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OS CARNAVAIS DOS ANOS 1960: OS BLOCOS CARNAVALESCOS


Nos bailes carnavalescos, era muito comum a organização de blocos por casais, famílias e grupos de amigos (as).
As inúmeras fotos de carnavais da cidade mostram o quanto esse costume era forte, principalmente nos anos 1960.
Vemos aqui dois deles organizados por um grupo de garotas que estavam sempre juntas:
à esquerda Olenka de Melo Sá, Nilza Maria Ferrari, Marilene Bertoni e Benedita Teixeira; à direita,
Ciomara Matachana, Benedita Teixeira, Nilza Maria Ferrari e Olenka de Melo Sá
ÍNDIO QUER APITO

(Haroldo Lobo-Milton de Oliveira, 1960)

Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer

Lá no bananal mulher de branco
Levou pra pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar

Comentários

João Prevideli disse…
Caro José Carlos,todas estaa meninas da foto são bonitas,mas a Milza Ferrari era linda demais,foi a menina-moça mais bonita que eu conheci na minha vida.Será que ela ainda permanece bonita como era?
Abraços,João Prevideli
Sim continua muito bonita. Ela me mandou uma foto recente que com prova isso.
abs
João Prevideli disse…
José Carlos,de um jeito de publicar esta foto,para matar-mos a saudade,
João Prevideli
Anônimo disse…
Olenka...

Sim, tenho quase a certeza de que o nome é esse mesmo. Já o sobrenome... Não, não me recordo. Nem sei se algum dia soube e o tempo apagou da memória.

Mas a foto não deixa dúvida de que se trata da Olenka que eu imagino — mesmo sendo a imagem certamente de alguns anos anteriores ao período em que a conheci.

Conheci? A frase não parece apropriada. Porque sugere algum contato, mesmo ocasional. Quando jamais conversei com ela. E vice-versa, claro.

Era ginasiano, aluno do Instituto de Educação Estadual Horácio Soares. E ela cursava o colegial — se não me engano, o “Clássico”. Por isso mesmo, calculo ser dois ou três anos mais novo que ela. Eu admirava-a, à distância, dissimuladamente. Oportunidade para isso nunca faltou. Eram os recreios, todas as manhãs. Tenho nítida, na memória, sua figura junto à Cantina do Mopir.

É possível que ela tenha percebido essa admiração? Talvez. Era um garoto tímido, inibido, quase um autista. Mas posso ter cometido alguma indiscrição. Afinal, era adolescente. E um adolescente sempre se trai, por mais recatado que seja. Além disso, nada escapa àquilo que, defeito para alguns, reputo uma virtude: a vaidade feminina.

Donde a certeza de que foto e a pessoa imaginada correspondem? Simples: o olhar, inconfundível. Esse era o traço mais marcante da moça que eu conheci: um olhar cativante, meigo.

Nunca mais vi a moça. E lá se vão 40 anos. Vontade de revê-la, de contemplar uma foto atual? Não é o caso. Nada disso me levaria de volta ao passado. É a lembrança que conta. Como as músicas ou canções que as pessoas apreciam, mesmo vulgares, sem se dar conta de que não é a canção, em si, o motivo da paixão, mas as circunstâncias, o momento, o passado que elas evocam.

Um ourinhense — anônimo, como no passado.
Meu caro anônimo.
Posso estar enganado, mas não creio que Olenka tenha estudado no Instituto. Temos a mesma idade e ela não foi minha colega ou contemporânea.
Anônimo disse…
Caro José Carlos,

Para o senso comum, admito, ter o olhar como referência é algo frágil, inconsistente, talvez mesmo um delírio.

Mas com o avanço da idade e, como é natural, os lapsos de memória, passei a confiar no sentimento. Este tem sido o meu refúgio. Dúvidas, incertezas, falhas na lembrança? Apele para o coração. Ou, mais uma vez, para o sentimento. Se o coração disser que sim, go ahead!

Penso que só a moça ou alguém com quem conviveu poderia dirimir a questão suscitada.

Se eu estiver enganado, nenhum problema. Que o meu registro fique então como homenagem à moça descrita — Olenka, Maria, Luísa, Clara, Mariana, seja qual for o seu nome...

Afinal, lembrança não tem nome ou sobrenome. Só sentimento.

Cordialmente,

O anônimo ourinhense

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