20.3.11

OS SERESTEIROS PASCHOAL HENRIQUE E ALFREDO DEVIENNE

Esta é uma foto bem  antiga, deve ter mais de 80 anos, pois foi tirada nos anos 1920, em finais, creio.
Á direita vemos o senhor Paschoal Henrique (ao bandolim), italiano que foi vizinho de meus pais na rua Arlindo Luz. Ele tinha duas filhas, uma delas chamava-se Catarina e era casada com João Silvestrini. Dona Catarina morava com o pai. A filha dela,  Antoninha, após separar-se do marido, veio morar com a mãe juntamente com os dois filhos homens ainda muito pequenos: Francisquinho e Carlos Alberto. Carlos Alberto, o caçula, veio a ser meu afilhado de Crisma, Antoninha era uma bela moça loura. Trabalhava numa das unidades do Posto de Saúde.
Paschoal foi por muitos anos o guarda noturno do Pastifício de Rodopiano Leonis, prefeito de Ourinhos, em 1931.
Toda tarde, saia para dar umas voltas pela cidade, munido de sua bengala inseparável. Muito sorridente,  postava-se em pé no portão de sua casa cumprimentando a todos que por ali passavam.
Gostava muito de ir ao cinema; quase diariamente lá ia Paschoal ao Cine Ourinhos, sentando-se sempre na mesma poltrona.
Como bom italiano apreciava música e fez muitas serestas com amigos quando jovem, tocando bandolim.
Ele é visto aqui ao lado de outro apreciador de música (ao violão), amante de ópera e fã de Maria Callas, o primo de papai, Alfredo Devienne, dono da famosa "Casa dos Fogões", na Rua Paraná, pai do professor  Alfredo Devienne, que foi Secretário de Esportes, e de Ademar Devienne, que gerenciou a loja do pai por muitos anos ao lado da mãe Isolina. Na outra foto, dos anos 1960, Paschoal é visto cumprimentando a noiva  Marisa Ferreira Batista tendo ao lado o noivo Irineu Ferrazoli. Os Ferreira Batista também eram vizinhos de Paschoal.
Fotos por Francisco de Almeida Lopes

12.3.11

A IGREJA MATRIZ DO SENHOR BOM JESUS VISTA DO ALTO


Dentre as fotos aéreas de Ourinhos feitas pela empresa  Foto Postal Colombo,  no início dos anos 1960, esta é mais bonita. A empresa tirava  essas fotos a partir de um aeroplano voando em  pouca  velocidade e baixa altitude, daí a qualidade que apresentavam.
A então Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus passava por um processo de acabamento externo, já ostentando as suas belas torres.
A Praça Prefeito Benedito Camargo, ainda um descampado mostrava-se rodeada por flamboyants . No seu lado direito pode-se ver o espaço que fora ocupado até então pelo barracão que servira de cinema. Ali a Congregação Mariana fazia suas reuniões e realizava sessões de cinema aos sábados, as quais muito frequentei quando criança. 
Ao fundo, vê-se uma parte da antiga fazenda de Horácio Soares já com o cafezal erradicado e prestes a ser loteada.
À esquerda, pode ser vista uma parte da área verde que rodeava a casa de Horácio Soares, então ocupada por seu filho Bertico e a esposa Nancy Nicolosi.
Também se vê, à esquerda, uma parte da Serraria dos Irmãos Mori, em pleno coração da cidade.
Um garoto é visto em sua bicicleta em frente a Igreja, talvez seja eu,  que costumava fazer voltas em torno da igreja diariamente. 
Outro detalhe da foto, à direita, é o enorme cruzeiro que fora levantado ali por padres missionários  nos anos 1950,  e que resistiu bravamente à ação do tempo até os anos 1980, creio.
O entorno da Matriz era utilizado por nós crianças, nos anos 1950, para diversos jogos e brincadeiras.
Foto Postal Colombo
    

6.3.11

A ARTE DA FOTO EM ESTÚDIO EM OURINHOS: FREDERICO HAHN, JOSÉ MACHADO DIAS E SHUKI SAKAI

A foto em estúdio é tão velha quanto a fotografia. Intensamente utilizada no século XIX, adentrou o século XX, vindo  praticamente a desaparecer no último quartel do século passado.
Casamento,  primeira comunhão, grupos de amigos (as), grupos familiares e outros eram objeto de ida ao fotógrafo para registrar momentos importantes da vida de cada um.
Conheci  três grandes fotográfos de estúdio em Ourinhos: Frederico Hahn, José Dias Machado e Shuki Sakai . Os três faziam, maravilhosamente, fotos em estúdio nas quais a pessoa posava. A foto era então revelada e retocada, ocasião em que  a arte do retoque entrava em ação.
Meu pai foi amigo dos três, por esse motivo  conheci de perto os três estúdios. O Foto Vitória, do Frederico, ficava na 9 de Julho, o  Foto Machado  na Praça Melo Peixoto e o Foto Sakai em frente ao Cine Ourinhos.
Seguem aqui alguns exemplos familiares da arte desses três fotógrafos:



 Casamento de Amélia das Neves e Francisco de Almeida Lopes, em 8/7/1943. Autoria Frederico Hahn, o original contém uma dedicatória de Frederico. O vestido de noiva foi confeccionado por d. Maria Petronilha , tia do Alberico Albano. 
 Meu tio Carlos Eduardo Devienne, a mãe Anselma Godoy de Lima Devienne,  a segunda  esposa Avelina Almeida e os filhos. Foto Frederico Hahn
Amélia das  Neves Lopes, em 1948 Foto Frederico Hahn