26.11.11

PEQUENA HISTÓRIA DE UMA PRAÇA TÃO QUERIDA: A PRAÇA MELO PEIXOTO.

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A Praça Melo Peixoto está prestes a ter a sua quarta  faceta. 
A primeira remonta aos finais dos anos 1910: um largo descampado  tendo a  Igreja Matriz à sua frente. Com o passar dos anos teve plantadas algumas árvores de pequeno porte, e um coreto foi  inaugurado no final dos anos 1920 (1927).
Assim permaneceu até 1937, quando o prefeito Benedito Martins de Camargo entregou à população uma praça com canteiros de formas delicadas, tendo ao centro uma fonte d'água e num dos lados laterais, o da Rua Paraná, um tanque de areia que foi a delícia de muitas crianças ao longo de cerca de vinte anos. Inicialmente, suas ruas internas e externas não eram pavimentadas. Isso somente ocorreu no final dos anos 1940, na gestão do prefeito Cândido Barbosa Filho. Novas árvores haviam sido plantadas ao longo desses anos, principalmente Ficus Benjamina, que  lhe deram o aspecto de um pequeno bosque. A pavimentação do "jardim da cidade" foi do tipo pedra portuguesa, formando belos desenhos em duas cores. As árvores eram habitação de andorinhas que, ao cair da tarde, faziam revoada pelo lindo céu ourinhense. Essa foi a praça da minha infância.
A terceira faceta foi obra do prefeito José Maria Paschoalick que lhe deu ares modernos com fonte luminosa, aviário e um novo coreto. Em compensação a maioria das  árvores despareceram e também o encosto dos bancos. Os antigos bancos foram levados  para novas praças onde ainda estão, creio). Nem ao menos os belos postes de ferro trabalhado foram poupados. Felizmente não lhes deram fim, e hoje enfeitam o calçadão da Rua Paraná.  
A foto, de autoria do fotógrafo Frederico Hahn (sua marca pode ser vista nela), mostra a praça no final dos anos 1930 e pode nos dar mostra de sua graciosidade.

Torçamos para que a nova face da Praça Melo Peixoto tenha ao menos o mesmo ar.  

JOSUÉ GALVÃO KANDA (1960-2011)



São Paulo, sexta-feira, 25 de novembro de 2011Cotidiano


Cotidiano

Josué Galvão Canda (1960-2011)
Jornalista obcecado por história
DE SÃO PAULO
Nos primeiros anos de jornalismo, Josué Galvão Canda escreveu sobre diversos assuntos nesta Folha: de política, saúde e educação a squash -que até lhe rendeu em 1986 um prêmio de jornalismo esportivo. Ganhou um videocassete e uma televisão.
Caçula de cinco irmãos, nasceu em Ourinhos (SP). Seu avô veio ao país no Kasato Maru, primeiro navio a trazer imigrantes japoneses após acordo entre Brasil e Japão.
Seu pai foi militante da Ação Integralista e chegou a ser preso com Plínio Salgado.
Josué divergia politicamente do pai. Nos tempos de Faculdade Metodista, onde se formou em 1984, militou no PT e participou das Diretas-Já. Na faculdade, integrou o grupo de teatro Nóspornós e conheceu a mulher, Silvana Mascagna.
Entrou para a Folha pouco depois de formado. Após se casar, em 1987, mudou-se para a Europa. Foi correspondente do jornal na Espanha.
Fanático pelos Rolling Stones, jurava ter recebido uma piscadela de Mick Jagger num show do grupo em Londres.
Em 1990, de volta, tornou-se editor do caderno regional "SP ABCD" da Folha. Os amigos lembram que o jornalista era vibrante, tinha um humor sofisticado e bebia Coca-Cola compulsivamente.
Em 1996, foi para Belo Horizonte trabalhar na implantação do jornal "O Tempo", onde teve cargos de chefia.
Saiu para se dedicar aos estudos. Obcecado por história, especialmente da Segunda Guerra e do Holocausto, escreveu dois livros, não publicados, sobre o tema. Admirava profundamente os judeus.
Morreu ontem, aos 51 anos, em BH. Não teve filhos. Será enterrado em Ourinhos, ao lado do pai, como desejou.


Era filho do Mistugui Kanda e Jandyra (Janda) Galvão (Bazar da Janda), na Rua Expedicionário.



20.11.11

UM PIC-NIC NO CLUBE DIACUÍ.

As ciclistas.

A última é Zoé Machado Branco

Marisa Brandimarte


Edith Farah, Dima Freitas, Marisa Brandimarte, Hiromi Shibat, Dirceu e Fumiko.

Numa tarde do início dos anos 1960, um grupo de alunos do curso normal do Instituto de Educação Horácio Soares combinou um passeio no Clube Balneário Diacui, ainda jovem na sua existência.
O único rapaz do grupo era o radialista Dirceu Bento da Silva, repórter e locutor da ZYS7 Rádio Clube de Ourinhos. Dirceu tornou-se supervisor de ensino da Secretaria de Estado da Educação. Nesse pequeno grupo de estudantes estão as jovens: Edite Farah, atualmente uma das editoras do jornal "Folha de Ourinhos",  Dilma de Freitas Faria, Marisa Brandimarte, Hiromi Shibata, diretora de escola da rede estadual de ensino e professora universitária.
Hiromi, irmã do vereador Harugi Seno,  vim a conhecer em São Paulo, quando  já primeiranista do curso de história da USP e eu aluno do curso vestibular do Grêmio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.  Fomos colegas de trabalho na Secretaria de Estado Educação e na UNIP. Profissional competente, foi diretora da Escola Estadual de Ensino Médio "Brasílio Machado", na Vila Mariana.


Marisa e a bola.
Fumiko - Hiromi

Em primeiro plano Dilma e Marisa. Ao fundo Hiromi.
Fotos cedidas por Dirceu Bento da Silva

15.11.11

AS CASAS FINANCIADAS PELA SÃO PAULO-PARANÁ.


Em 1937, a "Caixa" da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná entregava as casas que construíra no quadrilátero Avenida Altino Arantes/Monsenhor Córdova/Rua do  Expedicionário. Eram 14 casas modernas, com 3 e 4 dormitórios, sala, copa, banheiro e cozinha, algumas com duas varandas e um vasto quintal. Obra do construtor Henrique Tocalino, que já construíra as primeiras estações da companhia inglesa. 
"A "Caixa" financiara essas casas para os empregados mais graduados. As duas maiores ficavam na Altino Arantes, logo após o sobrado do médico Hermelino Agnes de Leão, tendo sido adquiridas  pelo contador da empresa, Benedito Monteiro  e pelo  Chefe de Movimento, Carlos Eduardo Devienne.
Foi o primeiro impulso de renovação arquitetônica da cidade, seguido por outro, quatro anos depois, graças ao novo lote de cerca de  de vinte casas construídas no quadrilátero Rio de Janeiro/Souza Soutelo/Arlindo Luz e Cardoso Ribeiro, entre 1941 e 1943. Esse segundo lote de casas marcou o início de um novo estilo arquitetônico residencial na cidade, o de Ezelino Zório, sobrinho de Henrique Tocalino,  também responsável pela edificação da nova Igreja Matriz. A residência mais bonita que ele construiu foi a de Silvano Chiaradia, podendo  ser apreciada ainda com características originais na Expedicionário, entre Antônio Carlos Mori e Cardoso Ribeiro. Outra construção muito bonita de sua lavra são dois sobrados geminados da Altino Arantes, um deles tendo sido residência do médico Alfredo de Almeida Bessa.
As casas do primeiro quadrilátero citado já passaram por várias reformas que modificaram totalmente o seu estilo original; já no segundo ainda se podem encontrar algumas poucas que ainda  conservam suas  características originais, entre essas a de meu pai, na Rua Souza Soutelo, 294.
A foto que ilustra este artigo é do livro "Ourinhos - memórias de uma cidade paulista", do jornalista Jefferson Del Rios. Não se sabe a autoria da foto que, provavelmente, foi tomada do reservatório de água que ficava no topo da Altino Arantes. Note que no quarteirão seguinte ao quadrilátero ainda não havia construções.


Esta é a casa que Francisco de Almeida Lopes, autor da foto em slide, adquiriu em 1943, com financiamento da "Caixa da SPP" . Obra de Ezelino Zório.
A foto é dos anos 1970.
Rua Souza Soutello esquina com Rio de Janeiro.

6.11.11

OURINHOS - A PLATAFORMA DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA

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Esta é uma foto especial e bela!
Vemos a plataforma da segunda estação ferroviária de Ourinhos, em abril de 1953.
Foto largamente estudada por seu autor, Francisco de Almeida Lopes, na tentativa de captar o vapor que a locomotiva deixava escapar quando dada a partida. O efeito é incrível, formando um "V" aberto. 
A composição da foto é perfeita com os trilhos em primeiro plano, pessoas à direita aguardando a partida do trem, a cancela ao centro e, ao fundo, o pontilhão de madeira para travessia.
A chegada e a partida dos trens era muito concorrida. A plataforma estava sempre com muitas pessoas vendo amigos e parentes partindo ou chegando. Meu avô, quando não mais trabalhava, levantava-se cedo e ia para a estação ver o trem que chegava de São Paulo, após longas 10 horas de viagem.
O jornal " A Voz do Povo" destacava  um repórter para cobrir a partida e a chegada de passageiros:
Sábado, 2 de outubro de 1937
"Hóspedes e Viajantes" 
- regressou de Januária, em Minas, o srº Olímpio Tupiná (Januária era a
 terra natal dos irmãos Olímpio e Telésforo Tupiná) .
Para São Paulo viajou o srº maestro Ernesio Jardim, regente da Banda Municipal.

Vai bem aqui a letra de Raul Seixas: "Trem das Sete"

Ói, ói o trem

Vem surgindo detrás das montanhas azuis

Olhe o trem

Ói, ói o trem
Vem trazendo de longe as cinzas do Velho Aeon



Ói, já e vem
Fumegando, apitando e chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem
Não precisa passagem, nem mesmo bagagem no trem



Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando
Tá chegando na estação
É o trem das 7 horas
É o último do sertão



Ói, olhe o céu
Já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu
É um céu carregado e rajado, suspenso no ar
Vê, é o sinal
O sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões



Ói, lá vem Deus
Deslizando no céu entre brumas de mil megatões
Ói, ói o Mal
Vem de braços e abraços com o Bem
Num romance astral
Amém

Foto por Francisco de Almeida Lopes

5.11.11

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