27.10.12

PADRE DOMINGOS TRIVI

O padre Domingos Trivi sucedeu a Eduardo Murante  como pároco da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, em 1956.

Tinha à sua frente uma missão que envolvia a necessidade de amealhar recursos, qual seja, a de levar adiante o acabamento da nova Igreja Matriz.

Italiano, de pequeno porte, não tinha a mesma simpatia do padre Eduardo, mas era tão comunicativo quanto.

Relacionou-se bem com a comunidade católica e, graças a quermesses e doações, conseguiu amealhar fundos que permitiram realizar o revestimento externo do templo e a edificação de suas duas torres.

Ao cabo de seis anos, a imponente Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, estava totalmente concluída, para orgulho dos católicos ourinhenses.

Padre Domingos permaneceu à frente da paróquia até dezembro de 1965, quando foi para Roma com passagem doada por seus paroquianos. Na ocasião, foi  concelebrada missa por 16 padres.


Nesta foto, o padre Domingos oficia o casamento de Glória Monteiro, filha de Benedito Monteiro e Tomyres Devienne Monteiro. Ao lado,  os padrinhos drº Airton Monteiro e  esposa




Nesta foto, vemos um sorridente padre Domingos, recém-chegado à cidade, oficiando o casamento de membro de família de origem espanhola muito religiosa e atuante na paróquia, os Robles. Tratava-se do casamento de Ignes Robles com Leonir Theodoro das Neves.

21.10.12

JOSÉ GABRIEL MARÃO

Marão foi pessoa muito querida em Ourinhos, simpático, boa prosa. Era muito amigo do primo de meu pai, Alfredo Devienne. Nessa foto, postada originariamente no blog do Wilson Monteiro, Marão é o terceiro à direita da mesa (entre Ibrahim e Salem), onde também vemos apontando o rosto, o radialista da Rádio Clube de Ourinhos, Osvaldo Lazzarini, (dono de uma bela voz), Silvano Chiaradia, o vereador Ibrahim Abujamra do cartório, o drº Salem Abujamra, inspetor federal de ensino, Reinaldo Brandimarte, o filho do deputado Silvestre Ferraz Igreja, Mário,  e o velho Racanello. À esquerda, olhando para o fotógrafo, Edu Azevedo e o cunhado Samadello.

  
A foto foi tirada no Restaurante Ypê, famoso nos anos 1960. Local decorado com muito bom gosto, comida excelente, enfim um espaço concorrido na cidade que traz boas lembranças para os que com ele conviveram.


Foto de autoria desconhecida.


Pedi ao jornalista José Carlos Marão que escrevesse algumas linhas sobre o pai:


"Meu pai, José Gabriel Marão, foi transferido para Ourinhos em 1946. Era funcionário de uma firma francesa, beneficiadora de algodão, chamada Coimbra, filial de outra, chamada Dreifus. Tinha antes passado pelas filiais de Itapetininga e Avaré.


Quando a Coimbra resolveu fechar suas atividades em Ourinhos, seria transferido para São Paulo, mas não aceitou. Preferiu ficar em Ourinhos. Comprou o bar que era do Alfredo Devienne, na primeira sede do Grêmio Recreativo de Ourinhos (rua São Paulo), e passou a trabalhar também por conta própria no mesmo ramo que atuava, a compra de algodão e cereais junto aos produtores para beneficiamento e posterior venda. Sua vida era totalmente dedicada aos filhos. Abriu mão de muitas coisas, sempre colocando os filhos em primeiro lugar: o Gabriel, o Elias e eu.


Teve um empreendimento pioneiro em Ourinhos. No tempo em que só se lavava roupa a mão, teve uma lavanderia com máquina de lavar roupa, a primeira da cidade. E uma turbina secadora que, quando ligada, parecia que ia levantar voo. Quando a lavanderia deixou de funcionar, esses equipamentos (em termos de hoje, primitivos), foram vendidos para o Seminário Josefino.


Depois, com a inauguração da nova sede do Grêmio Recreativo de Ourinhos e a inauguração da piscina do Ourinhense, ficou apenas com a concessão dos serviços de bar e jogo desses dois clubes."

13.10.12

GALERIA DA SANBRA - OURINHOS - RELEMBRANDO

Página atualizada em 18/5/2014

Almoço de confraternização, Natal de 1963
Cleide, José Hernandes, José Carlos Neves Lopes,  Mário Ramalho Pereira, Brandimarte, Yeda.











Clique sobre as fotos.

ALMOÇO DE NATAL 1963
CANTINA ITALIANA NA AVENIDA


Esquerda: Ademar  Oswaldo Marques (Caixa) José Maria (Custos) Dorival Avanzi (Caixa)
Direita: Liberto Resta (Chefe do Escritório) Irineu Kucko 


Ponta esquerda: Walter Breve.
Direita:  Arlindo (Pessoal), Yeda,  Brandimarte (Laboratório), José Carlos Neves Lopes (mascote - auxiliar de custos) Cleide (Secretária) Elias Hage (vendas)


 Esquerda: Laurinho Zimmerman (Custos)
Ao fundo, direita: Souza (gerente) Engº Sarmento



Esquerda: Laurinho e Rubens Bortolocci da Silva (Chefe de Pessoal)
Direita: Leonel, José Maria, Oswaldo Marques, João Olante, Ademar



Urbano Zampieri, Cleide, Tomiko Sekino, irmã de Setuko Sekino, Yeda, Rubinho, Tupina e Hélio (Pessoal)
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?,Leonel, Ademar, Brandimarte, Dorival Avanzi, José Carlos Neves Lopes


Adão Simião (Fábrica), Rubinho, Salem, Mithuo Minami, Souza, Mori


Alberico Albano



José Fernandes de Souza (Gerente)


Prédio do escritório:  provavelmente início dos anos 1950: Antonio Capatto, chefe da fábrica, Liberto Resta, João Olante, Alberico Albano



Escritório: fim dos anos 1950 - Liberto Resta, José Carlos Monteiro (?) João Olante, Cleide


Visita do vice-presidente da República, Pedro Aleixo, à Sanbra
  

O complexo da Sanbra, no final dos anos 1950. - Foto Colombo



Festa de Natal na Sanbra - ? João Olante, Hélio, Engº Sarmento, Irineu, Rubinho, Maurílio Marocco (manutenção elétrica)



José Fernandes de Souza, o prefeito Domingos Camerlingo Caló, o vice-presidente Pedro Aleixo e o
deputado federal Silvestre Ferraz Egreja. 


(da esquerda prá direita)- Maria Cristina Souza, Rosa Helena Resta, Inira Gomes Resta ( falecida neste ano), Liberto Resta e D. Ivone Souza. A foto foi registrada pelo sr. Souza, defronte ao escritorio da Sanbra 




AS BANDAS DE OURINHOS


Numa época em que toda cidade tinha uma banda municipal que se apresentava com frequência na praça principal executando peças do repertório clássico e popular, Ourinhos também contou com esse conjunto musical.
Foi uma formação instável como se depreende da leitura de jornais da época. 
Em 1937, a cidade achava-se sem uma banda. Foi então realizada uma subscrição por meio de um "livro de ouro" a fim de comprar os instrumentos musicais necessários. Eu tive acesso a esse documento  na ocasião em  que se  achava  na biblioteca do Grêmio Recreativo de Ourinhos, cuidadosamente organizada por Mário Branco, nos anos 1960.




Com a aquisição dos instrumentos a banda foi reorganizada sob a denominação  "Filarmônica Municipal Lira Carlos Gomes". O regente chamava-se Francisco Leite de Camargo. O conjunto é visto nesta foto por ocasião de seu primeiro concerto no dia 4/1/1942. Segundo a imprensa compareceram à Praça Melo Peixoto cerca de mil pessoas para assistir ao concerto.
Na foto por Frederico Hahns,  vemos o  prefeito drº Hermelino Agnes de Leão, os paraninfos da banda: o  ex-prefeito Horácio Soares e a senhora Maria Augusta Gomes de Leão (Tata) e o regente.


(Clique sobre a foto)



A outra foto, por Francisco de Almeida Lopes, nos mostra  aquela que deve ter sido a última formação da Banda Municipal, quando organizada na gestão do prefeito Antônio Luiz Ferreira. Seu uniforme era na cor azul. Creio que tenha  sobrevivido até cerca dos anos 1990, já não fazendo mais concertos em praça pública, pois o público preferia ficar em casa assistindo aos programas de televisão. 
 Á frente do grupo achava-se o Maestro Américo de Carvalho, segurando o carneiro mascote. 


(Clique sobre a foto)


O professor Luciano Correia da Silva dedicou-lhe um poema:

A BANDA DO AMÉRICO
  
Continuamente, não se fala em banda
sem dizer logo que ela vai passar, 
pobre lugar-comum com que se manda
dizer que a banda nunca tem lugar.

De fato, quantas delas em ciranda
se foram sem lembranças nos deixar...
Umas cuja memória o tempo abranda,
outras que a ingratidão fez se calar.

No entanto, se por tolo pensamento,
alguém disser que toda banda passa,
como se fosse regra o esquecimento,

ao ver a nossa, não dirá de novo,
pois a do Américo estará na praça,
que é eternamente o coração do povo.

In "Poemas do Vale", 1993 

8.10.12

IGNÊS ROBLES DAS NEVES SE APRESENTA NO CINE OURINHOS


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Os Robles constituíam uma antiga família espanhola da cidade. Eram proprietários da área onde mais tarde construiu-se a Casa Bandeira Branca. Outros moravam na "Vila Nova". 
Essa foto nos mostra a filha de Francisco Robles Agrella e neta da matriarca Rosa Robles, Ignês Robles das Néves  se apresentando num programa infantil no Cine Ourinhos.
Percebe-se ao lado o detalhe dos ventiladores laterais do cinema e a platéia repleta de crianças. 
Foto cedida por  Madison André das Néves

IGNÊS



FRANCISCO ROBLES AGRELA



7.10.12

COLÉGIO SANTO ANTÔNIO DE OURINHOS


A criação do Colégio Santo Antônio em Ourinhos deveu-se a uma ação do prefeito  Cândido Barbosa Filho, ainda antes de sua eleição, quando foi a São Paulo fazer a proposta para a Congregação das Irmãnzinhas da Imaculada Conceição, em 1947.
 As freiras que vieram para Ourinhos  criaram os primeiros cursos num barracão existente na rua São Paulo, enquanto a edificação do prédio se iniciava.
Com cinco anos de idade, eu ingressei (1953), já no prédio recém construído,  no "Jardim de Infância", onde  tive como professora  irmã Virgínia. No ano seguinte, fiz o Pré-Primário, com a  irmã Esmeralda. Foi uma ótima professora e me alfabetizou. Visitei-a já aposentada, no Lar das Senhoras Católicas em São Paulo, no final dos anos 1960.  

(Clique sobre a foto)

Nessa foto de desfile, publicada originariamente no blog de Wilson Monteiro (http://monteirowilson.fotoblog.uol.com.br), vemos as alunas do Colégio num desfile de Sete de Setembro. O uniforme da jovens, apesar de tratar-se de um modelo severo, é muito  elegante, convenhamos. O chapéu lhe conferia um toque todo especial. Quem teria sido o seu criador? Irmã Vivalda saberia nos dizer com certeza.
Também na foto se vê com detalhes o hábito das freiras, preto, com uma faixa azul na cintura, da qual se desprendia um rosário. Muito elegante também.
A  foto foi tirada na Praça Melo Peixoto, nos anos finais da década de 1950, provavelmente em 1957, pois se vê num dos prédios à direita uma propaganda do prefeito recém-eleito, José Maria Paschoalick. O primeiro edifício de Ourinhos, obra do arquiteto Toshio Tone, aparece ao fundo. À direita também se vê a Livraria Thomé.  
Nesta outra foto vemos as meninas do curso primário do Colégio. A primeira da fileira é Amélia Toloto.

(Clique sobre a foto)

Na outra foto, por Francisco de Almeida Lopes, são vistos alunos do Colégio, em 1953:
José Carlos Neves Lopes (com boné), Rosa Maria, Nilson Costa, Élcio (Selaria São Luiz), Gaino, o filho mais velho do Del Ciel, Reinaldo Abucham (com chapéu). 

(Clique sobre a foto)