27.3.10

O SOBRADO DA FAMÍLIA CURY



A edição de 9/8/1931, do jornal "A Cidade de Ourinhos, publicou:
"Os srs Miguel Cury e João Fiorillo, tendo adquirido do Banco Commércio e Indústria o terreno sito à esquina da Praça Mello Peixoto e rua São Paulo, vão proceder à construção imediata de dois ótimos prédios" ( in: Jefferson Del Rios - Ourinhos - Memórias de uma Cidade Paulistana, p. 226).
As referidas construções efetivamente foram erguidas.
Miguel Cury fez edificar um belo sobrado residencial, com estabelecimento comercial ao lado.
Essa edificação, uma das mais bonitas da década de 1930, esteve presente na Praça Mello Peixoto até os anos 1970, creio.
O prédio da esquina era o de João Fiorillo, que nele instalou a bela "Joalheria Fiorillo".
Ao lado do seu sobrado residencial, Miguel Cury instalou sua Agência Chevrolet, que também aparece na foto. Anos mais tarde, essa agência foi reformada, vindo a ser mais bela da cidade no gênero.
Nesta foto, o sobrado está passando por uma pintura externa, trabalho que esteve a cargo de Alfredo Devienne, primo de meu pai, e que, à época, empreitava trabalhos dessa natureza. Nos anos 1940, Alfredo montaria um importante estabelecimento comercial na Rua Paraná - a "Casa dos Fogões".
Na foto, vemos Alfredo, em primeiro plano, ao lado da bomba de gasolina da Agência Chevrolet.

20.3.10

ESTUDANTES NA PRAIA




Em dezembro de 1961, um grupo de estudantes do Instituto de Educação Horácio Soares, parte deles membros do Grêmio Estudantil Rui Barbosa (GERB), foi a Santos em excursão. Lá, na praia do Gonzaga, o grupo posou para a história.

São eles:

Da esquerda para a direita - em pé:

Anibal Garcia Siqueira (presidente do Gerb)

Jefferson Del Rios Vieira Neves (Gerb)

Aureliano Gonçalves Cerqueira (Gerb)

Paulo Cesar de Oliveira (Gerb)

Sentados/abaixados

Paulo Zanoni (falecido)

Nilson Diccini

Alencar Pascoalino

Eglair Vascão

Orlando Marques



Como diz o poeta Carlos Drummond de Andrade, em "Memórias"

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

15.3.10

PAULO PIMENTEL - GOVERNADOR DO PARANÁ


Paulo Cruz Pimentel nasceu em Avaré, no dia 7 de agosto de 1928. Formou-se em direito pelaUniversidade de São Paulo, em 1953.

Tendo se radicado no Paraná, veio a participar do governo de Ney Braga, do qual tornou-se Secretário da Agricultura.

Em 1965, foi eleito governador pelo Partido Trabalhista Nacional (31-1-1966/15-2-1971).Seu governo foi responsável, entre outras ações, pela interiorização do ensino superior, com a criação de universidades estaduais em Londrina, Maringá ePonta Grossa.

Após o término de seu mandato, dedicando-se a atividades empresariais. É o proprietário do grupo de mídia paranaense Paulo Pimentel (jornal O Estado do Paraná).

Retornou à política em 1987, quando foi eleito deputado federal, tendo participado da Assembléia Nacional Constituinte.

Durante sua gestão, esteve em Ourinhos quando da inauguração da FAPI. Na ocasião, visitou a principal indústria da cidade, a Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro - SANBRA. Essa foto, por Francisco de Almeida Lopes, mostra o governador (ao centro) e seus assessores quando recepcionados, no escritório da fábrica, pelo gerente da mesma, José Fernandes de Souza (à direita).

7.3.10

NICE NICOLOSI E ANTÔNIO CARLOS CORRÊA




Eles se conheceram em 1945. Nice tinha apenas 14 anos e acompanhara o pai na cerimônia de casamento de Marcos Reginato. Lá aconteceu a primeira troca de olhares com o jovem Antônio Carlos Corrêa, de Santa Cruz do Rio Pardo. Com certeza no cruzar de olhares “ouviram os sinos baterem”. Depois, novo encontro no footing da Praça Melo Peixoto, os primeiros papos e o namoro começou. Três anos depois, o casal deixava a Igreja Matriz unido pelos laços do matrimônio. Já lá se vão sessenta e dois anos.
Nice, professora de piano da Escola de Música até hoje, foi aluna do maestro Andolfo Galileu, que viu no talento de sua aluna a probabilidade de uma carreira de concertista. O amor falou mais forte, e Nice dedicou-se à família, tornando-se mais tarde uma excelente mestra de piano.
Meu contato contato mais próximo com Nice  aconteceu há não muitos anos, embora eu já tivesse uma proximidade com sua irmã Nancy, esposa do Bertico Soares, que após seu casamento foi morar na casa que fora do sogro (Horácio), na Arlindo Luz, 478. Nós morávamos em frente, no número 479. Também graças a essa vizinhança daqueles bons tempos fiquei conhecendo de perto dona Alzira Tocalino Nicolosi, mãe das duas. O irmão mais velho de Nice, Lúcio, foi colega de grupo de minha mãe, e Carlos, meu professor na Escola Técnica de Comércio de Ourinhos.
Após o casamento, Antônio Carlos foi trabalhar na Cargil sendo, logo depois, promovido a gerente e removido para Arapongas, especializando-se no trabalho com cereais. Os silos de Ourinhos e de Arapongas foram pioneiros na silagem, armazenamento, resfriamento e transporte a granel de milho e soja. Após oito anos, o casal e as duas filhas Márcia e Silvia retornaram a Ourinhos, onde construíram sua casa na Rua Rio de Janeiro, a poucos metros de onde viemos a morar anos depois. Em 1964, nasceu Janine, em 1969 Renata. Hoje, todas casadas, constituem um núcleo familiar muito bonito.
Antonio Carlos trabalhou na Cargil até a sua aposentadoria.
Foi um dos grandes pescadores de Ourinhos, numa época em que havia um grupo de aficionados dessa atividade, tendo sido também presidente do Rotary Clube e do Grupo de Amantes da Música. Muito estimado na cidade, curte hoje o descanso merecido após tantos anos de trabalho.
Hoje, Nice eu mantemos longos e agradáveis papos sobre música e sobre o passado da cidade quando vou a Ourinhos visitar minha mãe.