30.3.08

A RÁDIO CLUBE DE OURINHOS LTDA, A RAINHA DO VALE DO PARANAPANEMA



No dia 20 de novembro deste ano estará fazendo 60 anos que Ourinhos passou a ter uma emissora de rádio.
A iniciativa deveu-se a três moradores da cidade: Celestino Bório Junior, que ficou à frente da emissora, e dois jovens políticos locais que mais tarde seriam eleitos prefeitos: Antônio Luiz Ferreira (Gestão: 1960 a 1963 ) e Domingos Camerlingo Caló ( Gestão: 1952 a 1955 e Gestão: 22/11/1968 a 31/01/1969 ). Instalada, inicialmente, nesse prédio que vemos na foto, ocupou mais tarde outro na rua São Paulo. Seus programas de auditório eram animadíssimos.
Na foto, vê-se à esquerda a tradicional casa lotérica da família Faccini - "A Vencedora.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

O BANCO COMMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO


Foi fundado por José Maria Whitaker (1878-1970), advogado, banqueiro. Exerceu a presidência do Banco do Brasil no governo de Epitácio Pessoa e foi Ministro da Fazenda do Governo Provisório (1930). Retornou ao ministério da Fazenda por um período de sete meses, durante a gestão do presidente Café Filho (1955)
Foi um dos mais fortes bancos privados paulistas, no período de 1920 a 1950. Ele se fundiu a outras instituições financeiras sob a denominação de Banco União Comercial, o qual veio a ser incorporado pelo Banco Itaú S/A, em 1974.
Sua sede em Ourinhos, onde hoje se encontra a empresa Casas Pernambucanas, era a mais bela construção da cidade, tendo como anexo a residência do gerente, como pode ser visto na foto.
A foto é 1939-1940, de autor desconhecido.

15.3.08

AS BELEZAS NATURAIS DE SALTO GRANDE


Em 1949, o governador Ademar de Barros determinou que Cia Geral de Eletricidade realizasse estudos para aproveitamento do Rio Pardo. Também criou a Comissão de Energia Hidroelétrica, cuja primeira obra projetada foi a Usina de Salto Grande - Usina Lucas Nogueira Garcez.


Com a construção da usina, foi-se grande parte da beleza natural da região.



As três fotos por Francisco de Almeida Lopes, no início dos anos 50, mostram o que o progresso levou embora.



A primeira é da velha ponte pênsil; a segunda nos mostra as belas quedas d'água e a piscina natural onde uma família se diverte.



NATAL NA TELEFÔNICA




NATAL NA TELEFÔNICA, sim os velhos e bons tempos da Cia Telefônica Brasileira - CTB, aquela do telefone na cor preta, pesadão, e de girar com o dedo. Tempo das ligações que dependiam da prestação daquelas moças e senhoras (as telefonistas), que precisavam se armar de toda a paciência do mundo para enfrentar as demoras e a irritação dos usuários .
A “Telefônica”, assim era chamado o prédio onde elas trabalhavam, ficava na rua São Paulo, em terreno que hoje é parte do estacionamento do Bradesco. Uma de minhas tias era telefonista, das mais estimadas e respeitadas, Maria Neves. Como sobrinho muito paparicado pela titia, ia lá com freqüência. Entrar na sala de operações, com aquela fileira de moças a encaixar e desencaixar fios diversos, era como participar de um ritual misterioso e proibido.
Às suas festas natalinas anuais, eu compareci muitas vezes. Esta é a do ano de 1952, onde apareço à frente da mesa, o terceiro da direita para a esquerda, com as mãos quase cruzadas. Minha memória reconhece na foto: Raquel Forti (a chefe das telefonistas, Noêmia, Lurdão, Zilda e muitos outros rostos que me são familiares, mas cujo nome o tempo apagou. Uma outra tia esteve presente como convidadda nesse ano, Isabel Neves (a segunda à esquerda primira fileira).
Um detalhe, estão lembrados do mamão verde no qual se espetavam palitos com salsicha e picles, muito comum nas festas? Examinem a foto e o verão lá. “Eta tempo bom.....”
Foto por Francisco de Almeida Lopes

11.3.08

PROF. OSWALDO PASQUALINI E O PREPARATÓRIO PARA O EXAME DE ADMISSÃO AO GINÁSIO.

De 1939 até 1971, existiram os exames de admissão ao ginásio. Até a entrada em vigor da Lei de Diretrizes de Bases, de 1961, eles eram muito rigorosos, tendo os candidatos de se submeter a exames orais e escritos de português, matemática, história e geografia. O curso primário era muito bom, saíamos das quatro séries que o compunham realmente alfabetizados, porém, para ingressar no ginásio era exigido algo mais. Por exemplo, a parte mais temida em Matemática era o chamado “carroção”, o qual não fazia parte do ensino de matemática no primário, igualmente o amplo domínio da conjugação de verbos regulares. Desse modo, os garotos e garotas cujos pais tinham condição de arcar com as despesas do preparatório dispunham de mais chance de ingressar de imediato no curso ginasial.
Nessa época, dois irmãos professores ainda jovens, nascidos em Santa Cruz do Rio Pardo, resolveram montar um “preparatório”. Eram eles Oswaldo (português e matemática) e Aparecido (história e geografia). O local foi escolhido foi um galpão existente nos fundos da casa de Oswaldo, àquela época recém casado, nas imediações do IEHS, na rua D. Pedro I.
Fazíamos o 4º ano primário pela manhã e, à tarde, íamos para o preparatório. Os professores eram, como de hábito, muito rigorosos e exigentes: puxões de orelha, “reguadas” eram comuns. O mais severo era seu Oswaldo. Num quartinho mais ao fundo ficavam para reforço, após as aulas, aqueles que não haviam conseguido cumprir com êxito a lição do dia. O resultado disso tudo era positivo, pois ingressamos no ginásio enfrentando a “fera de matemática”, a profª Maria Teresa e os temíveis “carroções”.
Meu contato com o professor Oswaldo prolongou-se até a quarta série por força de minha resistência à matemática. As notas baixas nas duas primeiras provas levaram meus pais a entregar-me aos cuidados dele para aulas particulares, nas segunda e quarta séries.
Nunca mais o vi desde que deixei Ourinhos, em 1966. Soube agora que o prof. Oswaldo faleceu no dia 20/1/2008, aos 78 anos de idade. Era casado com Hele, da família Mano, e deixa uma filha Rosy.
Aos dois irmãos Pasquilini, minha homenagem e gratidão pelo saber que nos transmitiram.

2.3.08

O INÍCIO DO CALÇAMENTO DE OURINHOS

O calçamento de Ourinhos foi obra tardia. Desde meados dos anos 1930, reclamava-se esse melhoramento. Cidade localizada em zona de terra roxa, imaginem o que isso significava para as casas de antigamente, principamente por ocasião das chuvas.O contrato para a pavimentação da cidade somente foi assinado em agosto de 1948, na gestão do professor Cândido Barbosa Filho. A foto nos mostra um instantâneo dessa obra em seu início, nas imediações da Praça Melo Peixoto.


Foto por Francisco de Almeida Lopes