27.6.07

FAMÍLIA NEVES


No Natal de 1948, a família se reuniu pela primeira vez, na casa da rua 9 de julho, 102.
Foi chamado o sr. Machado para fazer a foto.
Estavam presentes os 12 filhos, hoje reduzidos a 4.
Jefferson Del Rios é o garoto que está na primeira fila, à esquerda, ao lado do avô e de seus pais, João (terno branco) e Henriqueta.
Eu sou o garoto de um ano de idade, de macacão, atrás do avô.

23.6.07

LEMBRANÇAS DO VELHO COLÉGIO.


No dia 13/6/2007, o prédio do Colégio Santo Antônio completou 60 anos de existência. Já lá não estão mais as Irmanzinhas da Imaculada Conceição, com seu hábito preto e uma faixa azul na cintura. Era uma bela indumentária. Lembram-se? Quem teria sido o criador? Teve bom gosto. Das pioneiras somente se encontra em Ourinhos a Irmã Vivalda, agora sem o hábito que há muito deixaram de usar.
O prédio hoje abriga uma faculdade. A bela capela pouco é utilizada. Creio que o Conservatório Musical Santa Cecília onde muitos estudaram também não mais existe. Ficou, porém, na lembrança dos que ali estudaram um dia, muitas recordações agradáveis. Nos desfiles de 7 de setembro. o Colégio quase sempre era imbatível. A fanfarra, uma das melhores. Quando estava se aproximando a data cívica maior, ouvia-se nos finais de tarde o som da fanfarra ensaiando.
Muitas saudades restaram e cada um de nós que lá estudou tem histórias a narrar.

Na foto, por Francisco de Almeida Lopes, estou ao centro na primeira fila, com boné. Nas duas extremidades estão os filhos do "Cabo" Arlindo Gomes.

20.6.07

CARLOS EDUARDO DEVIENNE





Carlos Eduardo Devienne, recém casado com a prima Benedita de Almeida Lopes, veio para Ourinhos nos primeiros anos da década de 1920. Já com alguma experiência em ferrovias, engajou-se, inicialmente, na Estrada de Ferro Sorocabana, sendo logo em seguida contratado pela Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, de capitais ingleses, em fase de constituição.
Praticamente na mesma ocasião veio também de Campinas, a irmã Tomires, casada com Benedito Monteiro, contratado para ser o contador da SPP. Logo em seguida chegaram oo irmãos, Alfredo e Santa Devienne e o  cunhado e primo , Francisco de Almeida Lopes, ainda adolescente.
Após uma rápida passagem pela E.F. Sorocabana, Carlos Eduardo foi contratado como Chefe de Movimento da São Paulo-Paraná, onde permaneceu até finais dos anos 1940. 

Carlos Devienne tornou-se figura de projeção na cidade, tendo integrado inúmeras vezes  a diretoria do Clube Atlético Ourinhense, do Grêmio Recreativo de Ourinhos, e a Comissão Organizadora da Santa Casa de Misericórdia. Foi também fundador do Partido Social Democrático – PSD.
Desligado da ferrovia  passou a dedicar-se ao comércio, tendo constituído uma das primeiras casas de materiais para construção da cidade. Amante da caça e da pesca, foi um dos fundadores do Clube da Caça local.
\no início dos anos 1940, sua esposa Benedita faleceu. Alguns anos depois, Carlos contraiu núpcias com Avelina de Almeida, também viúva.
Esta  foto, de 1947, feita no estúdio de Frederico Hahn, nos mostra Carlos, sua mãe Anselma Godoy de Lima, a esposa Avelina e os filhos: Carlos, Lurdes, Odete, Cleide, Cleuza , José Luiz, Roberto, e Sérgio. Somente não está na foto o filho mais velho, Osvaldo.

11.6.07

OURINHOS A CAMINHO DO CENTENÁRIO: O EXTERNATO RUI BARBOSA




O prédio do Externato Rui Barbosa, que  ficava na Avenida Altino Arantes,  é o que tem uma placa grande na varanda. Nesse local hoje está instalada uma agência da Caixa Econômica Federal.


O Externato Rui Barbosa, fundado em 1928, foi a primeira escola particular a oferecer uma modalidade de  curso ginasial em Ourinhos.
Seu proprietário era Constantino Molina,  professor espanhol muito preparado, colaborador de "A Voz do Povo", onde escreveu muitos artigos sobre diversos assuntos ao longo dos anos 1930, tendo ainda publicado uma alentada narrativa sobre a Revolução de 1932 na região de Ourinhos.

Os alunos dessa modalidade de curso ginasial eram preparados na escola e, ao final do ano, iam para São Paulo para prestar exames em escolas autorizadas pelo governo federal. 
Em 1937, um grupo de alunos prestou  exames na Faculdade Comercial Brasil, em São Paulo. A nota mais alta entre as alunas foi 8, obtida por Rosa Fragão, Ivone Pierotti e Amélia das Neves Lopes. A mais alta entre os alunos foi 7, obtida por José Fernandes, Hermínio Nogueira e Jairo Diniz.


(Amélia das Neves Lopes e Jairo Teixeira Diniz)

Além desse curso, outros eram oferecidos:




Dois de meus tios, João e Jose e  minha mãe, Amélia estudaram nessa escola. Meus tios fizeram o curso comercial e Amélia o curso secundário.
Em 24 de maio de 1935, o jornal "A Cidade de Ourinhos publicava:
"Resultado do segundo exame bimensal de março e abril:
1º lugar - João Neves, com 100 pontos; 2º lugar - Agripino Braz, com 91 pontos; 3º Orlando Vendramini, com 87 pontos; 4º José Neves Neto, com 78 pontos(...)"



Com a criação do Ginásio de Ourinhos, uma escola particular com subvenção da prefeitura, oferecendo o curso secundário regular, o Externato Rui Barbosa foi perdendo a sua clientela. Isso levou o professor Molina a deixar cidade em outubro de 1942, indo para São Paulo. O prédio onde funcionava a escola foi comprado pelo professor Aparecido Lemos, que ali manteve por muitos anos um curso de datilografia.






O ENLACE TOCALINO-THOMÉ (21-4-1932)



Neusa Tocalino Thomé, a única filha do casal, já falecida.



A Voz do Povo, 24-4-1932


Casamento

Celebrou-se o enlace matrimonial da srta. Maria Tocalino com o sr. José da Cruz Thomé, no dia 21 do corrente a 1 hora da tarde. Após as cerimonias, embarcaram para São Paulo, onde vão residir.



O último casal à esquerda é Alzira Tocalino  Nicolosi e Narciso Nicolosi Fº, seu Zico, ao lado da mãe Carlos Nicolosi, o outro garoto é o filho mais velho do casal Nicolosi, Lúcio.

Bem atrás dos noivos, a partir da esquerda: o casal Henrique Tocalino e Emília Terzariol Tocalino, Bráulio Tocalino e Mário Thomé.

Fotos cedidas por Valéria Thomé .

3.6.07

OURINHOS - PRIMÓRDIOS


Escolática Melchert da Fonseca dona das terras que constituíam a Fazendas das Furnas, depois compradas por Jacinto Ferreira de Sá.
O comerciante Souza Soutello ( de bigode) e familiares.
Fotos cedidas por Jefferson Del Rios.

HÁ 70 ANOS (1).


















Pelas páginas de “A Voz do Povo”, semanário ourinhense que completava dez anos, o principal articulista do jornal, Sansão Ferreira, assinalava que a cidade “por força do extraordinário surto de progresso”, estava sendo “objeto de viva curiosidade em outros pontos do país”.
Apontava alguns motivos para tanto:
“Clima ótimo, comércio intenso e sólido, agricultura promissora, vida social tipicamente brasileira, sem preconceitos bairristas, isntrução bem cuidada, ruas bem traçadas, belos logradouros públicos” (...) “servida praticamente por 3 estradas de ferro (Sorocabana, S.Paulo-Paraná e Santa Catarina-São Paulo, Ourinhos é ponto obrigatório de convergência da alta Sorocabana e Norte do Paraná. Local, portanto, ótimo para fábricas, armazéns, empresas, etc, pois, é o melhor mercado das zonas consumidoras.
Luz, água, grupo, ginásio, clubes esportivos, cinema, jardim, a cidade oferece, em resumo, um grande campo para hospedar, digna e confortavelmente, os seus visitantes.
No campo industrial, três grandes máquinas para beneficiar algodão, diversas para café e arroz, uma de macarrão, uma torrefação de café, uma de doces”.
Concluindo, afirmava que “Ourinhos será, num futuro próximo, uma nova Bauru, ou a reprodução do milagre que fez Marília a cidade tipicamente paulista”
A cidade achava-se alvoroçada com as obras de remodelação do jardim (Praça Melo Peixoto) e a conclusão da fachada do novo prédio do Grupo Escolar, obras do prefeito Benedito Martins de Camargo. Falava-se também que, em breve, a Câmara Municipal aprovaria o projeto de lei de criação do matadouro municipal, proposto pelo executivo.
Não obstante essas obras importantes, falava-se numa provável renúncia do prefeito municipal, sem que fossem assinaladas as suas causas.
A cidade passava a contar com um novo clube de futebol – o Cine F.C., “grêmio dos rapazes que trabalham no cine Cassino”.
Na foto, por Francisco de Almeida Lopes, vemos a Praça Melo Peixoto, nos anos 1930, antes da remodelação realizada na gestão do Prefeito Camargo.