26.3.12

CASA DE SAÚDE DRº HERMELINO DE LEÃO

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A ilustração nos mostra a Casa de Saúde construída pelo drº Hermelino de Leão, na Avenida Atino Arantes e o artigo ao lado contem lembranças  do Grupo Ecolar.


OLÍVIA E ANTÔNIO FERREIRA BATISTA

O casal  aniversaria nesta semana.
Antônio fez 94 anos no domingo,  e Olívia, 90, amanhã 27/3/2012.
Para alegria dos amigos e familiares os dois estão firmes. Quem fala com Ferreira, jamais diria que ele tem mais de 90 anos.
Deixo aqui minha homenagem aos dois, feliz por compartilhar de sua amizade há 56 anos.
Parabéns !!!
A foto nos mostra o casal e alguns  bisnetos ,  por ocasião dos 90 anos de Ferreira. 

24.3.12

JOSÉ CARLOS MARÃO, O JORNALISTA


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A foto, que ilustra o texto de hoje, foi-me enviada por Toninho Mantovani, um dos jovens que nela estão. Eram todos alunos do 1º ano do Curso Científico do Instituto de Educação Horácio Soares, em 1957: 
Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Aurélio Vivan dos Santos, José Carlos Marão e Mário Takaes.
Agachados, da esquerda para a direita: Sílvio Leite Monteiro, Mocho (Carlos Osftronoff), Bacilão (Cláudio Antonio Bacilli) e Toninho Mantovani Filho. 
 Segundo relato de um dos rapazes, José Carlos Marão,  Paulo Aurélio Vivan dos Santos era  muito ligado em esportes. Tanto assim que se formou em educação física e foi um grande treinador de basquete. Desse modo, organizou um time de basquete com integrantes do primeiro ano científico.
Essa quadra, da qual me recordo, ficava na Rua dos Expedicionários, num terreno ao lado do prédio da Prefeitura. Era uma espécie de quadra oficial da cidade, substituída alguns anos depois pelo ginásio de esportes, popularmente chamado de "Monstrinho". 
Dois desses jovens já faleceram Paulo Aurélio e Bacili.   
A foto é uma oportunidade para falar alguma coisa a respeito desse ourinhense de destaque na história da imprensa paulista, José Carlos Marão.
Nos anos 1940, Ourinhos possuía uma empresa de beneficiamento de algodão denominada Coimbra. Para ela foi transferido em 1945, José Gabriel Marão, casado com Amélia Rodrigues Marão. O casal, que conheci, teve três filhos: José Carlos, Elias e Gabriel Antônio.
Em Ourinhos, José Carlos estudou no Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, fez os cursos ginasial e científico no IEHS e datilografia no Instituto Rui Barbosa do professor Aparecido Lemos. Na cidade deu os primeiros passos no jornalismo, atuando nos jornais “Correio de Notícias” e Diário da Sorocabana.
Concluído o curso científico, José Carlos foi para São Paulo onde se matriculou nos cursos de Direito no Mackenzie e Letras  na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Bento (atual PUC), os quais não concluiu. Quando ainda cursava as faculdades, foi admitido como repórter no jornal “Folha de S. Paulo’’ (abril de 1960).
Em 1962, foi para a revista “O Cruzeiro”, a de maior circulação na época.
Em 1964 (outubro), o jornalista Mino Carta levou-o para a Edição de Esportes do Jornal “O Estado de S. Paulo”.
No ano seguinte, em setembro, recebeu convite da Editora Abril para integrar a equipe que estava preparando o lançamento da revista “Realidade”, que foi um marco editorial na imprensa brasileira. Em Dezembro de 2010, em parceria com José Hamilton Ribeiro, lançou o livro “Realidade Re-Vista”, na qual os autores relatam a história, os métodos e o sucesso dessa importante revista.
Marão permaneceu em “Realidade” até 1971. No final dos anos 1970, fez um curso de extensão universitária na FGV.
Passou por uma experiência como redator de publicidade nas agências Marcus Pereira Publicidade e Standard Ogilvy. Retornou para a Editora Abril em 1974, como Gerente do Centro de Criação. Em 1976, foi para a revista “Quatro Rodas, como Redator chefe. Passou em seguida a Diretor de Redação, e depois, em 1981, a Diretor Editorial. Assumiu, em 1987, o cargo de Diretor do Grupo Quatro Rodas.
 Em 1992, deixou a Abril, criando com sua mulher, Ligia Martins de Almeida, a “Anagrama Editorial”. Enquanto ela editava as revistas “Muito Melhor” (receitas), “Anagrama” (palavras cruzadas) e “Muito Melhor Astrologia”, Marão, como pequeno empresário,  comandou a criação e a implantação das reformas editoriais e gráficas de “Semanário’ e “Som Sertanejo’, da Editora Azul, “Aero Magazine” (Nova Cultural, ‘Supermercado Moderno’ (Grupo Lund) e “Metrópole” (Diário do Povo de Campinas).
 Em 1999, mudou para Águas de São Pedro, no interior de São Paulo. Desde 2002 faz parte do Conselho Diretor do “Projor”, Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, entidade sem fins lucrativos, que mantém o programa de TV “Observatório da Imprensa” e o site “Observatorio da Imprensa on line”.

Foto de autoria desconhecida.

17.3.12

LOURDES RECLUSA, A CHEFE DAS TELEFONISTAS.


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Lourdes Reclusa veio para Ourinhos como chefe do posto telefônico da Companhia Telefônica Brasileira - CTB, nos finais dos anos 1950. Naquela época mulheres solteiras que eram transferidas de sua cidade natal,  dificilmente alugavam apartamento em hotéis, e sim buscavam residir em casa de famílias.
Foi o que aconteceu com dona Lourdes. A casa de minha avó, na Rua 9 de Julho,  tinha quatro 4 quartos, dois estavam completamente vagos e, por sugestão de minha tia Nim que era telefonista, Lourdes alugou um deles.
Sua cidade natal era Santos. Era uma mulher muito elegante, simpática. Tornou-se muito querida das subordinadas e respeitada na cidade.
Com a sua aposentadoria, retornou para a cidade natal.
Essa foto mostra a festa que as telefonistas lhe prepararam por ocasião de um aniversário. Ela está cortando o bolo tendo ao seu lado O o chefe da área administrativa da CTB, na cidade.
Há na festa, à qual estive presente, muitos rostos conhecidos cujos nomes o tempo levou. Alguns permanecem na minha lembrança: Rita Herkrath que trabalhava na área administrativa, Pedrotti, Lurdão, Teiga, Maria Neves (Nim.
Um detalhe, dona Lourdes trajava um modelo confeccionado por minha mãe.  

Oportuno neste momento, o poema de Dalva Maria Ferreira, em "Poesias Soltas" http://poesiasecasos.blogspot.com/:

VEM CÁ DE NOVO


Vem cá de novo,
voltemos juntos pelas ruas do passado,
alegremente, desviajando pela vida.

Vem cá, menino,
olhar as cores que brotaram encantadas
depois da chuva que caiu, eternamente.

Me dá tua mão,
vamos brincar de faz-de-conta
na areinha que se formou da enxurrada.

Sejamos deuses,
ou então gigantes dominando as formiguinhas
nesse mundinho que contém o outro mundão.

Foto por Francisco de Almeida Lopes

O OURINHENSE HENRIQUE OLIVEIRA EXPÕE NOVOS TRABALHOS NA ÁUSTRIA

O ARTISTA É FILHO DE CRISTINA SOUZA E NINHO







10.3.12

A LINHA DO TREM



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Esse trecho da Rua Antônio Prado é cortado pela linha férrea da antiga Sorocabana, hoje América Latina Logística. Quando os trens chegam ou fazem manobras, a porteira se fecha e os pedestres, veículos, bicicletas são obrigados a se armar de paciência e aguardar. Isso no coração da cidade. Além dessa passagem há outras pela cidade.
A foto é dos anos 1940, dá para se  ver os trilhos.
O conjunto arquitetônico que se inicia com o prédio do Hotel Lider e o prédio seguinte mantém as características que aparecem na foto.No térreo do terceiro prédio funcionava a famosa Alfaiataria Casseta,  de Antonio Casseta.
Com essa divisória na cidade era muito comum a população referir-se à expressão: "pra cima ou pra baixo da linha?".
"Pra baixo da linha" ficava o núcleo inicial da cidade a Avenida Jacinto Sá  .
"Pra cima da linha" fez-se a primeira praça, construíram-se: o cinema, a Igreja Matriz, o Grupo Escolar, os bancos, a prefeitura  e  as novas residências da elite.   
O professor Luciano Correia da Silva em seu livro"Poemas do Vale" dedicou um soneto à divisória:

"Minha cidade, por sorte,
vive sempre dividida,
tem seu olhar para o norte
e ao sul se faz dirigida .

Uma estrada faz o corte
de ferro n'alma sentida,
seu coração bate forte
entre uma rua e uma avenida.

Mas quem possui majestade,
nessa vida tudo pode,
quanto mais minha cidade.

Para isso ela é rainha,
e é seu vassalo quem sobe
ou quem sempre desce a linha."  
Foto por Francisco de Almeida Lopes

3.3.12

FERROVIÁRIOS


Esta foto praticamente retrata os últimos momentos do escritório da Rede Ferroviária Federal S/A - em Ourinhos. 
A  RFFSA havia sido criada em 1957. Em Ourinhos, a  Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná passou a integrar a  a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, em 1944, constituindo um dos distritos dessa rede ferrovia. Com sede em Curitiba, as atividades  do escritório  de Ourinhos reduziram-se bastante, passando a ser desenvolvidas por um número reduzido de empregados, sob a chefia de Benedito Monteiro, o antigo contador da SPP.
Meu pai aposentou no início dos anos 1960. Monteiro continuou trabalhando,  mesmo tendo completado os anos necessários para a a aposentadoria. Morreu ainda na ativa, morando numa das antigas casas dos ingleses, a que fica na esquina da travessa que leva o seu nome. 


Esta foto é dos anos 1960, nela estando três remanescentes da SPP: Bolivar, à esquerda, seguido por Monteiro, e no último degrau, com óculos escuros, José de Barros Carvalho, um grande amigo de meu pai.
Fotos por Francisco de Almeida Lopes



MARIA HELENA RIBEIRO DA SILVA (1942-2012)

Na minha infância  e adolescência estive próximo da família de Dona Cali e Seu Elziro, pela amizade que unia nossas mães e por ter sido contemporâneo do Roberto. Sem falar da minha admiração pelo canto vocal de Cali, nos casamentos da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, quando eu, que morava a uma quadra, subia ansiosamente os vários degraus da escadaria que levava ao coro para vê-la  cantar..
Quando a visitei (Cali), pouco tempo antes de sua morte em 2010, Maria Helena não estava, pois era seu horário de trabalho. Cali contou-me feliz  que Maria Helena havia retornado a Ourinhos para lhe fazer companhia.
Ontem, ao receber a última edição de do semanário "Folha de Ourinhos", nela encontro a nota do falecimento de Maria Helena, a quem presto homenagem, lembrando-me das feições delicadas da adolescente sempre presente e atuante nas cerimônias da Igreja Matriz.