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Mostrando postagens de Novembro, 2012

ECOS DA REVOLUÇÃO DE 1930-II

Nos movimentos revolucionários é comum a existência de várias correntes. Esses grupos disputam o controle do poder, o que provoca uma grande rotatividade nos cargos públicos após a tomada do poder.Em Ourinhos, com a Revolução de 1930, não foi diferente. O drº. Hermelino, nomeado em dezembro de 1930, foi substituído em fevereiro de 1931, por Rodopiano Leonis Pereira, presidente local do Partido Democrático, agremiação política que integrou Aliança Liberal.

O Partido Democrático, que fazia oposição ao PRP, tentou manter o poder no Estado. A aliança entre tenentistas e democráticos foi curta. Os “tenentes” se achavam os autênticos revolucionários, não desejando um mero revezamento de oligarquias no poder. Esse posicionamento acabou por resultar na nomeação do tenente pernambucano João Alberto Lins de Barros, ex-integrante da Coluna Prestes, para a interventoria paulista.
Como conseqüência desse clima político instável Ourinhos teve, em 1931, quatro prefeitos:

 drº Hermelino Agnes Leão;

 R…

PAULO AILTON RIBEIRO DE CARVALHO, 70 ANOS

  Paulo Ailton Ribeiro de Carvalho, advogado, funcionário aposentado do antigo Banespa, um dos azes do basquete ourinhense da primeira  geração,  completou 70 anos  no dia 24 de outubro passado.



Filho de Agostinho Ribeiro de Carvalho e Francisca Nunes de Carvalho, é casado com minha amiga de longo tempo, Maria Alice Silva Carvalho, filha do saudoso Mário, um dos antigos farmacêuticos de Ourinhos, já falecido,  e de Aparecida Silva. Ao lado dos amigos (as) e parentes comemorou essa data numa bela festa preparada por Maria Alice, e que foi documentada pela "Folha de Ourinhos" de 11/11/2012 A ele os parabéns de Memórias Ourinhenses. Foto por Foto Martins 

ECOS DA REVOLUÇÃO DE 1930 - I

Mesmo numa pequena cidade como

Ourinhos no início dos anos 1930, os efeitos de uma

revolução se fizeram sentir. A cidade ficara semi-

abandonada; somente após vinte e um dias tudo

voltara à normalidade.


“(...) quem governa o País é aquele que a

popularidade queria! Quem governa o país é aquele

que acaba de dar à história Pátria o maior lance de

beleza, honra e glória. Finalmente quem governa o

País é o escolhido do povo que briosamente levou o

seu nome às urnas.”

O articulista de “A Voz do Povo” se referia

a Getúlio Vargas que as forças vitoriosas alçaram à

chefia do Governo Provisório.

Com a derrocada do Partido Republicano

Paulista, assumia o governo da cidade uma Junta

Governativa que conclamou a população para uma

passeata:

“Ao Povo”

A Junta Governativa desta cidade convida

a todos os Revolucionários e ao povo em geral para

uma passeata em regozijo à brilhante vitória da

Revolução em prol dos direitos do Povo conspurcado

e espezinhado pela camarilha de políticos

profissionais (...) passeata essa …

MONSENHOR CÓRDOVA

A Rua Monsenhor Córdova é uma via central. Sua criação deu-se no final dos anos 1930, quando o quarteirão que se inicia na Rua Cardoso Ribeiro foi urbanizado com a construção de casas pela Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, as quais foram financiadas para empregados do escritório central da ferrovia.



Lembrança distribuída na missa de 7º dia em intenção da sua alma,  guardada por minha avó.

A denominação foi uma homenagem a esse sacerdote, Antônio Córdova  que,  apesar de ter ficado pouco tempo à frente da paróquia, granjeou respeito, carinho e admiração dos seus paroquianos.
Ele assumiu a paróquia em 1935, com a retirada do Padre Vitor Moreno. 
Até então fora cura da Sé e vigário geral da diocese de Botucatu.
Ele faleceu em 19/7/1937, em Bebedouro para onde fora levado para tratamento de saúde, como noticiou “A Voz do Povo¨:


Na mesma edição, um paroquiano prestou-lhe homenagem:

RECORDANDO ANTIGOS PROFESSORES (AS): DALILA DE SOUZA

Lembram-se? Alta, gorda, extrovertida. Assim era dona Dalila, uma das melhores professoras primárias do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, o Grupão. No final dos anos 1950 já havia dois grupos escolares estaduais na cidade, o Grupão e o "Virgínia Ramalho",chamado de Grupinho, embora fosse do mesmo tamanho ou talvez maior que o primeiro.   Dona Dalila era casada com Diomar Antonio de Souza, que era proprietário de uma tipografia que havia ao lado do Cine Ourinhos, ou talvez sócio do Silvano Chiaradia nesse estabelecimento.  O casal tinha vários  filhos homens, cujos nomes,  se  me engano, começavam todos com a letra D. Um deles, Dalton José (20/03/1947 - 17/12/2011) foi meu contemporâneo.  Moraram na Expedicionário, logo após o Grupão. Dona Dalila foi também vereadora, tendo sido eleita para a 3ª Legislatura (1956-1959), pela UDN, se não estou errado A saudosa professora está nessa foto entregando o prêmio ao primeiro colocado da 4ª série A, de 1958, o aluno José Carlos Neves L…