29.10.11

A TURMA DE 1962 - IEHS - diurno





A 4ª Série A do Instituto de Educação Horácio Soares era constituída por rapazes e moças que já se conheciam há um bocado de tempo. Muitos de nós, rapazes, havíamos sido colegas de classe no curso primário do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá e também frequentado o preparatório para o exame de admissão com a dupla de irmãos professores, Osvaldo e Aparecido. 
As duas primeiras professoras que aparecem na foto eram recém chegadas no Instituto.  Diva Leonis era titular de Geografia, severa e competente. Não sei qual era a situação funcional do Padre Felipe, o certo é que ele já dava aula no Instituto nos anos 1950. Muito rigoroso no tradicional castigo para os que estivessem conversando em sala de aula - fazer a versão para o inglês de uma frase que ele  formava na hora: " Carlos (assim ele me chamava), como se diz em inglês?"  Era um zero que dividia por dois a nota da prova.
Foi o primeiro ano da implantação da LEI No 4.024, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1961, que acabou com os exames orais e reduziu o número de disciplinas do currículo. Nem por isso, o curso ginasial deixou de ser puxado, pois nem a metade da turma do diurno foi aprovada nos exames de primeira época, podendo assim  participar da festa de formatura no Grêmio Recreativo de Ourinhos. O restante ficou para a chamada "segunda época".
São já passados 49 anos. Desse grupo saíram professores do ensino de primeiro e segundo graus, advogados, contabilistas, médicos e engenheiros que também exerceram a docência em nível superior e professores universitários.
1ª fila: Geni Rosa, Toninho Muraro, José Carlos Neves Lopes, Luiz Antonio Cal de Oliveira e Silva, José Agostinho Gabrioti, Estevam Artur Ribeiro Marguti, Mário Aparecido Vascão, Luiz Gonzaga Tone, Mário Hisao Kobuti;
2ª fila: Nair Tanaka, Sumie Numa, Alice Takahesu, Odair Marques da Silva, Auro Tanaka, Luiz Cordoni Júnior, Licínio Fantinati, Mávilo Perino;
3ª fila: as irmãs Diná e Dinorá Vieira Botelho, Abelina, Yasue Honji, Ivone Bortolato, Carlos Lopes Baia, Roberto Shinozaki, Moacir Sanchez .
Foto por Francisco de Almeida Lopes

28.10.11

AGENOR PEDROTTI (1927-2011)

Hoje, 28 de outubro, acabo de receber em meu apartamento a edição do dia 23 de outubro do jornal a "Folha de Ourinhos". Lendo o semanário, sou surpreendido à página 10, com uma homenagem de Marisa Pedrotti a seu pai, falecido em 13 de outubro passado.
O nome de Agenor Pedrotti me era familiar desde a infância. Minha tia Lourdes foi muito amiga de Jovita Leonel com quem ele se casou. 
Anos mais tarde, sua filha Marisa alugou uma casa de minha mãe, fronteiriça à nossa,  onde estabeleceu uma imobiliária. Agenor, já aposentado para lá a diariamente dar uma "força" à filha, de modo que pelas idas constantes a Ourinhos nos víamos com frequencia. 
Homem correto, culto, afável,  granjeou ao longo da vida muitas amizades e o respeito dos que o conheceram.
Faço aqui a minha homenagem a ele, transcrevendo o lindo artigo de Marisa. Meus sentimentos aos familiares.

O PASSADO MANDA LEMBRANÇAS: 1937

No ano de 1937, "A Voz do Povo" teve a contribuição de um bom jornalista chamado Sansão Ferreira. O jornal tornou-se mais crítico:



Esse sonho não se concretizou naquele ano, mas sim dez anos depois na gestão de Cândido Barbosa Filho.


Alguns anos depois, esse sonho concretizou-se.




23.10.11

CARLOS CASSETARI, O CANTOR MUSEÓLOGO




Mesmo morando em São Paulo desde 1965, acompanhei a existência  do Museu Histórico e Pedagógico "Antonio Carlos de Abreu Sodré", criado pelo  decreto nº. 52.034, de 12 de junho de 1969. Isso porque meu pai  , Francisco de Almeida Lopes, era um entusiasta dessa instituição. Relatava-me sempre informações  sobre ela,  que tantas mudanças de local enfrentou. Ele era um frequentador habitual,  e lamentava a falta de cuidado para com o acervo inicial que,  em grande parte, acabou desaparecendo. 
Eu somente vim a conhecer o Museu quando de sua instalação na Vila Margarida, inaugurado pelo prefeito Claury Alves da Silva, no ano de 1993. Na ocasião, sua denominação já havia sido mudada para Museu Histórico e Pedagógico de Ourinhos,
No entanto, somente começei a frequentá-lo, em minhas visitas a Ourinhos, quando de sua instalação no   Centro de Convivência “Benedicto da Silva Eloy”, na Praça Henrique Tocalino S/N, em 1996. 
Minha mãe falava-me constantemente sobre o responsável pelo Museu, um ourinhense parente dos Migliari, que se chamava Carlos Cassetari.
Assim, fui lá numa visita à cidade. Iniciei com Carlos uma conversa agradável, pois ele tinha muitas informações sobre a cidade e seus antigos moradores, filho que era de pioneiros ( Rafael Cassetari). Nasceu dessa forma   uma amizade que me levou a visitar o Museu sempre que ia a Ourinhos. O cuidado de Carlos para com o  Museu  levou-me a doar uma parte do acervo  de fotos e negativos de meu pai  para a instituição. 
Mudanças  políticas retiraram Carlos Cassetari do Museu, o que muito o abalou. Tinha amor para com essa instituição.
Carlos era dono de uma bela voz.  Começou sua carreira s cantando na Orquestra de Lino Ferrari  e na ZYS7 Rádio Clube de Ourinhos. Depois mudou-se para São Paulo, onde continuou a cantar na vida noturna. Tivemos longos papos sobre esse período de sua vida.
Anos mais tarde, retornou a Ourinhos com a esposa, quando então começou a trabalhar no Museu.
Fica aqui registrada  minha homenagem para com esse amigo  ourinhense.
Foto:  Gomes, Marco Aurélio. "Divina Comunhão - festa de todos os sons: 10 anos do Festival de Música de Ourinhos/Marco Aurélio Gomes, Neusa Fleury Moraes - Ourinhos, SP: Ipê, 2010.

15.10.11

PROFESSORES DA ESCOLA TÉCNICA DE OURINHOS

No período que envolve os anos de  1940 a 1960, era muito comum profissionais competentes em áreas técnicas, atuarem também como professores nos cursos técnicos e mesmo no ginasial e  secundário.
Assim aconteceu com o "Ginásio de Ourinhos", criado em 1939. A instituição de ensino contava  com dois advogados de renome no seu quadro de docentes: João Batista de Medeiros e Júlio dos Santos. 
Igualmente, a Escola Técnica de Comércio de Ourinhos, criada pelo professor Jorge Herkrath, antigo professor do "Ginásio de Ourinhos" , nos anos 1950, tinha em seu quadro docente profissionais renomados da cidade. A escola funcionava na Rua 9 de Julho, no prédio  onde hoje se encontra o Colégio Anglo. Na verdade esse sobrado havia sido construído na área reservada ao jardim da casa que lá existia, que fora residência do prefeito Benedito Martins de Camargo, nos anos 1930. 
O professor Jorge lá residia com sua família. Eram vizinhos de cerca de minha avó, que morava na rua 9 de Julho nº 102.
Anos depois, com o aumento da demanda por vagas, construiu-se outro sobrado nos fundos do terreno. 
Inúmeras turmas de  técnicos em contabilidade  foram formados nesse estabelecimento de ensino. Eu fiz parte de uma delas, a do ano de 1965. 
Dona Maria Francisca Herkrath, esposa do professor Jorge, foi ao longo dos anos seu braço direito nesse estabelecimento de ensino. Dona de um belo sorriso, meiga, teve uma vida longa, atingindo os 98 anos (faleceu em 2009).      
Nesta semana em que se comemora o "Dia do Professor" quero homenagear alguns dos meus professores da Escola Técnica de Comércio de Ourinhos: Luis Carlos Althoff, Carlos Nicolosi, Harugi Seno e Hermilo Tupiná (os dois últimos já falecidos) .

FOTO: Foto Machado







9.10.11

A MISS SÃO PAULO 1955 - ETHEL CHIARONI







Ethel Chiaroni, representando o Esporte Clube Floresta, da capital, foi escolhida Miss São Paulo de 1955. No Concurso de Miss Brasil esteve entre as finalistas: Miss Amazonas, Annete Stone; Emília Corrêa Lima, Miss Ceará; Ethel Chiaroni, Miss São Paulo; Ingrid Schmidt; Miss Rio de janeiro e Gilda Medeiros, Miss Pará. 
A vencedora foi a Miss Ceará, com oito pontos. Três candidatas obtiveram o segundo lugar, com dois pontos cada uma: Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo. O terceiro lugar ficou com a Miss Pará (um ponto).



Ethel Chiaroni foi convidada a visitar Ourinhos, ocasião em que esteve na Santa Casa de Misericórdia e na Soprami. Na ocasião foram feitas várias fotos. A que ilustra a coluna hoje foi tirada nas dependências da Santa Casa. Ethel Chiaroni está ao centro trajando casaquinho e saia justa, ao seu lado à esquerda uma das filhas do casal Tatá e Hermelino Agnes de Leão. À direita são vistas alunas do Curso Normal entre as quais se acha, no canto direito, Dalva Amaral, professora do Sesi por muitos anos e coordenadora de Programas da Melhor Idade da FUNDAÇÃO EDUCACIONAL “MIGUEL MOFARREJ. Uma grande amiga.
Foto 1: Ethel Chiaroni na Santa Casa, de autoria de José Machado.
Foto 2: as cinco finalistas do Concurso Miss Brasil 1955, da esquerda para a direita: Miss Amazonas, Annete Stone; Emília Corrêa Lima, Miss Ceará; Ethel Chiaroni, Miss São Paulo;Ingrid Schmidt,Miss Rio de janeiro; e Gilda Medeiros, Miss Pará. (Foto O CRUZEIRO,9/7/1955)




Miss São Paulo, 1955. Foto por José Machado, colorizada por Francisco de Almeida Lopes 

2.10.11

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DE 25/9 A 2/10

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DESFILE



Complementando o assunto da semana passada,  temos esta bela foto. Ela mostra um instante da comemoração do Sete de Setembro em Ourinhos naquele ano. A população que acorreu ao Campo do Operário Futebol Clube ocupava as arquibancadas para assistir às apresentações do Tiro de Guerra e das escolas.O tempo estava fechado como mostram as nuvens carregadas. Foi um Sete de Setembro com muito barro,  numa cidade ainda sem calçamento.

DESFILE, por Luciano Correa da Silva:

Ò Pátria amada..." - o som repercutia
do hino  antado com o maior respeito.
Crendo na vida, alegre, o amor no peito.
o pálio de esperança me cobria.

Mas a realidade, o dia-a-dia
deixou-me pensativo, contrafeito...
Decido reviver, meio sem jeito,
os idos tempos em que me iludia.

Retorno à adolescência, e então me lembro
daquele eterno Sete de Setembro,
eu que me homem, cedo , sem favor me fiz.

E vejo minha Pátria, ainda menina,
sonhando o sonho bom, que não termina,
de ser não só amada, mas feliz.

In "Poemas do Vale" - Ourinhos 1993. 
Foto por Francisco de Almeida Lopes