28.8.11

OURINHOS: RELEMBRANDO OS ANOS 1940



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Augusto Fernandes Alonso, um mestre na marcenaria. Alguns sobrados dos anos 1930 e 1940 ainda têm escadas de sua lavra.  O belo púlpito da antiga Igreja Matriz, que se encontra no Museu,  é obra sua. Homem culto, sogro do profº Norival Vieira da Silva, lembro-me dele sentado à porta de sua casa na Avenida Altino Arantes, ao anoitecer.


No início dos  anos 1940, Ourinhos ainda não tinha uma Santa Casa e a campanha pela sua edificação ganhava força.
O Ginásio era uma instituição de ensino privada com subvenção da prefeitura. 



NECROLÓGIO


POETAS



O Externato, era de propriedade de Constantino Molina. Alguns tios, uma tia e minha mãe lá fizeram o ginásio comercial.   



21.8.11

HOMENAGEM AOS FERROVIÁRIOS


Com a encampação da Companhia Ferroviária São Paulo Paraná, em 1944, o Governo Federal criou a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina - RVPSC, resultante de várias  ferrovias que existiam desde o final do século XIX, nos estados do Paraná e Santa Catarina. Essa ferrovia, com a Lei Federal 3.115, de 16/3/1957 passou a integrar a Rede Ferroviária Federal. Com a privatização das ferrovias, em 1997, o trecho da RVPSC passou a integrar a América Latina Logística.
A RVPSC tinha um belo emblema.
 

Num determinado momento dos anos 1960, meu pai reuniu esse grupo de ferroviários de Ourinhos (pessoal de linha, que "dava duro" na manutenção da malha) para uma foto tendo ao fundo vagões da RVPSC.
Infelizmente, não tenho os nomes dos que nela estão. Talvez o Museu Histórico Pedagógico de Ourinhos possa com o tempo identificá-los.
A identificação já se iniciou com a mensagem que recebi do ourinhense Sérgio Bueno, o qual reconheceu " ANTONIO ROIZ MARTINS, casado com uma irmã de meu pai de nome APARECIDA BUENO ROIZ, ambos já falecidos. Na foto ele aparece em pé, de camisa clara, sendo o quarto da direita para a esquerda, com a cabeça coincidindo com o final do vagão que está atrás dele. Meu tio, ANTONIO ROIZ MARTINS, era irmão de JOSÉ RUIZ MARTINS (é Ruiz mesmo), também já falecido, que era conhecido pela alcunha de Zéquinha, jogador de futebol em sua juventude, tendo jogado, inclusive, no Coritiba Futebol Clube"
Outra identificação foi feita por Benedito Brianese, que escreveu: aqueles senhores que estão em pé, encostados nos vagões, contando da esquerda para a direita, o segundo, trata-se do Sr. Santino Brianese, revisor, por sinal, era o meu PAI.
Foto por Francisco de Almeida Lopes    

14.8.11

OURINHOS NO ANO DE 1940 (II)



CLIQUE SOBRE A FOTO
Vemos aqui a parte superior onde podemos verificar que o limite leste da cidade eram duas fazendas de café.
Pode-se ver, à esquerda, o Ginásio de Ourinhos rodeado por cafezais. Igualmente o contorno da Estrada de Ferro Sorocabana.
Na Atual Rua do Expedicionário - nota-se,  também,  a Clínica de Olhos, Ouvido e Garganta do drº Ovídio Portugal, prédio ainda existente. O sobrado de esquina mais adiante deve ser o construído por Augusto Fernandes Alonso, sogro do profº Norival Vieira da Silva.. 
Na Altino Arantes. Monsenhor Córdova e Expedicionário são vistas as primeiras casas construídas pela Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná e financiadas para os seus empregados do Escritório Central. As outras seriam construídas nos anos seguintes nas quadras entre as ruas Arlindo Luz e Rio de Janeiro.

O RIO PARANAPANEMA E O CLUBE DIACUÍ



Diacuí - anos 1950 - numa tarde de domingo  
Fotos por Francisco de Almeida Lopes

Ourinhos é uma cidade privilegiada, pois tem a banhá-la dois rios, um deles entre os mais importes do Estado de São Paulo o Paranapanema, o outro é o Pardo.
Segundo informações da Enciclopédia Wikipedia, o Rio  Paranapanema tem 929 km de extensão, nascendo na Serra Agudos Grandes e desembocando no Rio Paraná.
Na região de Ourinhos é um dos limites entre os Estados de São  Paulo e Paraná. 
Em toda a sua extensão possui oito barragens.
Desde 1953, às margens do Paranapanema,  existe em Ourinhos o Clube Balneário Diacuí, responsável  por felizes tardes de domingo da minha infância. A foto, dos anos 1950,  que ilustra hoje esta coluna nos mostra um aspecto do "Panema" banhando o Clube Diacuí, no momento em que uma jovem ourinhense dá um belo mergulho.
Quem seria?
Cabe aqui o soneto do profº Luciano Correia da Silva:

"SONETO DAS ÁGUAS

Lá vai meu rio, que jamais se cansa
de andar como eu andei, rio menino, 
Lépido e ufano, cheio de esperança,
lá vai meu rio, ingênuo e cristalino...

Depois, faz-se maior e o jeito alcança,
aos poucos, de incansável peregrino.
Tangendo amores, a inspirar bonança,
prossegue serpeando o seu destino...

Desce a cismar, buscando os horizontes,
ouvindo queixas de enciumadas pontes
e a voz de um barco, lá na curva extrema...

Águas serenas, puras, verdes águas,
contando histórias, afogando mágoas,
lá vai meu rio Paranapanema..."

Publicado em " Poemas do Vale" - Luciano Correia da Silva 
Prefeitura Municipal de Ourinhos 1993 p. 113

10.8.11

O CENTRO DE OURINHOS NO ANO DE 1940

           ATENÇÃO!  CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VÊ-LA NUMA RESOLUÇÃO MAIOR
Esta é uma edição que fiz de uma foto panorâmica de Ourinhos, no ano de 1940, para focalizar a área central da cidade e poder analisar detalhes. Vamos lá:
Rua 9 de Julho e Praça Melo Peixoto
1 - o prédio do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá recém-inaugurado;
2 - o Banco Francês e Italiano para a América do Sul;
3 - a Casa Zanoto;
4 -  Bar Paratodos;
5 - Café Paulista;
6 - a Igreja Matriz; 
7 - uma pensão;
8 - o Banco Comercial do Estado de São Paulo;
9 - o sobrado de Vasco Fernandes Grilo;
10 - a Estação Rodoviária (esquina com Arlindo Luz);
11 - A casa de José das Neves Júnior (esquina com Rio de Janeiro;
12 - sobrado de José das Neves Júnior recém construído (1939) e ainda existente; 
13 - a casa do Prefeito Benedito Martins de Camargo, recém falecido;
14 - a casa de Otávio Ferreira
!5 - a casa da família Vendramini
16 - a casa da família Lopes (dona Benedita);
17 - a casa de Rodrigo José da Costa;
A Atual Praça Benedito Martins de Camargo (da Catedral), paralela à 9 de Julho ainda era um descampado, tendo ao fundo o cafezal da fazenda de Horácio Soares. Atrás do descampado a casa da família Varago.Subindo a Arlindo Luz a casa de Pascoal Henrique.
No sentido do descampado para a rua Paraná:
1 - a Serraria de Júlio Mori;
2 - As casas dos irmãos Mori;
3 - A Padaria;
4 - A Casa Mori;
5 - o sobrado do Samuel (comerciante judeu de tecidos) .
Subindo a Altino Arantes:
1 - o prédio do GRO;
2 - a casa de Henrique Tocalino, ao lado na atual Antonio Carlos Mori, a casa de Narcico Nicolosi  Filho
3 - o posto de gasolina ;
4 - a Prefeitura;
5 - o sobrado do drº Hermelino de Leão.
Em frente à Estação Ferroviária
As casas de ferroviários da Sorocabana que ainda existem, preservadas pela prefeitura.
Um detalhe importante, nessa edição se vê o primeiro prédio da Igreja Metodista, na Rua São Paulo, no mesmo local da atual.  


6.8.11

LOURDES DEVIENNE FERRAZ




Lourdes já adentrou os 80. Ela nasceu em Ourinhos no dia 17 de julho de 1929. Foi a primeira filha do casal Carlos Eduardo Devienne e Benedita de Almeida Lopes Devienne. O pai viera para Ourinhos na segunda metade dos anos 1920, já experiente como ferroviário. Após uma curta passagem pela Estrada de Ferro Sorocabana, tornou-se o Chefe de Movimento da recém constituída Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, na qual permaneceu nessa função até 1944, ocasião em que a ferrovia foi encampada pelo Governo Federal.
Fez o curso normal em Santa Cruz do Rio Pardo, onde ficava interna num colégio de freiras. As freiras acompanhavam diariamente as alunas que estavam sob sua guarda até a Escola Normal, indo buscá-las ao término das aulas.
Formada, Lourdes ingressou no magistério da rede estadual pública, onde permaneceu até sua  aposentadoria. 
Em Ourinhos conheceu o jovem artista plástico,  Mário Pinho Ferraz, cujo padrasto viera para Ourinhos para gerenciar a Cargil.
Casaram-se  no início dos anos 1950, na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus (Igreja velha). 
Em 1956, o casal mudou-se para São Paulo. 
Tiveram os filhos Mário (Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo),  Ricardo (bacharel em direito) e Carlos Eduardo (arquiteto). Mário já faleceu.
Esta foto do casamento de Lourdes, feita por seu tio Francisco de Almeida Lopes, é a única que conheço do interior da Igreja Matriz.
Na foto ampliada, percebem-se alguns detalhes do seu interior, como a porta de entrada onde, sobre duas  colunatas,  havia imagens de santos.
A noiva é levada ao altar por seu pai. Logo atrás no cortejo são vistos o tio da noiva Alfredo Devienne e a madrasta Avelina de Almeida Devienne.
Abrindo o cortejo, as  crianças (primos da noiva): Maria Anselma Devienne Monteiro e José Carlos Neves Lopes. 





MARTA ROCHA EM OURINHOS 29-6-1955 II - O BAILE

A visita de Marta Rocha a Ourinhos teve como objetivo arrecadar fundos para a Caixa Escolar do Grupo Escolar "Virgínia Ramalho", o "Grupinho", "Grupão" era o mais velho o "Jacinto Ferreira de Sá". Para tanto, a comissão organizadora promoveu um baile-concurso com a participação de várias jovens da sociedade ourinhense  e  a presença da nossa Miss Brasil. Houve transmissão pela ZYS7 Rádio Clube de Ourinhos. A vencedora do concurso foi uma das filhas do casal Hermelino e Tata, Lilia.

A saudação a Marta Rocha foi feita pelo jovem Luciano Correia da Silva, anos mais tarde um dos meus professores de português no IEHS e na ETCO.

As fotos são do acervo de meu pai.



A comitiva deixa a residência do casal Bessa. Vemos aqui Alfredo Bessa, Marta e suas acompanhantes, Selma Abucham e Irene D'Andrea. O sobrado dos Bessa era próximo do GRO, seguindo abaixo a Altino Arantes era a casa dos Tocalino e no quarteirão seguinte o GRO.






À mesa; Demerval Ferreira, drº Bessa, Antonieta Abucham, Selma Abucham Ferreira. Virginia Bessa, Marta, suas acompanhantes, Maria Lúcia Nicolosi Cury e Mário Cury, diretor do GRO.
Atrás. Armando D'Andrea, o "velho" Segalla, Paulino dos Santos.


Dançando: Osvaldo Cardoso e a esposa Lidia. Ao fundo Demerval e sua sogra Abucham. 




Marta agradece a homenagem ladeada por Mário Cury e Luciano Correia da Silva.




Marta ao colocar a faixa na vencedora do certame, Lília Gomes de Leão. Ao fundo a Orquestra que abrilhantou o baile - a de Lino Ferrari.









A saudação proferida por Luciano Correia da Silva.
Abaixo, foto colorizada por meu pai. Em seguida o texto da saudação de Luciano Correia da Silva



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Artesão Contemporâneo Ourinhense - Henrique Oliveira filho do Ninho e de Cristina Souza