22.11.09

TITO SCHIPA EM OURINHOS


TITO SCHIPA, nascido Raffaele Attilio Amadeo (1889-1965), foi um tenor italiano que se especializou nos papéis mais leves do repertório italiano e francês. O auge de sua carreira foi no período entre guerras. Sua voz era pequena, porém elegante e bonita, usada com um fraseado aristocrático e impecável dicção. Em 1961 publicou uma autobiografia denominada “Si Confessa” (Dados - The Complete Dictionary of Opera & Operetta por James Anderson).
Pois é, no início dos anos de 1950, o tenor esteve em Ourinhos, se apresentando no cinema local.
Algumas famílias italianas que cultivavam a ópera não perderam a oportunidade e lhe ofereceram recepções em suas casas.
É o que vemos nessa foto na residência de Rafael Fittipaldi. O tenor está ao centro da mesa, vendo-se da esquerda para a direita: Henrique Fittipaldi, Otávio Fittipaldi Fontana, Demétrio Gardin, Fernando Aldo Cesar Fittipaldi, Milton Fittipaldi, Rafael Fittipaldi, Rodolfo Pellegrino,Roberto Pellegrino, José Fittipaldi Lucente e o maestro Guerra.
Sentadas Aida Fittipaldi Gardin, uma acompanhante do tenor as esposas de Rafael Fittipaldi e de Rodolfo Pellegrino.
Foto cedida por Roberto Pellegrino.

16.11.09

"O CORREIO DE OURINHOS"



Esse teria sido o primeiro jornal de Ourinhos. Exemplar nº 7, de 9 de dezembro de 1917.
Editor José Martinho

15.11.09

MEMÓRIAS DE UMA ANDÁ AÇU



Olá! Eu sou uma das Anda-açu que existem na Praça Melo Peixoto.

O professor José Carlos já falou a meu respeito pelas páginas da “Folha de Ourinhos”. Gostei muito do que ele escreveu certa ocasião dizendo que sou a mais bonita entre todas as minhas irmãs que se encontram na Praça.

Somos originárias do Brasil, e nossa presença se faz sentir principalmente nas regiões litorâneas. Os frutos que produzimos têm funções medicinais, e a nossa madeira é usada na fabricação de palitos. Isso significa que não produzimos tão somente uma boa sombra. Como somos muito populares, temos muitas denominações: anda, anda-guacu, andacu-joanesia, anda-assu, andaz, boleita, castanha-de-arara, coco-de gentio, coco-de-purga, conanda-acu, cotieira, fruta-de-arara, fruta-de-cotia, fruta-de-papagaio, fruta-de-purga, inda-acu, inda-guacu, indai-acu, noz-de-bugre, paulista, purga-de-cavalo, purga-de-gentio, purga-paulista.

Quem nos terá trazido para Ourinhos? Infelizmente não sabemos quem foi nosso padrinho Somente temos uma certeza: estamos na praça desde os finais dos anos 1920. Com certeza já somos octogenárias, portanto.

Essa foto, que o professor encontrou no arquivo de seu pai Francisco de Almeida Lopes, é de 1932. Nela se acham soldados que integraram o Batalhão Teopompo, criado em Ourinhos por ocasião da Revolução de 1932. A foto foi tirada por um dos mais antigos fotógrafos da cidade, o alemão Frederico Hahn. Nela, os soldados posaram em frente ao antigo coreto de 1927. Nessa ocasião, 1932, o senhor Frederico ainda não havia se mudado para Ourinhos, ele achava-se estabelecido em Chavantes, onde tinha o Photo Victoria, denominação que o fotógrafo manteve quando mudou-se para a nossa cidade.

O professor José Carlos, ao observar atentamente a foto, verificou que eu estou nela, e tratou de digitalizá-la com destaque para mim. Que maravilha! Eu apareço então no frescor da minha adolescência, ostentando os meus primeiros galhos.

É bom sabermos que fazemos parte da história dessa cidade que tanto amamos. O que nos entristece é ver que estamos envelhecendo sem ter deixado sucessoras. Nenhuma outra Anda-açu foi mais plantada nessa velha Praça. E quando morrermos? Restarão apenas algumas fotos do nosso passado?

Não está certo. Por que a Prefeitura não vai atrás de mudas e as planta na Praça. Se isso ocorrer vamos ficar muito felizes, e tenham a certeza de que zelaremos muito por essas crianças.

Até outro dia.

9.11.09

FAPI 1977 - PAULO DA ROCHA CAMARGO - SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA






A foto, por Francisco de Almeida Lopes, registra o momento do hasteamento de bandeiras por ocasião da edição 1977da FAPI.
Era prefeito na ocasião (1977-1983), o engenheiro Aldo Matachana Thomé.
Tendo comparecido à abertura da feira, vemos ao centro o Secretário de Estado da Agricultura, engenheiro agrônomo Paulo da Rocha Camargo, natural de Rezende (RJ). Também hasteando bandeira, à direita o prefeito Aldo e à esquerda Fernando Quagliato.
Entre os presentes o padre Bernardino da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Marcos Ferreira de Sá, o vereador Antonio Carlos Nunes Surumba, o ex-prefeito Antonio Luiz Ferreira.

Paulo da Rocha Camargo, n. Resende 02-VI-1920. Engenheiro agrônomo, formado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, MG. Fez curso especializado na Universidade de Nebraska, EU. Ex-Diretor da Divisão de Mecanização Agrícola, DEMA, instalando Postos em mais de 30 unidades em cidades paulistas. Organizou o 1.o Simpósio sobre fabricação de Tratores e Implementos Agrícolas no Brasil. Ex-Diretor Técnico da CEAGESP (Cia. de Entrepostos e Armazéns Gerais de ESP), Delegado do Governo de SP., em vários paizes da Europa, visitando Estações Experimentais de Maquinas. Convidado especial do Governo Hespanhol para a "Féria del Campo" em Madrid. Foi assistente imediato do saudoso Secretario da Agricultura de SP. Dr. José Edgard Pereira Barreto, na implantação da motomecanização agrícola em SP. Em 02-VII-1970, foi nomeado Secretário de Estado para os Negócios da Agricultura do E. SP., pelo Governador Abreu Sodré. Eleito Presidente do Rotary Club de Perdizes, exercício de 1972/1973. Casado com Dona Sílvia de Carvalho Camargo, f. l. de José Francisco de Carvalho e de Da. Esther de Souza Carvalho.

1.11.09

OS BAZARES DE OURINHOS - O BAZAR DO JORGE


Na minha infância e adolescência, havia em Ourinhos três bazares que ficaram marcados na memória da cidade: o do Pedrinho, o da Janda e o do Jorge. O primeiro “pra baixo da linha”; os outros dois “pra cima da linha” (ferrovia que corta a cidade).
Pedro Abujamra tinha o seu bazar no início da Rua Antônio Prado. Filho de tradicional família da cidade era a simpatia em pessoa. Muitas vezes, ainda criança, perguntava-me: Como é que ele sabe tudo que tem à venda em seu bazar?
Ali trabalhou até adoecer e morrer. Uma de suas filhas deu continuidade ao comércio do pai até pouco tempo, em novo endereço.
Outro estabelecimento que fez história e ainda existe é o “Bazar da Janda”, na Rua do Expedicionário especializado em armarinhos e papelaria. Janda, de antiga família de Ourinhos, era esposa do conhecidíssimo Mistugui Kanda. Hoje, Simone, filha do casal, está à frente do bazar.
O Bazar do Jorge estava instalado na Rua Paraná, ao lado do conhecidíssimo Bar do Daniel (Daniel Leirião, famoso zagueiro do Clube Atlético Ourinhense. Na mesma rua, um pouco abaixo havia também o “Bazar Primavera”, da Dona Cali, sobre o qual escrevi em 26 de janeiro deste ano.
O “Bazar do Jorge”, onde havia quase de tudo, foi fundado em 1951 contando com a presença do já famoso cômico Mazzaropi.
Jorge Mansur, nascido em 4 de outubro de 1916, natural de Piraju, estado de São Paulo era filho de Mansur João e de Andume Assaf. Já com família constituída, escolheu a cidade de Ourinhos para se estabelecer.
Conforme narrou-nos sua filha Leyla, de início foi proprietário de um bar onde fornecia refeições para operários que vieram trabalhar na instalação da Caixa D’Água da Prefeitura (na Altino Arantes) e também para pessoas da zona rural que demandavam a cidade para fazer compras. No mesmo local mantinha um brechó de artigos masculinos (sapatos, ternos, gravatas, coletes, etc).
Em 1948, construiu uma casa na Rua Arlindo Luz, número 750, onde residiu por muitos anos, acompanhando todo o progresso da Vila Santo Antonio e bairros vizinhos.
O “Bazar do Jorge” funcionou até 1988, sob o comando do “Seu Jorge” e da Dona Antonia. Por ocasião das Festas Juninas o movimento do bazar aumentava com a grande procura de bombinhas, rojões, fósforos de cor e outros artigos do gênero.
Jorge se casou com Antonia Vivan Mansur na cidade de Piraju em 1940, e tiveram três filhos: Luiz Antonio Mansur, casado com Maria Leonídia de Paula, residente em Salto Grande, onde se dedica ao comércio de artigos de pesca; Leyla Mansur, professora de psicologia e empresária e Leda Maria Mansur, coordenadora pedagógica aposentada, atuando como psicopedagoga, ambas residentes na cidade de Ourinhos.
Faleceu em 29 de novembro de 2004, em consequência de um derrame cerebral, aos 88 anos de idade.
Na foto, do acervo de Francisco de Almeida Lopes, vemos Jorge, o filho Luiz Antonio, atrás a esposa Antonia e, ao lado, Mazzaropi.