27.2.10

A FAMÍLIA MORI




Segundo depoimento ao jornalista Jefferson Del Rios (Ourinhos - memórias de uma cidade paulista), Júlio Mori, filho de italianos de Lucca (Ligúria), veio para Ourinhos em 1918, juntamente com Angelo Milanezzi, provenientes de Botucatu.
Compraram a maior parte do quarteirão compreendido entre as ruas Cardoso Ribeiro, Arlindo Luz, Paraná e Sergipe (atual Antonio Carlos Mori), onde montaram uma serraria. Naqueles anos, a demanda por madeira era muito grande.
Mais tarde, Júlio comprou a parte do amigo, ficando sozinho no negócio.
Diversificou suas atividades montando uma casa de secos e molhados no trecho do quarteirão que dava para a rua Paraná. Essa casa comercial cheguei a conhecer. Possuía um balcão comprido, tendo atrás enormes prateleiras onde ficava exposta a mercadoria. Era uma época em que arroz e feijão eram comprados a granel. Alguns de seus filho ficaram à frente do negócio.
À medida em que os filhos se casavam, foram construindo suas residências naquele quarteirão. A primeira casa ficava na esquina da rua Paraná com Sergipe seguindo outras quatro até esquina com Arlindo Luz. Nessa rua ficava a última, a de Oriente Mori, que envolveu-se na política local, sendo por diversas vezes eleito vereador, no que foi seguido por seu filho Ronaldo. A mesma direção também seguiu, Antonio Carlos, vereador em muitas legislaturas.
Júlio Mori foi um dos fundadores do Clube Atlético Ourinhense, de cuja diretoria muitos de seus filhos também participaram.
A foto de Julio Mori é uma edição da que foi tirada por ocasião da assinatura do contrato para a construção da nova sede do Ourinhense, nos anos 1940.

13.2.10

A FAMÍLIA ABUCHAM



Os  Abucham e Abujamra de Ourinhos, ao entrelaçarem-se, constituíram os dois maiores núcleos familiares sírios da cidade.
Os Abujamra chegaram primeiro, nas pessoas de Abuassali Abujamra, popularmente conhecido como Paschoal, Abdala, Ibrahim, Abrão, Salim e Kalil. Abuassali veio para Ourinhos na primeira década do século passado.
Pascoal casou-se com Matilde Abucham, a mais velha da família Abucham que morava em Tatuí.
Pouco a pouco os irmãos de Matilde começaram a vir para Ourinhos. O primeiro a chegar foi Antônio, que foi trabalhar com o cunhado "Paschoal", seguido por Tufy (“Casa Nortista” e “Móveis Regina”). Com a abertura do “Café Paulista”, na Praça Melo Peixoto, vieram os pais Zaki e Bacima e os filhos João e Júlio e as filhas Ida, Antonieta, Leila e Selma.
Zaki era originário da Síria, Kfeir, onde a família tinha plantação de azeitonas e criação de carneiros.
Por terem sido vizinhos de meu avô, na Rua 9 de Julho, conheci quase todos. Lembro-me do casal sentado na varanda da casa e do srº Zaki no seu passo lento indo em direção ao "Café Paulista", que marcou época na história da cidade, a duas quadras de sua residência.
Brinquei muito com o filho do Júlio e, em casa, comíamos coalhada graças à receita dada pela Antonieta. Selma foi colega de ginásio de meu tio Herculano. Com os filhos caçulas do Tufy, os gêmeos Ricardo e Regina, fizemos muito teatro de marionetes na casa do meu amigo Luiz GonzagaTone.
Pelos seus empreendimentos comerciais, os irmãos Zaki Abucham muito contribuíram para o desenvolvimento de Ourinhos.
Vemos aqui uma bela foto da família, por ocasião do casamento de Leila. Na ordem, em pé, a partir da esquerda:
1 – Aida
2 - Selma
3 - O noivo, Nadim Kappaz
4 - Julio
5 - Antonieta
6 - Tuffy
7 - João
8 - Antonio
Sentados:
1 - Bacima Abucham
2 – A noiva:Leila Abucham
3 - Zaki Abucham
4 - Matilde

11.2.10

ANTIGOS CARNAVAIS

Como estamos nos dias carnavalescos nada melhor do que pinçar uma foto dos bailes do GRO.
Eu fui um assíduo carnavalesco do GRO dos 5 aos 18 anos.
As vesperais, no domingo e na terça-feira, lotavam o salão de dança do clube.
Quase sempre menino dançava com menino e menina com menina.
Aqueles que já tinham um pouco mais de idade já dançavam com a namorada.
Meu pai sempre teve uma queda para fotografar desfiles de 7 de setembro e bailes carnavalescos. Portanto, as fotos que ficavam expostas no Foto Machado eram praticamente de sua autoria. Elas ficavam na vitrine com uma numeração a fim de facilitar a encomenda. Esta tem o número 194. Vendia-se muito.
Alguns rostos são conhecidos.  Nilza Segala ganhou um close merecido pois era uma das mais belas da sua faixa etária. A seu lado está uma garota que eu gostaria de identificar. Se não me engano tinha uma prima chamada Norma. Dançando juntas, a Helga Armentano e a Maria Elvira que viria a ser esposa do meu primo Sérgio Devienne.
Bom carnaval

7.2.10

MARIA LUCIA NICOLOSI E MÁRIO CURY




















Maria Lúcia completou 80 anos no dia 11 de janeiro de 2010.

Ela e o marido Mário formavam um dos mais belos e elegantes casais de Ourinhos.

Ele, filho de Miguel Cury e de Benedita Cury.

Miguel Cury deixou a Síria e veio para o Brasil em 1905. Com tino para o comércio foi pouco a pouco ampliando suas atividades. Nos primeiros anos da década de 1930, fez edificar um belo sobrado na Praça Melo Peixoto. Segundo contava minha avó, a população se acotovelava rente a uma das janelas desse sobrado para ouvir o som do milagre tecnológico da época - o rádio. Miguel Cury havia adquirido um rádio, o primeiro da cidade.

Dona Benedita, filha do pioneiro espanhol José Fernandes Grillo, era uma mulher alegre, entusiasta torcedora do Ourinhense, muito estimada por todos que a conheceram. O casal teve nove filhos.

Mário envolveu-se logo com o ramo de construção. Casou-se com a filha mais velha do casal Narciso Nicolosi Filho, o saudoso "seu Zico" e dona Alzira Tocalino.

Participou várias vezes da direção do Grêmio, do Rotary e do Tênis Clube.

O casal teve as filhas Marili, Mariangela e Margaret.

Infelizmente, faleceu muito cedo.

A foto mostra os dois no baile promovido pelo GRO em 1955, por ocasião da visita da miss Brasil, Marta Rocha, a Ourinhos.

2.2.10

ENCONTRO DAS PRIMEIRAS TURMAS DO GINÁSIO DE OURINHOS (1977)


NÃO SE ESQUEÇA DE CLICAR SOBRE AS FOTOS E SOBRE O DISCURSO PARA VÊ-LAS NUM TAMANHO MAIOR.

Em 1977, Lurdes de Freitas, já falecida, teve a idéia de reunir colegas de turma do Instituto Educacional de Ourinhos, ou seja das três primeiras turmas do Ginásio de Ourinhos, quando ainda era uma institição privada com subvenção da Prefeitura Municipal.









Celebrou-se uma missa na Igreja Matriz.
O primeiro à esquerda é Carlos Cury.




As colegas ouvem a saudação do colega Herculano: Anair Ferreira Bassi, Inês Souza Leal, Lurdes de Freitas e Aparecida de Freitas





Alzirinha Matachana e o profº João Batista de Medeiros
rememoram os tempos do ginásio, do qual ele foi um dos primeiros professores.



Alípio Braz (1) e Carlos Cury (3)



A turma reunida.


O último à esquerda é Abraham Abujamra, ao centro sua irmã Andume, atrás dela Maximina Azevedo. Ao Lado de Lurdes de Freitas, Selma Abucham Ferreira