31.5.09

O BAILE DE DEBUTANTES DE 1961



Voltamos ao tema Baile de Debutantes. Era o baile mais importante do clube social que o promovia. O seu sentido era o de apresentar as filhas adolescentes (15 anos completos) à sociedade. Após debutar as jovens podiam começar a frequentar bailes, namorar, etc.
Para aquela adolescente de 15 anos, aquele era um momento mágico, e acredito que todas devem tê-lo guardado em sua memória.
O baile era organizado pelo Lions Clube Internacional, instituição criada nos EUA, em 1917. Com o tempo disseminou-se pelo mundo. Em Ourinhos, o Lions foi criado no início dos anos 1950.
As fotos são do Baile de 1961. A jovem sendo levada pelo pai é Nilza Ferrari. 
O poema abaixo, encontrado na web

http://www.marioprataonline.com.br/obra/cronicas/baile_de_debutante.htm
como sendo da autoria de Sérgio Antunes é bem propício.



Debutar


Debutar é ver menina bonita deixar vestido de chita, tirar do cabelo a fita. vestir vestido encantado de baile, todo enfeitado, com as cores dos sonhos lindos. E, em seus olhinhos, sorrindo, vestir poesia inocente, vestir poesia que sente nos versos que o coração da menina-flor botão não é mais de uma qualquer. Pois a noite debutante transformou naquele instante flor-menina em flor-mulher.

24.5.09

A FANFARRA DO COLÉGIO SANTO ANTÔNIO

Esse era um dos uniformes da fanfarra do Colégio Santo Antônio. Fanfarra que era quase imbatível nos desfiles de 7 de setembro.
Ao que parece essas moças eram internas;
Meu pai fez essa foto no Clube Diacuí .
Segundo uma amiga são:
As das laterais da direita a Vera Lucia e da esquerda a Jacira (ambas de Fartura)A do meio é a Márcia Palosqui de Chavantes,hoje ela mora em São José dos Campos.

23.5.09

O CONDE FRANCESCO MATARAZZO EM OURINHOS





O Conde Francesco Matarazzo (Francesco Antonio Maria Matarazzo - Castellabate, 9 de março de 1854 — São Paulo SP, 10 de fevereiro de 1937), esteve em Ourinhos (20/5/1936) poucos meses antes de sua morte. O jornal "A Voz do Povo" noticiou a "Visita ilustre" informando que ele visitara os principais estabelecimentos industriais da cidade e "em carro especial ligado ao trem da manhã" foi "em excursão à ponte Melo Peixoto, onde acompanharam-no os srºs Rodopiano Leonis, Ítalo Ferrari, Álvaro Queiroz Marques, Pedro Medici, Domingos Lourenço e José das Neves Júnior".
A foto da ocasião, gentileza de Wilson Monteiro,mostra o grupo às margens do rio
Paranapanema.
Foto 1 - Da esquerda para a direita vemos: José das Neves Júnior com o chapéu à mão, Benedito Camargo, prefeito municipal, de lado o conde Matarazzo, atrás dele com gravata borboleta, Ítalo Ferrari, ao lado do conde, Rodopiano Leonis, em seguida Pedro Medici e Álvaro Queiroz Marques.
Rodopiano era o dono da fábrica de macarrão; Ítalo Ferrari, da fábrica de bebidas; Pedro Medici, da Casa Zanotto; Álvaro de Queiroz, farmacêutico (Drogasil) evereador ; José das Neves Jr, proprietário da Fazenda da Figueira.
Foto 2 - (1) Américo Saladini (motorista) (4) José das Neves Júnior (6) Benedito Martins Camargo (7) conde Matarazzo (8) Rodopiano Leonis (9) Ítalo Ferrari (11) Pedro Médici


Em seguida, o Conde partiu para Presidente Prudente.


Que motivos teriam levado tão ilustre figura a Ourinhos?


16.5.09

OS CONTADORANDOS DE 1965


Contadorandos 1965.






Entrega de diplomas, no GRO,o lugar vago é o meu. eu estava discursando (orador da turma).

Baile de Formatura: minha prima Maria Leonor Soares Neves, eu, outra prima, Clênia Teixeira, meu amigo, Estevam Artur Ribeiro Margutti, outra prima Maria Isabel Teixeira. Na mesa ao lado,Maria Regina Dabus Abucham.



No grupo estão: José Vicente, Ivone Bortolato, João Coiradas, Maria Lúcia Hadadd, Helga Armentano, Judite, Yoshio, José Carlos, Mario Hisao Kobuti, Odair Marques da Silva, Sérgio Ribeiro da Silva e sua namorada, filha do .

Essa foi a minha turma, na Escola Técnica de Comércio de Ourinhos, instituição privada de propriedade do professor Jorge Herkrath, que era também seu diretor. A escola ficava na rua 9 de Julho, onde hoje está instalado o Colégio Anglo. Minha avó morava na esquina, ao lado do estabelecimento de ensino. Desse modo, eu passava em sua casa antes de ir para a aula. Ficávamos conversando na imensa varada até ouvirmos a campainha anunciando o momento de os alunos (as) entrarem em classe. Foi uma turma grande, de quase 50 contadorandos.
Tivemos como professores, entre outros: Hermilo Tupiná, Carlos Nicolosi, Harugi Seno, Luciano Correia da Silva,
Conseguimos rifar um carro para custear a festa de formatura, uma das melhores já havidas naquela escola. Para o baile trouxemos uma das mais famosas orquestras da época, a de Waldemiro Lemke. Houve também uma churrascada numa chácara nas margens do Paranapanema.
Esta foto é de uma festa da turma, num sobrado da Altino Arantes.

13.5.09

O CENTENÁRIO DE FRANCISCA NUNES DE CARVALHO


Francisca Nunes de Carvalho, viúva de Agostinho Ribeiro de Carvalho, que teve intensa participação na vida política do município nos anos 1950, completou, dia 2 de maio, 100 anos de vida, em plena lucidez. A ocasião foi comemorada com a presença de amigos e familiares. As fotos, de uma reportagem de página inteira da "Folha de Ourinhos", do dia 10/5/2009, nos mostra "Vó Chiquita", com as filhas, genros e noras.
São seus filhos: Padre João, Therezinha, Nélson, Cleofe, Ditinha, Augustinho, Lurdinha, Paulo Ailton e Nyelse.
Como amigo do casal Maria Alice e Paulo Aylton e do filho Nelson, envio meus parabéns à família.

12.5.09

GRACIANO RACANELLO





Graciano Racanello foi um importante comerciante de Ourinhos, onde se radicou nos anos 1920. Aqui casou-se com a profª Adelaide, da família Pedroso. Dona Adelaide (1902-1965), que dá nome a uma escola local, era uma das grandes professoras primárias do Grupo Escolar Jacinto Ferreira de Sá, tendo sido minha primeira mestra nessa unidade escolar estadual. Lecionou nessa escola de 1929 a 1956 até ser aposentada.
O estabelecimento comercial de Racanello, no seu início, chamava-se Casa das Foices, instrumento agrícola muito utilizado na lavoura, numa época em que ainda não havia as colheitadeiras modernas. A loja ficava na esquina da rua Paraná com Souza Soutello. Anos depois, ali foi construído um prédio de um andar com loja no terréo e residência no andar superior, ocupada pelo único filho do casal, o drº Alston Pedroso Racanello, já falecido.
O casal Graciano e Adelaide ocupava uma casa ao lado, com entrada pela Souza Soutello.
A foto, de autoria desconhecida, deve ser dos anos 1930. Nela vemos o srº Graciano,trajando calça escura, camisa branca e gravata borboleta, rodeado de empregados da loja. Nas paredes vê-se propaganda dos pneus Firestone e Dunlop.

3.5.09

A FAMÍLIA FERRARI

1-Lino, Nilo, Genny e Alba Ferrari
2-Ítalo, Lino,Alba com Genny no colo (29-3-1931) Clique sobre as fotos












Segundo relata meu primo Jefferson Del Rios em “Ourinhos – Memórias de uma cidade paulista”, Ítalo Ferrari chegou a Ourinhos em 1915, já casado com Hermínia Crivelari. Nascido em Pievi di Saco, norte da Itália, veio para o Brasil juntamente com os pais e sete irmãos, em 1906. A família trabalhou, inicialmente, na lavoura, em Sertãozinho. Posteriormente, vindo para a região da Sorocabana, iniciou-se no negócio de bebidas em Ipauçu. O primeiro estabelecimento comercial montado por Ítalo, em Ourinhos, foi um bar na Jacinto Sá. Posteriormente, montou outro na rua Paraná já com uma fábrica de Guaraná (Ceci) e representação da cerveja Antártica.
Em 1930, a marca do guaraná foi mudada para Ivoran, em homenagem ao filho Ivo. Consumi esse guaraná quando criança.
A indústria diversificou-se nos anos 1940 com a produção de aguardente. Surgia uma marca que ficou famosa no interior paulista e atravessou fronteiras – a Caninha Oncinha.
Ítalo construiu uma nova casa para a família, na rua Nove de Julho, e os negócios passaram a ser conduzidos pelos filhos Nilo, Ivo e Lino.
A esposa de Ítalo era irmã de João Batista Crivelari, que foi casado com Isaíra Saladini. O casal manteve um salão de beleza famoso – o “Salão Isaira”, até os anos 1960, na Antonio Carlos Mori, próximo do GRO.
Ítalo e Hermínia tiveram também duas filhas, Alba e Geny. Alba, a primogênita, foi casada com Antônio Dias Ferraz, que foi colega de meu pai na São Paulo-Paraná. Foram nossos vizinhos na rua Rio de Janeiro. Alba era uma doceira “de mão cheia”, como se dizia antigamente. Fazia bolos artisticamente confeitados para aniversários e casamentos. O seu licor de jaboticaba foi o melhor que já tomei até hoje. Terá deixado a receita? . Geny ingressou numa irmandade religiosa, tornando-se freira.
A família Ferrari tinha uma “veia musical” acentuada. O filho Lino organizou um conjunto musical que, por muitos anos, abrilhantou bailes no GRO, principalmente os de Carnaval. O “crooner” desse conjunto era um primo de mamãe, de Cambará, José Teixeira (Zezinho). Os filhos de Alba também tocavam nesse conjunto, e a tradição continuou com a participação deles e um dos filhos de Nilo numa orquestra de jazz da cidade.
Italo foi um dos fundadores do Clube Atlético Ourinhense.
Com o passar dos anos, Nilo tornou-se o esteio da indústria de bebidas localizada na avenida Jacinto Sá. Ele, um dos principais industriais da cidade, tem participado com a esposa Luisa Moya de inúmeras atividades beneméritas na cidade.
Graças a ele, Ourinhos pode prestar as homenagens devidas ao padre Eduardo Murante, responsável pela construção da nova Igreja Matriz. Após a morte do sacerdote, Nilo deu-lhe uma última morada decente no cemitério local. Mais tarde reuniu, num único túmulo, ex-sacerdotes de Ourinhos: Eduardo, Felipe, Ruy e o monsenhor Violante.
O filho mais velho de Nilo, Nildo dá continuidade à ação benemérita paterna.
A foto nos mostra o casal Ferrari e os filhos.

1.5.09

A MANSÃO DA ALTINO ARANTES

O filho de minha prima Odete Devienne Ferreira, Flávio, mandou-me essas belas fotos que ele fez da mansão do drº Hermelino A. de Leão, infelizmente posta abaixo após a sua venda.