23.9.07

IEHS - 4ª SÉRIE A - 1962



Sim, já lá se vai quase meio século que, numa manhã primaveril, meu pai foi ao Instituto de Educação Horácio Soares para fazer uma sessão de fotos com os alunos da quarta série ginasial.
Dos quatro anos que estudei no IEHS, a melhor lembrança e a mais nítida é a desta classe. Muitos dos que aqui aparecem frequentaram as mesmas classes do ginásio nas quatro séries.
Foi um ano puxado, a Matemática de Maria Teresa deixou muitos para segunda época, frustando a festa de formatura que contou com um número muito pequeno, a ponto de termos de fazê-la junto com a turma do científico, também muito pequena.
Estão na foto: Tomie, Yasue, Nair e Auro Tanaka, Sumie, Ivone Bortoloato, Geni Rosa, Abelina, Hideo, Diná e Dinorá Botelho, Alice, Valdiléia, Carlos Lopes Bahia, Estevam Artur, Luizito, Luiz Antonio Cal, Luiz Gonzaga Tone, Licínio Fantinatti, Mário Hisao Kobuti, Odair, José Agostinho Gabriotti, Toninho Muraro, Vascão, Roberto, Sanchez, Mávilo Perino, João Batista Dora e José Carlos Neves Lopes.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

2.9.07

MARISA FERREIRA BATISTA E IRINEU FERRAZOLI

Clique sobre a foto para vê-la na resolução original.


Recordo-me bem desse casamentos de 1962. Foi o de Marisa Ferreira Batista, minha vizinha na Arlindo Luz, com Irineu Ferrazolli.
 Antonio, pai de Marisa era o gerente do Banco do Estado de São Paulo, na época função muito importante e de muito prestígio. Foi um dos fundadores do Lions Clube de Ourinhos e do Tênis Clube. Irineu, era filho de Narciso, um dos principais oleiros da cidade.
Como vizinho e amigo das duas irmãs , Marisa e Marli, acompanhei de perto todos os preparativos de uma das mais importantes festas de casamento do ano.
Na ocasião fomos a Cambará em busca de copo de leite, a flor que não podia deixar de faltar num casamento naquela época. Era com ela que se enfeitavam os bancos e o altar da Igreja Matriz. Em Cambará, havia uma grande plantação junto ao córrego que cortava a cidade. Na ocasião, fizemos uma parada na casa de meus tios avós Teixeira.
Não havia ainda o costume de se alugar salões para a festa de casamento. Ela se realizava na casa dos pais da noiva. Ao lado da casa dos Ferreira Batista, havia um terreno vago, na esquina com Cardoso Ribeiro, fazendo divisa com o sobrado dos Fantinatti.  O terreno foi alugado para a recepção.
Irineu morreu afogado nas águas do Paranapanema, alguns anos depois. Era um rapaz muito alegre e estimado na cidade. O casal teve 3 filhos, Liliane, Priscila e Márcio. Marisa e os filhos residem hoje em São Paulo.
A foto é a do casamento civil, na ampla sala da residência da família Ferreira Batista, obra do arquiteto ourinhense Toshio Tone.
Identifico:da esquerda para a direita,  Isaura, tia de Marisa, uma sobrinha de dona Olívia, Marli, Nanci e Bertico Soares, Antônio Ferreira Batista e a esposa Olívia, minha mãe, Amélia, Beltrami, casado com a irmão do Irineu, Geny, Narciso Ferrazolli e a esposa, o irmão do Irineu, um dos chineses  da fábrica de óleo, dois funcionários do cartório.
Sentados: o casal Juca Camerlingo e Nadir Bueno, padrinhos do casamento civil, o casal Marisa e Irineu, a cunhada e a Geny Ferrazoli. Um vaso, contendo copos de leite, enfeita a foto à esquerda. A bela cortina ao fundo era o encanto dos meus olhos de menino naquela imensa casa. 

Foto por Francisco de Almeida Lopes