24.12.12

O NATAL DE 1957


Passávamos o Natal invariavelmente em casa de meus avós. Assim foi desde 1947, meu primeiro Natal, até 1964, o último de minha avó.

Família muito grande, afinal eram doze os filhos, nem sempre foi possível a reunião de todos. Somente em duas ocasiões isso foi possível, em 1948 e em 1956. Todas elas registradas em fotos por meu pai.

Os filhos homens já casados quase sempre passavam o Natal na casa dos sogros. Um número grande deles já fora de Ourinhos, o que nem' sempre possibilitava sua presença nessa ocasião.

Meu tio Juca, foi o que mais esteve presente nos Natais em Ourinhos. Ele passava o Natal com a mãe em Ourinhos e o Ano Novo com os sogros na Casa Verde, São Paulo. Uma prática democrática, sem dúvida.

Esta bela foto ilustra um momento natalino em casa de meus avós, na Rua 9 de Julho nº 102.

Após o almoço, um grupo se reuniu no quintal para degustar uvas, numa das poucas ocasiões em que o autor da maioria das fotos aqui postadas ao longo de 12 anos pode se fazer presente, como sempre fazendo pose como era seu hábito ("em fotos devemos posar").

Estamos dispostos em círculo iniciado pela esquerda por meu primo, o jornalista, crítico de teatro e escritor Jefferson, minha tia Nim, meu tio Manolo, minha avó, Lourdes Reclusa, chefe das telefonistas que lá morava na ocasião, eu, o primo Francisco Eduardo (Duá) e meu pai Francisco de Almeida Lopes segurando um cacho de uvas, fruta natalina por excelência.

É com esse feliz clima familiar registrado em foto que desejo saudar todos (os)(as) leitores (as) desta coluna e do blog, agradecendo a sua fidelidade ao longo dos anos que se passaram.

A todos (as) um Feliz Natal e um Novo Ano com a realização de tudo aquilo que almejarem.


16.12.12

EMA BIGI




Não sei se ainda existe a "Companhia Interamericana de Produtos Alimentícios" em Ribeirão do Sul.
No início dos anos 1960, seu proprietário era Aniz Saad. Ele trouxe uma amiga da familia, Ema Bigi, moradora em São Paulo, que tinha poderes mediúnicos extraordinários, a fim de que conseguisse decifrar problemas que vinham ocorrendo no escritório de sua fábrica. Aniz era o pai do Kiko, que foi casado com Ciomara Matachana.
Nessa ocasião, Aniz levou-a consigo numa visita que fez ao gerente do Banespa em Ourinhos, Antonio Ferreira Batista. A esposa do senhor Ferreira, Olívia, chamou minha mãe, que era sua vizinha para conhecer dona Ema. Nasceu, assim,  uma amizade entre Amélia e Ema. Amizade que perdurou ate a morte de Ema, no anos 1980.
Meus pais, nos anos em que moraram em São Paulo,  alugaram um apartamento no Largo do Arouche. Dona Ema,  na ocasião, estava morando com o filho Mário Bigi, conceituado decorador de São Paulo, na Rua Sebastião Pereira, bem próxima do Arouche. Desse modo, amélia e Ema  estreitaram ainda mais a amizade.
Mário era pai de José de Castro Bigi, já falecido, que foi presidente da OAB por duas vezes nos anos 1980.
Mário Bigi teve a propriedade de uma loja na Sebastião Pereira denominada "Ao Quadro Elegante", instalada em prédio que foi derrubado quando da construção do Metrô.
Os poderes de vidência de Dona Ema pude acompanhar de perto. Ela olhava para uma pessoa e apontava aspectos pessoais, predizendo inclusive fatos futuros Tinha um coração de ouro.
Quando jovem, foi moradora do Cambuci e vizinha dos pais do ministro Delfim Netto, que conheceu ainda menino.
Ela está nessa foto ao lado de minha mãe.
A foto foi feita por meu pai no jardim de nossa casa na Arlindo Luz 479, nos anos 1960.

9.12.12

TAVARES DE MIRANDA E A DEBUTANTE



Seu nome era José Tavares de Miranda, natural de Pernambuco (1917). Veio para São Paulo com 21 anos e ingressou como repórter policial no "Diário da Noite". Nas horas vagas dedicava-se à poesia. Acabou se envolvendo com a literatura e a coluna social.



Nas páginas da "Folha de São Paulo" manteve por muitos anos uma coluna social que fez história. Foi membro da Academia Paulista de Letras.

Em 1966,  esteve Ourinhos para ser o apresentador das jovens debutantes no baile patrocinado, anualmente, pelo Lions Clube local.



É nessa condição que o vemos nesta bela foto dando entrada à debutante Guacira Ferrari,  filha do casal Lino e Mariinha Chiaradia.
Tavares de Miranda faleceu em 1992



Foto por Francisco de Almeida Lopes

3.12.12

SALVADOR FERNANDES E O DIÁRIO DA SOROCABANA




Salvador Fernandes, fluminense de Macaé, veio para Ourinhos na segunda metade dos anos 1950, onde fundou um dos mais importantes jornaisda história da cidade – O Diário da Sorocabana.

Ourinhos, então, passou a contar com dois novos jornais, um dosquais o já quase sexagenário “Folha de Ourinhos”, fundado pelo jornalista Miguel Farah, em 1956, e levado avante por seus filhos e filhas após a sua morte.




Salvador já tinha história no jornalismo e era um editorialista primoroso como pode ser conferido no editorial da edição de 17/7/1960, “Os Males das Guerra Fria”, em http://ourinhos.blogspot.com.br/2012/08/o-diario-da-sorocabana.html .

O ex-governador Roberto de Abreu Sodré, na época parlamentar e um dos próceres da União Democrática Nacional, foi o responsável pela sua vinda para Ourinhos.

A sede do jornal ficava no final da Rua Antonio Carlos Mori ( ao ladoda via férrea que demanda o Paraná), onde também o jornalista morava com a esposa Ana (Aninha) e as filhas Ofélia e Ângela. Ana, uma bela mulher, foi uma das freguesas de costura de minha mãe.

Alguns estudantes de Ourinhos, hoje próximos ou na casa dos setenta anos, colaboraram com o jornal e poderiam deixar um depoimento sobre o jornalista.

No site releituras – novos escritores –

(http://www.releituras.com/ne_sfernandes_sombra.asp) pode ser lido um conto de autoria de Salvador, publicado no livro "Florisbela e Outros Contos", Editora Saga, 1999 – Sombra de ontem. Nesse site encontramos a menção de que teria escrito também “o livro "Geada", publicado pela Sintaxe Editora, romance baseado em fatos ocorridos na região da Sorocabana, no Estado de São Paulo, onde viveu a partir de 1957”.

Na foto, de autoria de Francisco de Almeida Lopes, que foi colaborador fotográfico do jornal, vemos o jornalista ao centro ladeado pela esposa Ana e Roberto Costa de Abreu Sodré, por ocasião da inauguração do prédio do Instituto de Educação Horácio Soares, em 22/4/1961.