27.1.13

UMA TARDE NO BAR E SORVETERIA CINELÂNDIA.



Nos anos 1950, existia o Bar e Sorveteria Cinelândia  em frente ao Grupão (Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá). Um ponto estratégico, pois que garoto(a) não gosta de um sorvete? Além das crianças, frequentavam  esse local as famílias em tardes de domingo e os espectadores do Cine Ourinhos, quase em frente.Os proprietários do bar eram os pais do meu colega de escola e amigo de infância e adolescência, José Agostinho Gabriotti.
A primeira  foto nos mostra José Fernandes de Souza, a esposa Ivone Duarte e os filhos Cristina e José Artur saboreando um delicioso sorvete de casquinha em frente ao bar. Branquinha, a cachorra da família, está louquinha para saborear a delícia gelada.
A foto deve ter sido feita por Sakai, dono do estúdio (Foto Vitória) que ficava ao lado bar.
Foto que tem a cara dos anos 1950.



O segundo instantâneo nos mostra Mauro Gabriotti, já falecido, ao lado de sua  mãe na Sorveteria.
Observem o detalhe do mostrador de tipos de sorvete, muito característico da época.


Sem dúvida, dois momentos fotográficos que nos trazem lembranças felizes. 


25.1.13

RELEMBRANDO O FUTEBOL OURINHENSE


Este trabalho é de autoria do profº Carlos Lopes Baia.


Foto do FEO - federação dos estudantes de Ourinhos - que iniciou o

campeonato estudantil de 1952 em sua primeira fase, em Ourinhos
(contra Palmital e Piraju) agora incluindo o nome do diretor do
Colegio Estadual Horacio Soares, o sr. Mario Orneto de Mejoni.



CAMPANHA DA S.E. PALMEIRAS NO CAMPEONATO AMADOR DE OURINHOS EM 1961:

1º TURNO –
A.A. OURO BRANCO 2 X 2 S.E. PALMEIRAS
C.A. FERROVIÁRIO  2 X 2 S.E. PALMEIRAS
C.A. BOTAFOGO        2 X 1 S.E. PALMEIRAS
E.C. VILA ODILON    1 X 5 S.E. PALMEIRAS
C.A. OURINHENSE    0 X 0 S.E. PALMEIRAS
E.C. VILA EMILIA     0 X 3 S.E. PALMEIRAS
E.C. GAZETA              0 X 3 S.E. PALMEIRAS

2º TURNO :
S.E. PALMEIRAS        5 X 0  A.A.OURO BRANCO
S.E. PALMEIRAS        1 X 1  C.A. FERROVIÁRIO
S.E. PALMEIRAS        2 X 1  C.A. BOTAFOGO
S.E. PALMEIRAS        4 X 0  E.C. VILA ODILON
S.E. PALMEIRAS        4 X 0  C.A. OURINHENSE
S.E. PALMEIRAS        2 X 1  E.C. VILA EMILIA
S.E. PALMEIRAS        1 X 0  E.C. GAZETA

NOTA: apenas 8 equipes disputaram o campeonato.
O Palmeiras foi o campeão e a Ouro Branco o vice.


                 A UNE E O BRASIL EM 1952
 

            Com o fim da segunda guerra mundial em 1945 e a vitória dos aliados, Getulio Vargas foi forçado  a convocar eleições livres para presidente. Eurico Gaspar Dutra, um militar, foi eleito. A influencia dos Estados Unidos se fazia sentir em tudo, política, eco-nomia, sociedade.
            Em 1950 foi a vez de Getúlio Dornelles Vargas ser levado ao poder através do voto popular. Getúlio sentiu que o Brasil já não era o mesmo. Os militares eram simpatizantes da política norte-americana e esse era um problema de difícil solução.
            Em seu governo Getúlio lançou a campanha “o petróleo é nosso” defendendo o direito de empresas nacionais explorarem o precioso liquido. Diversas campanhas surgiram apoiando o presidente. Para os militares essas campanhas eram movimentos sub-versivos com conotações políticas e socialistas.
            Esse era o clima no Brasil em 1952 quando era presidente da União Nacional dos Estudantes Secundaristas do Brasil o estudante Luis Carlos Goelver. Em São Paulo já se destacava Gianfrancesco Guarnieri presidente da AMES e que se ligara a UNE. Com o objetivo de integrar todos os estudantes secundaristas do Brasil em torno da UNE e da campanha “o petróleo é nosso” em 1952 foi realizado um campeonato de futebol envolvendo os estudantes dos principais estados do Brasil : São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Distrito Federal), Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. O campeonato tinha o apoio da CBF. Cada entidade estadual deveria organizar as competições a nível estadual.
            Em São Paulo a competição ficou por conta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES). Cada cidade que possuía escolas secundaristas organizava a sua Federação de Estudantes Secundaristas. Ourinhos participou com a equipe da FEO – Federação dos Estudantes de Ourinhos (GERB e escola de comercio).
            O Estado foi dividido em regiões e as equipes de cada região disputavam parti-das eliminatórias numa primeira fase. Ourinhos disputou com Palmital e Piraju. Em seguida foi realizada a 2ª fase em Itu.  Finalmente, as federações municipais campeãs se reuniram em Limeira para disputar o titulo de campeão paulista : Grêmio Rui Barbosa de Ourinhos,  Grêmio Estudantil Paula Sousa e Mello de Itu, Centro Cívico e Literário Rodrigues de Abreu, de Bauru,  Federação dos Estudantes de Limeira, Federação Estu-dantina Piracicabana,  Centro Estudantil Sancarlense e Centro dos Estudantes de Santos.
            Os resultados foram: São Carlos 1x0 Bauru; Ourinhos  2x1 Limeira; Piracicaba 1x0 Santos; São Carlos  3x1 Itu  e Ourinhos 3 (pênaltis) x 2 (pênaltis) Piracicaba. Na final, Ourinhos derrotou São Carlos nos pênaltis por 3x2 sagrando-se campeão paulista. Os pênaltis foram cobrados por Julio Antonio Mori, o Morinho.
            Os jogos foram apitados por Gilberto M. de Proft e Luis Miraglia, juizes da Fe-deração Paulista de Futebol.
            A grande final para a apuração do campeão brasileiro foi realizada na capital – São Paulo – sendo utilizado o estádio do Canindé então pertencente ao São Paulo F.C.
Apenas três federações estaduais compareceram: Ourinhos, representando o estado de São Paulo, Curitiba representando o estado do Paraná, e o Rio de Janeiro representando o Distrito Federal.
            São Paulo, representado por Ourinhos, venceu o Distrito Federal (8x0) e na partida contra o Paraná vencia por 2x0 quando aos 28 minutos ainda do primeiro tempo, o juiz expulsou um jogador paranaense. A equipe abandonou o gramado e o time paulista levantou o titulo de campeão brasileiro do futebol estudantil do ano de 1952.
            A equipe ourinhense jogou com Chan chan,  Pampa e Antoninho, Geraldo, Morinho e Jorge; Bode, teco, Ranilson, Fuad e José Luis Crivelari. Marcaram os gols Teco e Bode. Os jogadores receberam inúmeras homenagens incluindo-se um banquete oferecido pelo SESC
            O titulo nunca foi reconhecido em razão dos tumultos sociais da época.

FONTE : A GAZETA ESPORTIVA – Recortes de Ranilson Viana e Norival V.da Silva
 . 

NOTA: Ourinhos foi sede da primeira etapa. Em Itu, Ituanos e ourinhenses disputaram a final tendo o jogo terminado empatado em seu tempo normal. Na decisão por penalts Sergio Golim substituiu chan-chan no gol e na oitava cobrança acabou por defender um penalts dando a Ourinhos o direito de prosseguir na competição. A ameaça de paraliza-ção do campeonato levou os dirigentes a permitirem o avanço das duas equipes. 


20.1.13

OURINHOS EM QUATRO QUADROS - II



Esta segunda tomada privilegia em primeiríssimo plano a Praça Melo Peixoto.
Vista do alto ela nos mostra a beleza de suas formas, fruto da reforma levada a cabo pela gestão Paschoalick.

    

Os dois quarteirões fronteiriços com a praça nos mostram o primeiro edifício de Ourinhos, obra do arquiteto ourinhense formado pela FAU, Toshio Tone, e as novas construções que vinham em seguida, entre as quais se destacava a nova livraria de José da Cruz Thomé com residência na parte superior.
Na esquina com rua São Paulo, vê-se o prédio que abrigava uma das mais antigas casas comerciais de Ourinhos, que fora do cel. Vicente Amaral, e pertencia na ocasião à sociedade Matheus & Sarmento.
Ainda num dos lados da praça se destaca o belo sobrado da família Cury.
Outro aspecto com destaque é o pátio da  nova estação ferroviária .
Mais ao longe, um ângulo da Avenida Jacinto Sá, na qual se destacam o prédio da Ivoram, da família Ferrari e a loja dos Migliari.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

12.1.13

OURINHOS EM QUATRO QUADROS (ANOS 1970) - I


(Clique sobre a imagem)


Nos últimos dias de 2012, pesquisando entre os negativos deixados por meu pai, acabei encontrando uma raridade: fotos que ele fizera a partir do topo do prédio Brasul, onde hoje se encontra o Banco Itaú, na época (anos 1970), o mais alto da cidade.
Focalizou quatro ângulos da cidade que estarei apresentando aqui semanalmente.
Neste primeiro, visualizamos em primeiro plano duas artérias importantes da cidade: a Rua Paraná e a Antônio Carlos Mori. Na primeira, ficou registrada a presença, em seus últimos anos, da casa de comércio dos Irmãos Mori, o sobrado construído por um dos primeiros barbeiros de Ourinhos, Rafael Conte, e a Casa dos Fogões, de Alfredo e Isolina Devienne. No centro desse quarteirão é possível se ver a serraria dos Irmãos Mori. Num trecho da Cardoso Ribeiro, é destaque o sobrado da família Fantinati, a casa onde moravam os Bastos( Dona Ivete), o prédio da bicicletaria e, na esquina, o barzinho da família japonesa (Hilda, Maria e  irmãos).
Na Antônio Carlos Mori, se destacam: o prédio de um dos primeiros postos de gasolina de Ourinhos (hoje um simpático bar com mesas fora), propriedade nos anos 1940 da viúva Avelina Ramalho, que depois se casou com meu tio, também viúvo, Carlos Eduardo Devienne; a Padaria Pão e Vinho até hoje dos mesmos proprietários e a loja da dona Cida Freitas.
Ao fundo (esquerda) são vistas as chaminés das olarias que existiam nas proximidades do Colégio Santo Antônio e o prédio do colégio. Por fim, num primeiro plano, a vasta área da antiga fazenda de Horácio Soares já loteada por seus filhos e a Vila Odilon.
Foto por Francisco de Almeida Lopes.