30.5.15

ADRIANO JOSÉ BRAZ (1886-1958)





Na foto, de pé, da esquerda para a direita: Helena Braz Vendramini, Maria Braz, Adriano José Braz, Eliza Fernandes Braz, Oslavia Braz Leonis e Alberto Braz

   Sentados, da equerda para a direita: Adair Braz Marques, Alipio Braz, Edméa Braz Rojo Sola e Dejanira Braz Bacile

Natural de Vilar de Rei, Portugal, onde nasceu em 14 de fevereiro de 1886, Adriano José Braz  veio ainda pequeno para o Brasil, em companhia de seus pais e irmãos.
Os pais retornaram logo para Portugal, e os filhos aqui permaneceram cada qual tomando o seu rumo.
Adriano aprendeu a ler  sozinho, sendo hábil em cubicar madeira,
Desde cedo reconheceu a importância da educação para o progresso na vida.
Veio para Ourinhos em 1914, já casado (1910) com Elisa Fernandes Grilo, filha do pioneiro José Fernandes Grilo. O casal tinha dois filhos nessa ocasião: Maria (dois anos, e Alberto ( seis meses, que foi  casado com Eunice Brito).
Em Ourinhos já residiam seus sogros, cunhados e cunhadas. Os outros  filhos e filhas nasceram na cidade que adotou como sua: Oslávia (casada com Edson Leonis), Helena (casada com RolandoVendramini) , Djanira (casada com Arnaldo Bacilli), Adair (casada com João Marques), Alípio, casado com Ivone Ribeiro Homem e Edméa, casada Gabriel Rojo Sola .
Foi proprietário de uma selaria, na Rua Antônio Prado, em prédio que ainda existe. Foi, também fornecedor de lenha e dormentes para a Estrada de Ferro Sorocabana.
Aos poucos, Adriano adquiriu terras nos limites do município, vindo a formar a Fazenda Mista Santa Eliza, denominação dada em homenagem à esposa.
Considerando o valor que dava à educação, teve a felicidade de ver cada filho e filha com o seu diploma, a maioria deles professores e professoras.
As filhas professoras tiveram o reconhecimento de terem sido excelente mestras.
Maria fez uma carreira brilhante  no SESI, em São Paulo.
Alberto foi professor de Ciências Naturais no Ginásio, prefeito (1946-47) e vereador pelo PSD, na primeira legislatura após o Estado Novo (1948-1951).
Alípio foi desportista  renomado e fez carreira na prefeitura de Ourinhos.

Adriano foi membro do Partido Republicano Paulista e Delegado de Polícia. Membro da diretoria do Clube Atlético Ourinhense.
Cidadão muito estimado em todos os meios sociais da cidade, faleceu em 7 de outubro de 1958; sua esposa, Eliza,  em 19 de maio de 1971.
Os  filhos e filhas do casal já faleceram.
Texto baseado em uma memória familiar elaborada pelo Profº Alberto Braz
.

25.5.15

O ÁLBUM DE FOTOS DE HELENA E OVÍDIO PORTUGAL DE SOUZA

Helena fotografada pelo marido em casa e na primeira clínica








Fotos da primeira clínica


Helena criança

Lua de mel na praia


23.5.15

RAPHAEL ORSI FILHO(1918-1993), DIRETOR DO IEHS (1959-1961)


Estamos próximos do centenário de nascimento de Raphael Orsi Filho, educador que esteve à frente do Instituto de Educação Horácio Soares, de 1959 a 1961.
Filho de Rafael Orsi e Benedicta Fiusa Orsi, nasceu em Tatuí em 2 de julho de 1918.
Fez o curso primário em São Paulo, no Colégio Rio Branco, em regime de internato. Os cursos ginasial e secundário foram realizados no Instituto de Educação "Barão de Suruí", em Tatuí.
Aos 18 anos, ingressou na Marinha, onde fez a Faculdade de Educação Física da Marinha Mercante.




Retornando a Tatuí, prestou concurso para professor da rede estadual de ensino e, posteriormente o concurso para diretor de escola.
Casou em primeira núpcias com Darcy Pimentel, com quem teve o filho José Roberto Orsi.
Após o rompimento do primeiro casamento, O professor Orsi transferiu-se para Assis, onde conheceu Eunyce Nobile (1953), que fazia o curso normal naquela cidade. Passaram a ter uma vida em comum, sem ser casados. Em 1955, tiveram a filha Maria do Carmo, hoje bibliotecária da UNIESP (unidade de Itú).

 Foto: Orsi e Eunyce, em Aparecida durante o batizado da filha Maria do Carmo.

Raphael Orsi Filho foi diretor de escola em Taubaté, Pirajú e Ourinhos.
De volta a Tatuí, Orsi prestou concurso para inspetor regional de ensino. Foi, ainda, diretor da Faculdade de Tatuí.
Aposentou-se como diretor de escola. Foi rotariano e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Tatuí ao longo de 10 anos.
Era amante de Numismática, chegando a frequentar a famosa feira que existia aos domingos na Praça da República, em São Paulo.
Em 16 de janeiro de 1979, Rafael e Eunyce legalizaram seu estado civil.


Casamento de Rafael e Eunyce (1971)

O casal foi um dos fundadores da APAE de Tatui. Orsi era sobrinho de Helena Portugal de Souza, esposa do drº Ovídio Portugal de Souza, que residiram em Ourinhos por muito tempo. Eunyce faleceu em 1991 e Rafael em 1993.
Em 1959, iniciando meu curso ginasial, estava sendo realizada a campanha para a escolha de nova diretoria do Grêmio Ruy Barsosa. Meu primo, quatro anos mais velho, Jefferson Del Rios Vieira Neves era um dos candidatos. Na inocência de um calouro ginasial escrevi  seu nome na lousa. O inspetor Christoni ao verificar aquilo foi à classe indagando quem tinha feito, se não  houvesse manifestação todos seriam suspensos. Eu levantei a mão e fui levado para a diretoria. O professor Orsi, no rígido sistema disciplinar vigente à epoca, disse-me que estaria suspenso das aulas no dia seguinte, justamente o dia da primeira prova de Música.
Minha mãe quando soube do fato desesperou-se porque sabia que aquilo representava  zero na prova. Foi conversar com o diretor mas nada conseguiu é claro.
Tomei zero e tive que me esforçar para tirar apenas notas altas nos meses seguintes, o que consegui.
O Professor Orsi deu todo apoio à campanha  desenvolvida pelo Gerb, naquele ano, quando os estudantes percorreram as ruas da cidade angariando roupas para mantimentos.
Na sua gestão ocorreu a inauguração do novo prédio do Instituto.
Meu primo Jefferson, assim o descreveu:
Magro alto, ternos escuros, uma particular elegância um pouco desarrumada, andar rápido e meio caído para frente, como o de Jacques Tati nos filmes em que interpretava   Monsieur Hulot.  
Sorria pouco mas era um verdadeiro  cavalheiro. Sempre atencioso.


Orsi com alunos do Instituto na campanha do GERB

Agradeço a Maria do Carmo Orsi pelos dados familiares e pelas fotos de seu arquivo.

9.5.15

ARMANDO D'ANDREA (1914-2015)


Deixou-nos após uma longa existência,  na qual esteve ativo até bem próximo do centenário, Armando D'Andrea.
Foi casado com Irene Bassi, já falecida. Deixa os filhos Armando e Arnaldo, noras e netos.
Armando d'Andrea exerceu o comércio em Ourinhos por mais de 70 anos! Era o membro mais antigo  do Rotary Clube local.
Foi um dos fundadores da União Democrática Nacional na cidade, embora nunca tenha exercido cargo político. Foi também um dos fundadores do jornal "Correio de Notícias", órgão de orientação udenista.
Sua esposa Irene, das famílias Facini e Bassi,  foi uma das mais belas  jovens de sua geração. No Rotary Clube, ao lado de outras voluntárias desenvolveu intensa atividade de cunho assistencial. 
Armando está nessa foto trajando um terno branco, é o quinto da direita para a esquerda, sentado no sofá; Irene é a última à esquerda. 
Da esquerda para a direita, sentados,  estão: 
1 - Irene Faccini Bassi D'Andrea
4 - Rossano Brazzi
7 - Armando D'Andrea
8 - Marisa Ferreira Batista Ferrazolli
9 - Irineu Ferrazolli 
10 - Leninha, irmã caçula de Irineu
11 - Maria Pulcinelli Pellegrino
Atrás, em pé:
1 - Gabi Machado
2 - Uma das jovens
Mantovani
3 - Roberto  Pellegrino
5 - Rodolfo Pellegrino 
Foto por José Machado, nos anos 1960, na casa de Rodolfo Pellegrino, quando da visita do ator Rossano Brazzi.
Aos filhos e netos do senhor Armando nossos sentimentos