15.12.14

A SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO DE OURINHOS


A quase octogenária  SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO DE OURINHOS é uma das mais importantes instituições beneméritas de Ourinhos.
Segundo Eitor Martins, em seu livro MINHA VIDA - MEUS AMIGOS - MINHA CIDADE Resgatando nossa história...,   a criação da Sociedade  Vicentina deu-se por uma iniciativa do Monsenhor Córdova, em 29 de janeiro de 1936, contando inicialmente com 12 membros.

Em 22 de julho de 1956, a Sociedade fundou o Asilo São Vicente de Paulo, com a finalidade de abrigar idosos desamparados, tendo sido convidada para administrá-lo religiosas  da Congregação das Irmanzinhas dos Anciãos Desamparados, ordem    fundada por Santa Teresa de Jesus Jornet, na Espanha em 1873.

A denominação do Asilo ourinhense hoje é Lar Santa Tereza Jornet.

Meu padrinho de Crisma, Benedito Monteiro, na época contador da São Paulo-Paraná,  foi um dos fundadores da Sociedade. Eu me recordo da sua dedicação a essa instituição que lhe era muito cara.

No acervo de meu pai há esta foto de sua autoria, por ocasião de uma visita de um político paulista ao "Asilo", em finais dos anos 1960.






Da esquerda para a direita: Benedito Monteiro, Tomás Lopes,  Vadih Helou, deputado e ex presidente do Coríntians, o presidente da Câmara Municipal de Ourinhos, vereador João Newton César, o professor Luciano Corrêa da Silva, Armando Jardim, proprietário do Empório Jardim, na Rua Paraná e o proprietário da loja "Pescaça", Cândido Jacinto Lopes, também na Rua Paraná.

Atrás o filho de Benedito Rodrigues da Cunha, comerciante da Rua Paraná e um rapaz que não consegui identificar.

A VOZ DO POVO, 7-9-1940

VILA SÃO VICENTE
Domingo, l.o do corrente, realizou se o lançamento da pedra fundamental da Vila S. Vicente em terreno para esse fim generosamente doado pelo Snr. Horácio Soares, dd. Prefeito Municipal e pelo abastado fazendeiro Snr. Manoel Rodrigues Martins.
A’ ceremonia, compareceram elementos do mais destacado relêvo no seio do nossa sociedade e grande multidão de povo, estando a «Voz do Povo» representada pelo snr. Reynaldo Azevedo. Após o benzimento efetuado pelo Revmo. Conego Miguel dos Reis Mello, vigário da Paróquia, fez uso da palavra o nosso colaborador José Gondim Gomes de Mattos, presidente de uma das conferências vicentinas locais, o qual endereçou aos católicos de Ourinhos instante apêlo no sentido de concorrerem com a sua generosidade para a realização de obra de tão grande alcance, qual seja a da construção de um abrigo para os pobres, Atendendo á solicitação feita, enviaram donativos as seguintes pessoas, ás quais os
vicentinos, em extremo sensibilisados, profundamente agradecem:
Benedito Monteiro, CândidoBarbosa Filho, Rodopiano
Leonis, 50$ cada um; Antonio Luiz Ferreira, 30$; Carlos
Masi, Carlos Rodrigues, Prof.Constantino Molina, Prof. José
Augusto de Oliveira, Fco.José Arruda Silveira, 20$ cada
um.

FOTOS ATUAIS DO LAR SANTA TEREZA JOURNET






1.12.14

ÁLVARO FERREIRA DE MORAES, UM BENEMÉRITO

ÁLVARO FERREIRA DE MORAES, natural do Estado do  Rio de Janeiro, foi casado com Elvira Ribeiro de Moraes, mineira.
Por meio do amigo Benício do Espírito Santo (prefeito de Ourinhos de 1921-1923), soube da existência de terras boas no município. Comprou então duas fazendas; em 1917 a Boa Esperança e, em 1918, a Santa Maria, unindo-as numa só (Boa Esperança).
Em 1921, a família mudou-se para Ourinhos. Essas duas fazendas de café ficavam no limite norte da cidade.
Álvaro ficou pouco tempo em Ourinhos, tendo retornado a Juiz de Fora, em 1922. Em 1930, retornou e instalou-se definitivamente na Fazenda Boa Esperança, 
Faleceu em 21-9-1942.
Com o falecimento do pai,  os filhos resolveram lotear as terras, abrindo a denominada Vila Moraes.
Por meio de casamentos as famílias Moraes e Sá se entrelaçaram.
Metodista, Álvaro Ferreira de Moraes, foi o responsável pela 
criação da Igreja Metodista de Ourinhos.
Foi o doador do terreno para a construção da Santa Casa de Misericórdia.
O casal teve 14  filhos: os homens, Rubem, Silas, Paulo, Jorge, Álvaro (Vico) e dois que morreram crianças (Eli e Jorge) e as mulheres.  Jenny (casada com Olavo Sá); Else (casada com Silas Sá), Esther (casada com   Mocyr de Mello Sá); Judith,  Noeme (morreu solteira) e Elvira, a única dos irmãos ainda viva.  



Foto da família Moraes na fazenda Boa Esperança, em 1937.

Nesta outra foto, feita entre 1948-1951, vemos o casal Paulo Moraes, a esposa Mirian D'Affonseca (professora de educação física) e o filho Flávio;  Antônio Luiz Ferreira; Domingos Camerlingo Caló (vereador), Telesphoro Tupiná (vereador) e o fotógrafo Frederico Hahn. A ocasião foi a da entronização de foto de Álvaro Ferreira de Moraes na Santa Casa de Misericórdia.

O jornal " A Voz do Povo", de 26-9-1942, publicou :

Falecimentos

Alvaro Ferreira de Morais 

Em sua propriedade agrícola Boa Esperança, neste município, faleceu dia 21, segunda-feira p. passada, ás 2 horas, aos 64 anos de idade, o sr. Alvaro Ferreira de Morais, deixando viuva a exma. sra. d. Elvira Ribeiro de Morais, sendo chefe de numerosa e distinta familia, representada por filhos, genros, nóras, netos irmãos e sobrinhos, a maioria da qual aqui ramificada e domiciliada.
O extinto, que residia ha muitos anos em Ourinhos, era muito estimado pela retidão de seu carater e belas qualidades filantrópicas. O enterro foi realizado no mesmo dia,tendo saido o corpo do Templo Evangélico Metodista, após o oficio religioso, sendo grande o acompanhamento.
Ao baixar o corpo á sepultura,falaram os srs. dr. Hermelino de Leão, prefeito municipal, revndo.Manoel Alves de Brito e Américo Granato que exalçaram as virtudes do morto. Pezames á familia enlutada


O texto foi baseado na entrevista de Rubem de Moraes ao jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, in Ourinhos: memória de uma cidade paulista - 1992 p. 143-148 e  em informações prestadas por Flávio D'Afonseca Moraes.







O texto foi baseado na entrevista de Rubem de Moraes ao jornalista Jefferson Del Rios Vieira Neves, in Ourinhos: memória de uma cidade paulista - 1992 p. 143-148 e  em informações prestadas por Flávio D'Afonseca Moraes.