26.8.07

A "CAIXA D'AGUA" - SAE E O ROSEIRAL

Com a conclusão de um serviço de abastecimento água nos anos 1940, obra da gestão drº Hermelino Leão, construiu-se no topo da cidade na avenida Altino Arantes, um reservatório de água que era um primor arquitetônico. Aqueles têm 60 anos ou mais hão de se lembrar da "caixa d'água e do belo jardim que havia no seu entorno. Quem teria sido o seu construtor? Talvez Ezelino Zório. O roseiral que ali existia era um chamativo para a realização de fotos. Por esse motivo meu pai convidou certo dia alguns sobrinhos para uma sessão de fotos naquele local. Esta é uma delas, onde se vêem: Cleusa Devienne, Lurdes Devienne, Carlos Eduardo Devienne Filho, Renato e Glória Monteiro e Oswaldo Devienne.
Foto por Francisco de Almeida Lopes

4.8.07

DANIEL LEIRIÃO

Francisco Soares, que já não mora mais em Ourinhos, descobriu por acaso a edição on-line destas memórias. Vez por outra, ao ver as fotos, traz à tona as suas memórias de Ourinhos. Falou outro dia sobre Daniel Leirião, de quem me lembro muito bem. Sua esposa, Joana, era tia da mulher do meu tio Antoninho. Era uma das filhas da "Tia Pepa", uma das mais antigas moradoras da rua Paraná. O bar do Daniel ficava na esquina da Paraná com a Souza Soutelo ( o estabelecimento ainda está lá). Seu filho mais novo, Daniel, foi meu contemporâneo.
Assim se manifestou Francisco Soares:
"O Daniel Leirião foi um dos melhores zagueiros que o Ourinhense teve. Quando aposentado do futebol, abriu um bar em frente a Casa Toni, onde sua mulher, Joana, fritava uma linguicinha deliciosa para acompanhar as caipirinhas com limão galego, verdadeiras jóias etílicas. Ali se encontravam, diariamente, desde um operário até comerciantes e também um médico, o Hélio Migliari, o primeiro filho de Ourinhos a formar-se em medicina. Era ali que os torcedores do Ourinhense comemoravam as vitórias."
A descrição não podia ser mais perfeita, essa é a imagem do ambiente desse pequeno bar que tenho gravada na minha memória. O casal morava numa casa pouco acima, na Souza Soutelo; numa construção antes ficava o salão de barbeiro do seu Benatto, onde eu eu era levado para cortar o cabelo , e para quem um dia disse que na casa da minha avó havia um "pé de abelhas". Já mocinho, quando nos víamos ela me dizia: "como vai o pé de abelha"? Na casa de minha avó, onde nasci e morei até completar sete anos de idade, havia um pé de fruta do conde, no qual havia um enxame de abelhas , daí o "pé de abelhas" ao qual o garoto se referia.
Fica aqui minha homenagem ao seu Daniel que partiu tão cedo e deixou muitas saudades.

ALÍPIO BRAZ


Alípio Braz partiu para outras esferas.
Francisco Soares, ao saber da notícia escreveu para estas Memórias:

"Mais uma noticia triste você me dá. Tive muito boa amizade com o Alipio. Íamos juntos para Salto Grande, uma vez por semana, eu, para ver uma namoradinha lá e ele para ver sua namorada Ivone, com quem viria a se casar. Esta era filha de Fidelcino Ribeiro Homem, cartorário naquela cidade e irmão de dona Alice Abumjara, esposa de Abrahão Abujamra, do Primeiro Tabelionato, pai do Geraldo, seu sucessor no cartório e que mais tarde passou ao filho Heraldo. Alipio foi um grande jogador de basquete, ao ponto de, com o Geraldo Barros de Carvalho, ganhar uma bolsa de estudos no Colégio Londrinense, para fazer parte da equipe da famosa escola de Londrina, no Paraná. Esta equipe era comandada pelo prof. Vitorino Gonçalves Dias, que foi meu professor de Educação Física em Ourinhos e hoje dá o nome ao primeiro grande estádio de futebol daquela cidade. Esta equipe chegou a ser objeto de reportagem de página na Folha de Londrina, isto lá por 1970. A irmã do Alipio, Djanira Bras, foi minha professora no Grupo Escolar JacintoFerrdira de Sá. "