22.4.11

ROBERTO PELLEGRINO ESCREVE

Voluptuosa, a fragrância de jasmim invadia a esquina da Expedicionários com Antônio Carlos Mori (ex-Sergipe) nas noites de calor. Fazia-o de igual maneira em outra esquina, a da Benjamim Constant com Euclides da Cunha. Ele se deliciava com o perfume das brancas e diminutas flores que considerava uma espécie de marca registrada da cidade em certas épocas do ano. Em outras épocas, destacavam-se o pungente cheiro do óleo de algodão da Sanbra e aquele desagradável  emitido pela usina de açúcar São Luís. Passados anos e mais anos, ele os recorda com saudade, pois o acompanharam enquanto durou sua juventude.  Agora, dos antigos odores, sobrou apenas o ruim emitido em determinado período pela usina; e quando ele, vez por outra, volta à cidade, busca em vão pelo perfume de jasmim.
Pelleberto Rogrino

17.4.11

O PASSADO FUTEBOLÍSTICO ENVIA LEMBRANÇAS















As fotos foram enviadas por meu colega dos bancos ginasianos, professor Carlos Lopes Baia 

Fotos cedidas pelo sr. Geronimo da Silva - policial militar aposentado e secretário na Associação dos policiais militares - rua 9 de julho.

MANOEL DE MELO, O EDIL DA VILA ODILON



Ainda adolescente, ouvi falar pela primeira vez em Manoel Theodoro de Mello (1918), dono de um açougue na Vila Odilon. Na época, a Vila Odilon era um pouco distante da "cidade", para nós era como se fora um distrito. Era a vila das olarias com suas chaminés que se viam de longe. Olarias dos Fantinatti, dos Ferrazoli, Carnevalli, do Tone, a que que conheci de perto por força de minha amizade com a família.
A Vila Odilon, segundo narra Jefferson DEl Rios em "Ourinhos, Memórias de Uma Cidade Paulista" , elegeu Manoel de Mello sete vezes vereador. Filiado à UDN, foi eleito pela primeira vez em 1955. 
Essa foto, é de uma homenagem ao jornalista Salvador Fernandes, também vereador pela UDN e proprietário do jornal "Diário da Sorocabana" (recebendo  abraço).
 Sentado à mesa, vê-se de perfil Manoel Teodoro de Melo (ao centro).
Esta coluna homenageia assim a figura de Manoel Teodoro de Melo, o edil da Vila Odilon. 
Foto por Francisco de Almeida Lopes

9.4.11

JAYME CANET JÚNIOR, GOVERNADOR DO PARANÁ


Jayme  Canet Júnior foi governador do Paraná entre 15 de março de 1975 e 15 de março de 1979. Tendo nascido em Ourinhos (1925), mudou-se com os pais, para o Paraná onde se desenvolveu toda a sua carreira, voltada para atividades no comércio, na agricultura e na pecuária.
Coordenou as campanhas de Ney Braga em 1960 e a de Paulo Pimentel em 1965.
Ingressou na ARENA em 1966.
Em 1974, foi escolhido pelo presidente Ernesto Geisel para ser o governador do Paraná,
Creio que essas duas fotos tenham sido feitas por  ocasião da inauguração da nova ponte rodoviária sobre o rio Paranapanema..
A seu lado, está José Richa, que viria a ser Senador e Governador.
Fotos por Francisco de Almeida Lopes

3.4.11

OURINHOS EM 1936


Clique sobre a foto.

Este é um belo instantâneo da Praça Melo Peixoto pela felicidade do ângulo pelo qual a foto foi tomada.
 São vistas duas extremidades da Praça em  em primeiro plano: à esquerda  a ocupada pela loja  "Casas Pernambucanas", à direita  a do prédio mais bonito da cidade naqueles anos, o do Banco Comercial do Estado de São Paulo.
 A presença de uma menina que observa a vitrine das "Pernambucanas" dá à foto um ar poético.
Coincidentemente, essa loja famosa acabou ocupando as duas extremidades da Praça, pois sua nova sede acabou sendo construída no local ocupado anteriormente  pelo Banco.
Dois cartazes nas duas extremidades apontadas anunciam a programação do Cine Pedutti.
À porta do Bar Paulista, um senhor de terno branco observa o movimento da Praça.  
Na outra extremidade da Praça vê-se a entrada do Banco Francês e Italiano para a América do Sul, à época gerenciado pelo jovem Silvano Chiaradia.
Nesse ano, 1936, as eleições municipais haviam sagrado  vereadores:
  •  pelo Partido Constitucionalista: Benedito Martins de Camargo (191 votos); Rodopiano Leonis Pereira (77) Vasco Fernandes Grilo ( tio do Esper Curi)  (43); Olavo Ferreira e Sá  (35) Antonio Carlos Mori (35); Benedito Monteiro (Contador da São Paulo-Paraná) (34);  
  • pelo Partido Republicano Paulista: Carlos Augusto do Amaral (136); Naciso Nicolosi Filho (Seu Zico) (51); Álvaro de Queiroz Marques (Farmacêutico) (32). 

Vai bem  aqui o soneto do professor Luciano Correia da Silva:

PRESERVAÇÃO

Se eu disser que te amo,
rejuvenesço.
Mas me destruo
se disser que te pertenço. 
In Poemas do Vale, Ourinhos 1993

Foto por Francisco de Almeida Lopes