A FAMÍLIA FERRARI

1-Lino, Nilo, Genny e Alba Ferrari
2-Ítalo, Lino,Alba com Genny no colo (29-3-1931) Clique sobre as fotos












Segundo relata meu primo Jefferson Del Rios em “Ourinhos – Memórias de uma cidade paulista”, Ítalo Ferrari chegou a Ourinhos em 1915, já casado com Hermínia Crivelari. Nascido em Pievi di Saco, norte da Itália, veio para o Brasil juntamente com os pais e sete irmãos, em 1906. A família trabalhou, inicialmente, na lavoura, em Sertãozinho. Posteriormente, vindo para a região da Sorocabana, iniciou-se no negócio de bebidas em Ipauçu. O primeiro estabelecimento comercial montado por Ítalo, em Ourinhos, foi um bar na Jacinto Sá. Posteriormente, montou outro na rua Paraná já com uma fábrica de Guaraná (Ceci) e representação da cerveja Antártica.
Em 1930, a marca do guaraná foi mudada para Ivoran, em homenagem ao filho Ivo. Consumi esse guaraná quando criança.
A indústria diversificou-se nos anos 1940 com a produção de aguardente. Surgia uma marca que ficou famosa no interior paulista e atravessou fronteiras – a Caninha Oncinha.
Ítalo construiu uma nova casa para a família, na rua Nove de Julho, e os negócios passaram a ser conduzidos pelos filhos Nilo, Ivo e Lino.
A esposa de Ítalo era irmã de João Batista Crivelari, que foi casado com Isaíra Saladini. O casal manteve um salão de beleza famoso – o “Salão Isaira”, até os anos 1960, na Antonio Carlos Mori, próximo do GRO.
Ítalo e Hermínia tiveram também duas filhas, Alba e Geny. Alba, a primogênita, foi casada com Antônio Dias Ferraz, que foi colega de meu pai na São Paulo-Paraná. Foram nossos vizinhos na rua Rio de Janeiro. Alba era uma doceira “de mão cheia”, como se dizia antigamente. Fazia bolos artisticamente confeitados para aniversários e casamentos. O seu licor de jaboticaba foi o melhor que já tomei até hoje. Terá deixado a receita? . Geny ingressou numa irmandade religiosa, tornando-se freira.
A família Ferrari tinha uma “veia musical” acentuada. O filho Lino organizou um conjunto musical que, por muitos anos, abrilhantou bailes no GRO, principalmente os de Carnaval. O “crooner” desse conjunto era um primo de mamãe, de Cambará, José Teixeira (Zezinho). Os filhos de Alba também tocavam nesse conjunto, e a tradição continuou com a participação deles e um dos filhos de Nilo numa orquestra de jazz da cidade.
Italo foi um dos fundadores do Clube Atlético Ourinhense.
Com o passar dos anos, Nilo tornou-se o esteio da indústria de bebidas localizada na avenida Jacinto Sá. Ele, um dos principais industriais da cidade, tem participado com a esposa Luisa Moya de inúmeras atividades beneméritas na cidade.
Graças a ele, Ourinhos pode prestar as homenagens devidas ao padre Eduardo Murante, responsável pela construção da nova Igreja Matriz. Após a morte do sacerdote, Nilo deu-lhe uma última morada decente no cemitério local. Mais tarde reuniu, num único túmulo, ex-sacerdotes de Ourinhos: Eduardo, Felipe, Ruy e o monsenhor Violante.
O filho mais velho de Nilo, Nildo dá continuidade à ação benemérita paterna.
A foto nos mostra o casal Ferrari e os filhos.

Comentários

Anônimo disse…
minha familia e de gralha mais passou tbem por essa regiao meu avo é mario ferrari casado com josefina michelin ferrari gostaria de saber mais
.
Anônimo disse…
meu avo é vergilio ferrari
Malu disse…
Boa Noite!
Sou descendente de Italianos da parte do meu Pai, estou a procura de alguém da familia de Domingos Ferrari ou(Domenico) casou-se com Ana Venera Pernna, tiveram os filhos Catharina Ferrari natural de Avaré(que casou-se com José Machado da Cruz), Francisco, Sebastiao, Carmo e Imaculada.
Se alguèm faz parte dessa familia me contatem por gentileza é muito importante, obrigada
e-mail mariluciacruz61@gmail.com

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