30.1.16

OURINHOS, 1927, A INAUGURAÇÃO DA NOVA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA E DO CORETO DA PRAÇA MELO PEIXOTO

O ano de 1927 trouxe para Ourinhos duas grandes novidades: a inauguração da nova estação da Sorocabana e do coreto da Praça Melo Peixoto. Era prefeito da cidade,o professor e dentista José Galvão (1926-1930)


E. C. OURINHENSE x NORTE DO PARANÁ

No jogo realizado  domingo p. p., nesta cidade, entre o E. C. Ourinhense e o Norte do Paraná Futebol Clube, de Ribeirão Claro, venceu o E. C. Ourinhense, pela contagem de 4 x 0 o l.o time, tendo o 2.0 empatado de 2 a 2.

BAR  ESPORTE 
Bebidas finas nacionaes e extrangeiras, doces, conservas, cigarros, latarias diversas, etc. Cervejas da “Antarctica”, a toda e qualquer hora, deliciosamente geladas. 
C. FIGUEIREDO 
P R A Ç A  M E L O P E I X O T O CAIXA, 24 - LINHA SOROCABANA
OURINHOS
(23-3-1927)

CINE-CENTRAL Está de parabéns a empreza H. Rodrigues, pois os films exhibidos nestes últimos dias têm excedido aos desejos dos freqüentadores do Cine-Central. O Central é, incontestavelmente, uma casa de diversões que prima pela escolha dos films que devem ser exhibidos em sua alva téla. Os cartazes deste cinema estão annunciando, para breve, films que, deixar de assistil-os, é praticar um crime de lesa cinematographia.
(5-4-19270

HOTEL LISBOA - Anexo um bem montado bar
Bebidas nacionaes e extrangeiras, aguas mineraes. Excelentes commodos para as Exmas. Familias e Snrs. Viajantes. PENSÃO, a começar deste mez
120$000 COMIDA 90$000 DIARIA 7$000 CAMA 2$000 Tem, tambem, CAMA a 1$500 
ADELINO DE OLIVEIRA proprietário reside no mesmo predio. 
LINHA SOROCABANA OURINHOS

O NOSSO APARECIMENTO 
Ourinhos, 21 de Janeiro de 1927.
 Ilmos. Srs. Directores da «A Voz do Povo». 
Nesta 
Presados senhores, Saudações. Tendo lido os primeiros números da folha por vós dirigida sob o titulo “A Voz do Povo”, a qual appareceu em epocha bastante opportuna e é acolhida com a maior sympathia no seio da sociedade ourinhense, peço-vos que desta data em diante me considereis assignante da mesma. Com protestos de agradecimentos e votos de prosperidades, tenho o praser de me subscrever de 
VV. SS. 
Atto. Amo.Vor. 
Benedicto Monteiro (Contador (Contadoria da S. Paulo-Paraná).

BAILES CARNAVALESCOS

Promovidos pelo Esporte Clube Operário realisar-se-ão, no Cine-Central, 4 pomposos bailes, nos dias 26, 27, 28 e l.o. As entradas custarão, para os socios 2$000 e para outras pessoas 5$000
(20-2-1927)

INAUGURAÇÃO DA NOVA ESTAÇÃO

 Será solemnemente inaugurada, no dia 22 do corrrente,  a nova estação da Sorocabana, nesta cidade. Ao espirito progressista do exmo. sr. dr. Arlindo Luz, d. d. director dessa importante via ferrea, é que Ourinhos deve a construc- ção dessa estação, uma das melhores deste ramal. A sr. dr. Arlindo Luz, e seus companheiros de directoria, estarão presentes ao acto inaugural
(A Voz do Povo, 20-3-1927)

No dia 7 de setembro de 1927, foi inaugurado o coreto da  Praça Melo Peixoto.
 A planta foi de autoria do engenheiro drº Ernesto Rosembergerer e a construção esteve a cargo do sr. Henrique Tocalino. O drº Ernesto era engenheiro da Cia Siemens, e estava na cidade dirigindo a construção da ponte ferroviária da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná sobre o rio Paranapanema.
Ele e a esposa participaram do baile carnavalesco do Grêmio Recreativo de Ourinhos de 1927. "A Cidade de Ourinhos, 6-3-1927", em "Ourinhos - memórias de uma cidade paulista", de autoria de Jefferson Del Rios Vieira Neves.


NOVO CORETO
 Domingo p., á noitinha, no recem-inaugurado coreto haverá pela corporação musical, uma aprazível retreta.

(A Voz do Povo, 15-9-1927)



Foto de autoria desconhecida, inserida no livro acima citado.



23.1.16

O BAILE DAS DEBUTANTES DE 1962 (22 DE SETEMBRO DE 1962)

Clique sobre as fotos

O Baile das Debutantes era um dos mais importantes do Grêmio Recreativo de Ourinhos, aquele em que adolescentes eram apresentadas à sociedade.
Esse baile foi uma criação do Lions Clube de Ourinhos.
Cada uma delas adentrava o salão levada pelas mãos do pai, de um irmão ou do namorado, os quais tinham direito à primeira valsa.
O de 1962 foi um dos bailes das garotas da minha geração, o outro foi o de 1961.
Os vestidos eram  confeccionados por estilistas locais ou de outras localidades.
Em Ourinhos, o local mais procurado para a confecção de roupas luxuosas era "A Caprichosa", onde pontificava a estilista Ivone Abujamra.  No baile de 1962, pelo menos um dos vestidos eu sei que foi de sua lavra, o de Marilena Beltrami Costa.
O vestido de Cristina Duarte de Souza foi confeccionado em Bauru por dona Lilian Pontes.
Eis as debutantes de 1962:

Ciomara Matachana , 15 anos, filha de Alberto Matachana, aluna do Ginásio Santo Antônio;
Edna Matozinho, 14 anos, filha de Edmundo de Oliveira Matosinho, aluna do Ginásio Santo Antônio
Loanda Castelo Branco, 14 anos, filha de Walter Castelo Branco, aluna do Instituto de Educação Horácio Soares;
Maria Cristina Duarte de Souza, 14 anos, filha de José Fernandes de Souza, aluna do Instituto de Educação Horácio Soares
Marilena Beltrami Costa, 14 anos, filha de Antônio Luiz da Costa,  aluna do Ginásio Santo Antônio
Mirna Alberine, 14 anos, filha de José Alberine, aluna do Instituto de Educação Horácio Soares
Neusa Andrade, 14 anos, filha de Benedito Andrade, aluna do Instituto de Educação Horácio Soares
Rene Machado Branco, 14 anos, filha de Mário de Oliveira Branco, aluna do Instituto de Educação Horácio Soares
Rosely Cury, 14 anos, filha de Esperidião Cury, aluna do Ginásio Santo Antônio.

No dia seguinte, a coluna social do jornal O Diário da Sorocabana publicou a foto de cada uma das jovens, com dados pessoais.





1 - Cristina Duarte de Souza
2 - Rosely Cury
3 - Marlene Alberini
4 - René Machado Branco
5 - Loanda Castelo Branco
6 - Ciomara Matachana
7 - Neuza Andrade
8 - Marilena Beltrami Costa
9 - Edna Matozinho



Loanda, René, Marlene, Rosely e Maria Cristina.



José Fernandes de Souza, Ivone Duarte de Souza, drº Luiz Monzillo, a debutante Maria Cristina Duarte de Souza, nas mesas ao lado vemos Guiomar Matachana, esposa de Alberto Matachana e Anita Beltrami Costa, esposa do drº Antônio Luiz da Costa.

16.1.16

PANORAMA VISTO A PARTIR DA TORRE DA "IGREJA VELHA", NO FINAL DOS ANOS 1930



Acredito que meu pai não tenha feito apenas esta foto a partir da torre da "Igreja Velha", denominação que dávamos para a  primeira Igreja Matriz, que ficava na Praça Melo Peixoto, onde hoje se encontra um prédio da Telefonica.
De qualquer modo é única que conheço. 
Ela foi  uma das três que ele fez naquelas imediações: a da Rua Paraná a perder de vista , e que serviu de capa para o livro do jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves - Ourinhos - memórias de uma cidade paulista, a da rua Paraná a perder de  vista


 e a  da Rua 9 de Julho com destaque para a Casas Pernambucanas.


Um detalhe me faz situar a primeira foto  no final dos anos 1930, diria 1938, - o de que não se vê na Rua 9 de Julho, do lado direito, o sobrado duplo que meu avô fez construir em 1939, e que existe ainda hoje.
 Em primeiro plano se vê à direita a Casas Pernambucanas, em frente da qual se acham duas meninas. Em seguida há três edificações, a terceira é uma casa com amplo jardim na frente, onde residia o médico Alfredo de Almeida Bessa e  família, e que mais tarde foi comprada por Ítalo Ferrari, as outras duas dariam lugar alguns anos depois ao sobrado construído pelo fotógrafo Frederico Hahn.
Na esquina seguinte (com Arlindo Luz) havia uma pensão, um pouco mais adiante a casa do médico Franklin Correa e a casa da família de Otávio Ferreira.
À esquerda se vê o telhado do prédio do Banco Commercial do Estado de São Paulo, o sobrado de Vasco Fernandes Grillo, onde no andar superior residia sua família e no térreo havia a Casa Vasco ( esse sobrado, na esquina com Paraná, ainda existe). Mais adiante, um sobrado com dois andares, que ainda lá está, e no qual foi instalada no térreo a primeira agência da Caixa Econômica Federal, onde tive a minha primeira conta de poupança.
A perder de vista, a chamada Vila Inglesa por lá se situarem o escritório da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, as casas de seus altos funcionários, a Cooperativa e as casas de empregados do tráfego e linha. 

9.1.16

SILVANO CHIARADIA, O BANCO FRANCÊS E ITALIANO PARA A AMÉRICA SUL E A TIPOGRAFIA CIDADE DE OURINHOS

As fotos podem ser visualizadas num tamanho maior clicando-se sobre elas.






Silvano Chiaradia foi o primeiro dessa família de Botucatu  a se estabelecer em Ourinhos, o outro foi seu irmão Orlando, guarda-livros (contador), que  se mudou com a família (a esposa Thereza e os filhos  Mariinha (Ferrari), Clóvis e Ana Lúcia (Abud). Orlando  faleceu em 1946. Seu filho Clóvis, médico, foi vice-prefeito  e prefeito de Ourinhos (1989-1992).
Silvano foi por muitos anos  gerente de um dos dois mais importantes bancos da cidade nos anos 1930-1940, o Banco Francês e Italiano para a América do Sul; o outro era o Banco Comercial do Estado de São Paulo. Cada um deles, com  a agência e  residência do gerente,  ocupava uma de duas das extremidades da Praça Melo Peixoto:  o Francês e Italiano, na esquina com Altino Arantes (onde hoje é o Itaú) e o Comercial, na esquina com Paraná, onde hoje se acha a Casas Pernambucanas.  O Francês e Italiano foi nacionalizado durante a Segunda Guerra Mundial, tornando-se o SUDAMERIS. 


Em 15-4-1936, Silvano contraiu matrimônio com Esperança Matachana, como noticiou o jornal A Voz do Povo, de 18-4-1936:

Enlace Matachana-Chiaradia 
Realizou-se, dia 15, nesta cidade, o enlace matrimonial da distincta senhorinha Esperança Matachana com o sr. Silvano Chiaradia. A noiva, que é filha do casal Luiza Garcia Matachana — Arquipo Matachana, teve como paranymphos: civil o sr. Benedicto Martins Camargo e religioso o snr. Alberto Matachana. O noivo, que é gerente do Banco Francez e Italiano nesta cidade, teve como padrinhos: civil o sr. Oswaldo Pareto e religioso o sr. Luiz Chiaradia. Os noivos, que foram muito felicitados pela nossa alta Sociedade, seguiram para o Rio de Janeiro, em viagem de núpcias.


(Benedito Martins de Camargo era prefeito nessa ocasião e Oswaldo Pareto, funcionário da SPP). 

Como de hábito, amigos e familiares foram à estação da Sorocabana acompanhar o embarque dos noivos:


Foto de autoria desconhecida.
A penúltima mulher à esquerda é do dona Laudelina, esposa do dentista José Felipe do Amaral. O penúltimo à direita, de chapéu,  é o prefeito Benedito Martins de Camargo.

O retorno do casal foi apontado por um repórter do jornal que cobria a chegada e o retorno de passageiros na estação da Sorocabana, na coluna Itinerantes, de 2-5-1936:

Regressaram de S. Paulo: os srs. Seraphim Rodrigues de Souza e família, Mansur Abujamra e José de Alencar Franco, prefeito interino; de Itapolis o sr. Mario de Castro e familia. Ainda de São Paulo, o snr. Silvano Chiaradia e exma. esposa. 

Após deixar a gerência do Banco, Silvano adquiriu a gráfica A Cidade de Ourinhos, que pertencera a Cândido Barbosa Filho, professor, coletor estadual e prefeito de Ourinhos.
A gráfica ficava na Rua 9 de Julho, entre o Cine Ourinhos e o Banco Francês e Italiano.






Nesta foto (editada por mim), de autoria desconhecida, vemos o casal Silvano e Esperança com a filha Célia Chiaradia Matachana (Braga) entre os empregados. Nessa foto identifico Alfredo Gurtovenko (o quarto após o casal), que mais tarde tornou-se contador e proprietário do Escritório Alfredo de Contabilidade. A saga de sua família é contada no livro de Jefferson Del Rios - Ourinhos: memórias de uma cidade paulista, nas pgs 106, 7. Outro empregado que se acha na minha memória é o terceiro após Alfredo, que morava nos fundos da loja com a esposa e uma filha, mas cujo nome me escapa.

Na parte da frente do prédio funcionava a tipografia que, nos anos 1950, passou  a vender também rádio vitrolas e discos.  Lá meu pai adquiriu uma rádio vitrola Philips estereofônica da primeira geração fabricada no Brasil, ocasião em que Silvano lhe presenteou com dois LPs da orquestra  Os Românticos de Cuba, muito apreciada naqueles anos.
Meu pai e Silvano foram amigos, unia-os o gosto pela fotografia e pela pintura. Quando o amigo adoeceu, visitava-o todo sábado à tarde. Ficavam proseando sobre a sua mocidade, a cidade no passado, pintura e fotografia.
Silvano Chiaradia faleceu no dia 19 de abril de 1984.



Vitrine da loja fotografada de dentro. Foto: autoria desconhecida.

4.1.16

TURMA DE 1963 DA ESCOLA TÉCNICA DE COMÉRCIO DE OURINHOS

Clique sobre as fotos para vê-las em alta resolução.


Um olhar pelo painel dos técnicos em contabilidade produzido  pelo Foto Machado em 1963, nos traz à lembrança muitos rostos de pessoas que conheci e  com as quais convivi em algum momento da minha mocidade..
Colaram grau naquele ano 39 técnicos em contabilidade.
Na ala feminina, vamos encontrar Cleide Marques de Freitas, cuja competência como secretária pude avaliar nos meus anos de Sanbra (1962-1965). Eximia datilógrafa, Cleide eficientemente dava conta do expediente da gerência, sob o comando de José Fernandes de Souza. Tomiko Sekino, irmã de outra funcionária da Sanbra, cuja amizade se iniciou naqueles anos, Setuko Sekino. Tomiko Sekino, fizera o científico e o técnico ao mesmo tempo, ingressando no curso de Química da USP. Infelizmente, a morte levou-a muito cedo. Encontro no quadro também, Eunice Bicheri, Dorisvanda Eva Lopes e Vera Lucia Ribeiro com as quais me relacionei.
Entre os homens cito quatro nomes: Mário Ramalho Pereira, meu colega na Sanbra, Paulo Ailton de Carvalho e Eglair Vascon, que fizeram uma bela carreira bancária e Rubens Bueno, também colega de Sanbra.




1 - Cleide Marques de Freitas,Dirce Tinelo,Dorisvanda Eva Lopes
Eunice Bicheri,Elvira Pedro,Hilda Bueno da Silva
2 - Tie Uehara,Tomiko Sekino, Vera Lúcia Ribeiro, Yara Camargo Lima, Alcides Pasqualini,Anselmo Lasanha
3 - Ennes Lauro dos Santos, José Carlos Alves de Souza, José Paulo de Souza, Jurandir B. da Silva, Yuji Uehara





1 - Haruko Unamoto, Maria Aparecida Manso, Lázara Petrolini, Ivone Alberini
2 - Antonio Luiz Lourenço, Ary Emygidio, Aureliano G. Cerqueira, Shoiti Saito
3 - Miguel Walter Vita, Paulo Ailton de Carvalho, Bernardo Navas Filho, Rubens H. M. Bueno



1 - João Uehara, Paulo Gilberti Filho, Mário Okada, Nobuo Iwama, Júlio Antonio Mori, Kensei Agarie, Oduvaldo Vendrameto, Eglair Vascão, Nelson D. Beltrami