18.7.10

'LES GIRLS" DOS ANOS 1960





Esta foto, gentilmente cedida por minha amiga de tantas horas – Cristina Souza – certamente trará lembranças agradáveis para muitos dos jovens dos anos 1960,
As jovens são, quase todas:

1. MARLENE ALBERINE
2. OLENKA ABUJAMRA DE MELO SÁ (hoje PRADO DE ALENCAR)
3. SOLANGE APARECIDA TEODORO
5. M. DAS GRAÇAS GALVÃO (hoje BESSA)
6. BENEDITA TEIXEIRA
7. ANGELA PINHEIRO (hoje Ribeiro Margutti)
8. MARIA DILZA DE FREITAS 
9. CRISTINA SOUZA
10. SILVIA NICOLOSI CORREA
11. MARIA DE FÁTIMA TOJEIRO CARVALHO
12. DENIZE TEODORO
13. ANGELA PISÁPIO
15. ANA ROMERO
16. GUACYRA FERRARI
17. ELIZABETE CAPATTO
18. YEDA TEIXEIRA DA SILVA

“DEIXAR EU ANDAR DESCALÇA”

In http://poesiasecasos.blogspot.com , por Dalva Maria Ferreira

Deixa eu andar descalça nas calçadas,
nas ruelas

e nos becos

que fizeram da infância um lugar mágico.
E mergulhar pelada na água clara
do riacho
que deságua
além das pedras recobertas de taboa.
Deixa eu ter na boca o gosto doce
das goiabas
e das mangas
arrancadas dos quintais circunvizinhos.
E dormir à noite, ouvindo os bichos,
sapos,
grilos,
sonhar
talvez, e não pensar em acordar.

10.7.10

OURINHOS E A REVOLUÇÃO DE 1932



Ourinhos, Xavantes, Ribeirão Claro, Salto Grande e
Santa Cruz do Rio Pardo, por sua localização geográfica, tiveram importante papel na Revolução de 1932.

As tropas federais, vindas do sul, tinham que atravessar o Paranapanema para chegar a São Paulo, portanto, a região circunvizinha ao rio foi palco de luta intensa, com bloqueio de ferrovia, ataque a trem blindado. A região da chamada “Pedra Criminosa”, nas margens do Paranapanema sediou tropas federais até a invasão de Ourinhos.

Conforme cita o professor Roberto Bondarik em seu blog"HISTÓRIA E INFORMAÇÃO - O Paraná e o Norte Pioneiro: histórias, análises, contos e casos", a ordem do dia da Coluna João Francisco dizia:

O que foi a marcha e travessia do Paranapanema, o que foram os dias de inquietação e de sacrifícios, sob a inclemência do tempo, sem calçados, sem agasalhos, quase nus, parcamente alimentados, sob intensa e violenta fuzilaria na defesa da ponte metálica para Ourinhos, não poderei eu dizer, que horas tais vivem-se, sentem-se, depois de se ter vivido, mas não se pintam, nem se descrevem”.

Aqui havia sido formado o Batalhão Teopompo, constituído por moradores que se alistaram. O Batalhão era comandado pelo Capitão Carlos Amaral que aparece no centro da foto. Carlos Amaral, filho do coronel Vicente Amaral, foi por muitos anos proprietário de uma importante casa de secos e molhados na Avenida Jacinto Sá, que cheguei a conhecer. Quando meu pai veio para Ourinhos, em 1924, Carlos Amaral tornou-se um de seus primeiros amigos.

As tropas federais, por fim, invadiram Ourinhos. Lembro-me de minha avó contar a respeito da ação dessas tropas na casa de Benedito Martins de Camargo, um dos líderes do Partido Democrático local, e que era seu vizinho de cerca, na Rua Minas Gerais, atual 9 de Julho.

Na Bibliografia sobre a Revolução de 1932, arrolada pela Wikipedia, há uma publicação ourinhense, de autoria do professor Constantino Molina:

MOLINA, Constantino A. A Revolução no Setor de Ourinhos. slp, scp. sd. 23p

Constantino Molina foi um educador radicado em Ourinhos, onde viveu até meados dos anos 1940. Era proprietário do Externato Ruy Barbosa, localizado na Avenida Altino Arantes, onde hoje se encontra a Caixa Econômica Federal. A escola proporcionava Curso Comercial e Ginásio Propedêutico. Meus tios João e José e suas irmãs, Amélia e Maria lá estudaram.

Na foto está, ao centro, o Padre Vitor Moreno, vigário local. Portando a Bandeira Nacional, no coreto, a esposa do dentista, por três vezes prefeito de Ourinhos, José Felipe do Amaral.


7.7.10

CONSTRUÇÕES ANTIGAS DE OURINHOS

O sobrado abaixo no seu aspecto original, na foto minha tia Maria Neves
Sobrado de propriedade de José das Neves Júnior ( residencial) (1939) - Rua 9 de Julho, esquina com Rio de Janeiro.
Sobrado na Avenida Jacinto Sá (1940) (residência e comércio)
Sobrado de Alberto Fernandes Grillo (1941) - inteiramente residencial. A reforma de uma das alas desfigurou o projeto original - Avenida Altino Arantes
Os dois mais antigos sobrados de Ourinhos
Uma das construções das muitas que a SPP financiou para seus empregados ( início dos anos 1940). Praça Benedito Camargo/R. Rio de Janeiro . ainda mantém suas características originais
CRÉDITOS
Foto 1 - Francisco de Almeida Lopes
As demais: José Carlos Neves Lopes

3.7.10

IRENE FACINI BASSI E O "DIA DA BANDEIRA" DE 1942.



Clique sobre a foto
O Dia da Bandeira, de 1942, como de hábito, foi comemorado em Ourinhos como muitas festividades, como pode ser visto nessa nota de "A Voz do Povo". A madrinha do Tiro de Guerra desse ano foi a jovem Irene Facini.
Irene Bassi já falecida, foi casada com Armando D’Andrea, formando um casal dos mais ativos dentre os membros do antigo Rotary Clube de Ourinhos. O senhor Armando, com mais de 90 anos, ainda pode ser visto, diariamente, no Petshop de sua propriedade, na Rua Arlindo Luz, ao lado do Shopping. Foi membro da antiga UDN. O casal teve os filhos Armando, que foi meu colega no ginásio, e Arnaldo.
Irene era irmã de Nair Cury, viúva do prefeito Esperidião Cury, e de José Facini Bassi.
A foto mostra a turma do Tiro de Guerra 198, na entrada da velha Igreja Matriz, tendo ao centro a madrinha da turma de 1942, Irene e o instrutor Sargento Pedro Coppieters Moreira.
A nota " O Dia da Bandeira" foi publicada em "A Voz do Povo" , de 21-4-1942