocasião da inauguração do novo prédio.

"A Voz do Povo", junho de 1944






Inês Souza Leal, uma das alunas da primeira turma de normalistas de Ourinhos e professora dos Grupo Escolares Virgínia Ramalho e  Jacinto Ferreira de Sá.


10.10.14

O ÁLBUM DE ROBERTO PELLEGRINO PARTE I - EM FAMÍLIA E ENTRE AMIGOS

As fotos podem ser vistas num tamanho maior ao se clicar sobre elas. 
Sobre o casal Pellegrino veja:
http://ourinhos.blogspot.com.br/2010/01/rodolfo-pellegrino-e-maria-pulcinelli.html

http://ourinhos.blogspot.com.br/2013/11/rodolfo-pellegrino-um-imigrante.html

No navio que trouxe a família para o Brasil (1951). Roberto e seu irmão mais velho.






Roberto  Pellegrino




Roberto Pellegrino, Mauro Ostronoff (agachado) e Joaquim Luiz Bessa Neto (atrás do Mauro).



Joaquim Luiz Bessa Neto, Mauro Ostronoff, Roberto Pellegrino e José Carlos Marão.


Roberto Pellegrino, Joaquim Luiz Bessa Neto.



Mauro Ostronoff, Roberto Pellegrino, Joaquim Luiz Bessa Neto.



 Eurico de Oliveira Santos, Claudio Antonio Baccili, (?) e  Roberto Pellegrino.



Rodolfo Pellegrino, em pé, Antonio Pimentel, Narciso Ferrazolli, Nilo Ferrari - drº Bessa e Paul Bozon-Verduraz 



Reunião com amigos: identifico Padre Domingos Trivi, Nilo Ferrari, drº Alfredo de Almeida Bessa, Jean Pierre e  Paul Bozon Verduraz,  Rodolfo  Pellegrino



No mesmo dia, sentados da esquerda para a direita: Drº Bessa, Nilce Maria Ferrari, Nilza Ferrari, Mantovani, Virgínia,   esposa do drº Bessa, a  filha mais velha do srº Machado e sua mãe.
Atrás em pé: Cirano Bessa, - Nildo Ferrari, Roberto Pellegrino, - Luísa Moya Ferrari, o irmão de Roberto com  esposa e filham Rodolfo Pellegrino.






Um jantar por Rodofo e Maria  a professores do Ginásio. 
Arlete (desenho) ; Iolando (marido da Arlete e diretor do Ginásio); Cleide Bonetti (Canto Orfeônico); Toffoli (do Normal), com o casal Pellegrino e o filho Roberto.



Família Fittipaldi e Pellegrino em recepção oferecida ao tenor Tito Schippa (ao centro). 

A atriz Rondha Fleming dá um beijo em dona Maria, sendo observada por Rodolfo. 




Recepção oferecida ao  ator Rossano Brazzi na casa dos Pellegrino.

Irene Bassi D'Andrea, Rossano, Armando D'Andrea, Marisa Ferreira Batista, Irineu Ferrazolli, Helena Ferrazoli e dona Maria, Gaby Machado Dias, Mantovani, Roberto,- Rodolfo. 




4.10.14

AS ELEIÇÕES DE 2 DE DEZEMBRO DE 1945

Em 2 de dezembro de 1945, o Brasil saia de um jejum de mais de 11 anos no que dizia respeito à escolha de presidente da República. A última eleição presidencial ocorrera em 1934 pela forma indireta, quando,  um dia após a promulgação da segunda constituição republicana (16-7), a Assembléia Nacional Constituinte elegeu Getúlio Vargas, cujo mandato se encerraria com a eleição pelo voto direto de novo presidente,  a ocorrer em 3 de maio de 1938. Essa eleição não ocorreu devido ao golpe que instituiu o Estado Novo, em novembro de 1937.

O Chefe do Estado Novo, Getúlio Vargas, pressionado pelos militares, renunciou em 29 de outubro de 1945,  tendo assumido a presidência o  ministro José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, o qual convocou eleições presidenciais para o dia 2 de dezembro de 1945.

Na parte inferior da primeira página do jornal "A Voz Povo", de 1º de dezembro de 1945,  era publicada a propaganda abaixo:

      "BRASILEIRO! Ajuda tua Pátria progredir, votando no

General Eurico Gaspar Dutra
PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA"


Concorreram quatro candidatos: General Eurico Gaspar Dutra apoiado pelo Partido Social Democrático (PSD) e  pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); Brigadeiro Eduardo Gomes - União Democrática Nacional (UDN); engenheiro Yedo Fiuza  - Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Mário Rolim Teles pelo Partido Agrário Nacional (PAN)







No dia 8-12, o semanário publicava:

"Resultado Final das Eleições em Ourinhos
Após uma intensa campanha de propaganda eleitoral  feita pelos partidos políticos locais, o povo de Ourinhos, sereno e consciente  dos seus deveres marchou para as urnas a fim de depositar o seu vóto, para cooperar na jornada de redemocratização  do país.
O pleito de 2 de dezembro fei uma verdadeira demonstração de civismo da gente brasileira.
Em Ourinhos as eleições foram realizadas n'um ambiente de absoluta calma, não se verificando quaisquer incidente que viésse perturbar a marcha do importante pleito."

O resultado foi o seguinte:
Votaram 2.810 eleitores
Houve 58 votos anulados
Partido Trabalhista Brasileiro - 1244
União Democrática Nacional - 653
Partido Social Democrático - 561
Partido Comunista Brasileiro - 99

Para deputados:
PTB - 1244
UDN - 653
PSD - 561
PCB - 99
 Para senadores:
PTB  - 1344
UDN - 702
PSD - 347
PCB - 113 

O TÍTULO ELEITORAL DE MEU AVÔ

Esta é a capa do título eleitoral que entrou em vigor no Brasil em 1933. Agora com o voto secreto. Ele tinha uma capa dura personalizada (vide o nome) 



 Página interna com os dados do eleitor. Emitido em 30-3-1933. Quem o assinou foi Abraão Abujamra. Foi revalidado em 16 de outubro de 1945, assinado pelo juiz Antônio da Rocha Paes.


Ele votou em 1933,  1934, 1936, 1945, 1947, 1950, 1951 e 1954, a última, pois faleceu em 1º-1-1955.

27.9.14

A "CASA ALBERTO"

Na segunda metade dos anos 1930 e meados de 1940, a "Casa Vasco", de propriedade Vasco Fernandes Grillo, filho do pioneiro José Fernandes Grillo, irmão de Benedita Cury, Elisa Braz, Elvira Vara, Alberto, Antonio, era a loja onde se compravam os artigos "da moda". O prédio onde se localizava a loja era um sobrado com residência no andar superior,  na confluência da Paraná com a Praça Melo Peixoto (ainda existe).  Vasco foi também  um exímio jogador do "Ourinhense". Em meados dos anos 1940, Vasco fechou a loja e mudou-se com a família para São Paulo. Ele era compadre de meu avô, tendo batizado minha tia Lourdes.

Foi a oportunidade que se abriu para o jovem Alberto Matachana, já com experiência em comércio,  adquirida na loja do pai Arquipo Matachana. Recém casado, construiu um moderno sobrado contendo loja no térreo e dois apartamentos no andar superior, um dos quais reservou para lá se instalar com a família. No térreo , instalou a "Casa Alberto", especializada em roupas, calçados e acessórios masculinos e femininos de alta qualidade  para todas as idades.  O próprio Alberto gerenciava a loja. Eu me lembro também de dois empregados excelentes que ele tinha no atendimento: o Salim, que anos depois montou sua loja, um empório muito bom na Expedicionário, e a Terezinha que ficou anos trabalhando na loja.
A loja tinha um espaço frontal para várias vitrines, uma novidade, onde os artigos mais recentes e procurados eram expostos.
Alberto, creio que nos anos 1970, construiu um hotel em frente a sua loja. Esse estabelecimento passou a ser gerenciado por seu filho Albertinho. 
A foto é de um desfile  de Sete de Setembro (Colégio Santo Antônio. Ao lado da Casa Alberto vê-se o jardim da residência de Ítalo Ferrari.


20.9.14

O BAR CENTRAL

Localizado  na Praça Melo Peixoto, onde hoje se encontra a Agência do Santander, esse bar fez história na cidade. De inicio, era de propriedade de Nicolau Farid. Tratava-se do ponto de encontro da elite, segundo o jornal "A Voz do Povo", o que a foto abaixo deixa evidenciado.

Essa foto, inserida no livro de Jefferson Del Rios, "Ourinhos - memórias de uma cidade", ao ser editada por mim num tamanho maior, apresentou  uma surpresa: na mesa central, sorrindo, à direita, vemos o superintendente da Companhia  
Ferroviária São Paulo-Paraná, o engenheiro Wallace Morton, na mesma mesa se encontra o médico Alfredo de Almeida Bessa. Na mesa ao lado,  à esquerda, vemos o cônego Miguel dos Reis Mello e o médico Ovídio Portugal de Souza, o que situa a época da foto entre os anos 1939-1940, podendo ser inclusive ter sido feita no dia da sua reinauguração em dezembro de 1939, agora pertencente à firma Nicolau (Farid) & Abuhamad (Salim). O jornal noticiava que após "ter passado por uma reforma, tornou-se uma faixada maravilhosa; um aspéto alegre é o que apresenta seu enorme recinto. Acaba de possuir um novo
sortimento de tudo quanto ha de bom, e ainda mais um com­
pleto maquinismo para café, e tres mesas de snoocker modelo 1940 e um bem organizado studio da P. R. B. 1 com dois altifalantes". Acredito que o bar tenha sobrevivido até finais dos anos 1950.
O neto de Salim, Marcelo Abuhamad, falecido em 2013, foi o fundador  do restaurante "El Faiati", em Ourinhos. 
A foto que vemos abaixo, a de um desfile de Sete de Setembro (1953 ou 1954) mostra a fachada do bar.
  
Nessa foto o destaque é a balisa. Trata-se da  bela jovem Nancy Nicolosi, filha de Narciso Nicolosi e Alzira Tocalino. Nancy, alguns anos depois, tornou-se esposa de Alberto Santos Soares, o "Bertico", filho de Horácio Soares.  
Fontes: "A Voz do Povo" de 21-1 e 30-12-1939;
Jefferson del Rios, obra citada; 
Eitor Martins - "Minha vida - meus amigos - minha cidade - Resgatando nossa história" - edição online.

13.9.14

FRANCISCO CHRISTONI E OSCAR PEDROSO




Carlos Christoni originário  de Montalvo, no norte da Itália, veio com a família para Brasil em 1906, radicando-se primeiramente em Pirassununga. Em 1909, Carlos e   os filhos Angelo, Justo, Ernesto , Vitório, Rosa e Barbarina, estabeleceram-se em Ourinhos. Segundo narra Jefferson Del Rios, "dedicaram-se à lavoura, à fabricação de aguardente e ao comércio".
Angelo foi o responsável pela criação das duas primeiras vilas de Ourinhos: a Vila Nova e a Vila Margarida, loteadas em área de sua propriedade, em 1937. A denominação Margarida para uma das vilas foi uma homenagem à esposa, que tinha esse nome. 
O casal teve os filhos Francisco, Virgínia, Braz, Otávio e Maria.
Francisco foi vereador na primeira e na segunda legislatura da Câmara Municipal de Ourinhos (1948-1952) (1952-1955),  após o final do Estado Novo (1937-1945). 
 Otávio foi bastante conhecido por  várias gerações de alunos do Instituto de Educação de Ourinhos, já que era inspetor de alunos nessa escola.
Oscar Pedroso, natural de São Roque,  era filho de Joaquim Pedroso, escrivão de paz em Ourinhos,  e de Maria Cristina Pedroso. O jovem Oscar, que contava  23 anos de idade, era escrevente no Cartório de Paz e vice-presidente do Centro Recreativo Operário. Uma de suas irmãs foi uma das melhores alfabetizadoras do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, a professora Adelaide Pedroso Racanello, de quem fui aluno no primeiro ano do curso primário, em 1955.
 O irmão de Oscar, José, sucedeu ao pai no Cartório de Paz, tendo sido casado com outra grande  professora primária de Ourinhos, dona  Anita Pedroso, de quem me lembro com saudades.
Na madrugada de 11 de outubro de 1931, o jovem Oscar foi morto  a tiros quando retornava para casa.
O jornal " A Voz do Povo" assim noticiou o fato:
"Em plena rua desta cidade, o jovem Oscar Pedroso, escrevente juramentado do Cartorio de Paz, foi covardemente assassinado por um soldado da Força Publica. Na madrugada do dia 11 do corrente, esta cidade foi theatro de uma horrivel scena de san­gue, que veio alarmar profundamente o espirito publico, conduzindo-o á justa revolta por esse selvagem attentado, do qual foi victima um moço de bellas qualidades moraes e civicas, perten­cente á distincta familia da nossa mais fina so­ciedade.O jovem Oscar Pedroso, quando á madru­gada daquelle dia, se dirigia para a sua resi­dência, ao passar pela rua Alagoas, defronte á uma casa suspeita onde se realisava um baile, foi cercado por dois soldados do destacamento local, que não estavam de serviço, dos quaessó um estava fardado e após ligeira troca de palavras por motivos frí­volos, atracaram-se em lucta corporal. Oscar, querendo furtar-se á pri­são que lhe era promettida, corre em direcção á rua Amazonas, quan­do um dos soldados, o de nome Pedro Ribei­ro, sacca do revolver e deu ao gatilho, indo o projectil attingir a cabeça de Oscar, tombando-o morto quasi que instantaneamente."
Eram irmãos de Oscar : Alice, profª. Laura, casada  com o sr. Joaquim Pereira da Rocha, residente em Ribeirão Preto; prof. Faustino, casado com d.Augusta Barbosa, residente em Nuporanga; prof. Maria Eulina,casada com o sr. phco. Army Rosa,  residente em Sorocaba; dr. Ernesto Pedroso, casado com d.Maria Pedroso, residente em Olimpia; prof. Joaquim Pedroso Filho, casado com d. Mariqunhas Pedroso (foi diretor do Grupo Escolar de Ourinhos); profª. Adelaide Pedroso, ca­sada com o sr. Graciano Racanello; srtas.Alzira e Anezia e o sr. José Pedroso. 
Muito estimado na cidade, o enterro do jovem Oscar contou com a presença de cerca de 1500 pessoas, conforme cobertura feita pelo jornal.
Cheguei a conhecer a bela casa que fora da família Pedroso, na avenida Altino Arantes, ao lado do Grêmio Recreativo de Ourinhos. 
Meu pai, que foi amigo dos dois,  tinha  no seu arquivo uma foto de Francisco Christoni e Oscar Pedroso sentados num banco do Jardim, É a foto que ilustra esta página.