15.4.07

AS ANDÁ-AÇU OURINHENSES, TESTEMUNHAS SILENCIOSAS DA HISTÓRIA


Na gestão do prefeito Benedito Camargo (1934-1937), a praça Melo Peixoto, a única da cidade naquela época, foi contemplada com a realização de um acurado trabalho paisagístico. Foram construídos canteiros modulados, um grande tanque com areia para as crianças brincarem, uma fonte de água, e instalados belos postes de ferro trabalhado.
A Andá-açu, cujo nome botânico é "Johannesia princeps", é uma árvore originária do Brasil, muito comum em largas faixas do litoral. Já nos séculos XVIII e XIX, botânicos estrangeiros (Saint-Hilaire, Martius), que visitaram nosso país, fizeram menção à Anda açu.
Trata-se de árvore que atinge estatura elevada, cujo tronco se ramifica perto da base. Floresce nos meses de julho, agosto e setembro, frutificando em março, abril e maio. Produz frutos grandes que contém uma castanha, no interior da qual há
um óleo purgativo usado também nas perturbações menstruais, febres perniciosas, sífilis, escrofulose e inchação. Sua madeira é utilizada para a fabricação de palitos de fósforo Possui vários nomes populares: anda, anda-guacu, andacu-joanesia, anda-assu, andaz, boleita, castanha-de-arara, coco-de gentio, coco-de-purga, conanda-acu, cotieira, fruta-de-arara, fruta-de-cotia, fruta-de-papagaio, fruta-de-purga, inda-acu, inda-guacu, indai-acu, noz-de-bugre, paulista, purga-de-cavalo, purga-de-gentio, purga-paulista.
Essas Andá-açu testemunharam muitos comícios, namoros, conversas e declarações de amor feitos naquela que era única praça da cidade e para onde convergiam, semanalmente, os moradores da cidade até meados dos anos sessenta do século passado, quando a televisão ainda não havia aprisionado os ourinhenses dentro de casa. Ela também acompanharam a entrada de inúmeras noivas e a saída de inúmeros féretros da antiga igreja matriz, que se localizava no terreno onde hoje se encontra o prédio da Telefonica.
Seis delas subsistiram à reforma feita na praça na gestão do prefeito José Maria Paschoalick (1956-1959) quando, em nome da remodelação e para acabar com as andorinhas, a maior parte das árvores foram derrubadas.
Altaneiras, as Andá-açu ainda estão na Praça Melo Peixoto como testemunhas silenciosas da história da cidade. Alcançarão o não longínquo centenário da cidade? Esperamos que sim, uma vez que são longevas e têm ainda muito para ver e registrar
A foto, por Francisco de Almeida Lopes, é da Praça Melo Peixoto logo após reforma Paschoalick. A mais bela Andá-açu está à direita.

13.4.07

AECO


A colônia nipônica em Ourinhos sempre participou das atividades culturais e esportivas da cidade, trazendo alegrias, troféus e medalhas. As duas fotos mostram a equipe infantil de beisebol que tantos títulos ganhou para Ourinhos. O cenário ao fundo é o antigo campo de beisebol da AECO onde hoje está a rodoviária. Junto com o campo de beisebol funcionava também um campo de futebol. As crianças de ontem, hoje já adultas circulam entre nós. Poderiam acrescentar mais algumas informações e os nomes de quem vocês ainda se lembram ou conhecem ? A foto é do arquivo do museu municipal.


Obrigado. Carlos L. Bahia

8.4.07

SONIA MAMEDE, COMEDIANTE POR EXCELÊNCIA



A atriz nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 4 de julho de 1936. Iniciou sua carreira nos anos 1950 em um teatro de revistas. Ao substituir, em 1957, a atriz Consuelo Leandro no filme Garotas e Samba, deu início a sua carreira no cinema. Nos anos 1970 e 1980 passou a atuar também na televisão com grande sucesso. Foi casada com Augusto Cesar Vanucci. A atriz faleceu vítima de câncer, em dia 25 de abril de 1990, aos 53 anos de idade.
Ela fez inúmeros shows Brasil afora. Esteve em Ourinhos nos anos 1960, apresentando-se do "Palmeiras", clube recreativo de gloriosa tradição existente na "Vila Nova".
Atuou nos filmes:
1982 - Insaciável Desejo da Carne
1977 - Árvore dos Sexos
1977 - Elas São do Baralho
1975 - Assim Era a Atlântida
1971 - Assalto à Brasileira
1971 - Jesus Cristo, Eu Estou Aqui
1960 - Duas Histórias (Maria do Socorro)
1959 - Aí Vem a Alegria (Marly)
1959 - O Cupim
1959 - O Palhaço O Que É? (Lídia)
1959 - Pintando o Sete (Zilá)
1958 - Esse Milhão É Meu (Arlete)
1958 - É a Maior (Rosa Flor)
1957 - De Vento em Popa (Mara)
1957 - Sai de Baixo
1957 - Garotas e Samba (Zizi)
Foto por Francisco de Almeida Lopes

SERESTEIRAS NOS ANOS 1920




A seresta expressa a cantoria das cidades. Seria uma revivescência da serenata, já descrita por Gil Vicente, em Portugal, no ano de 1505.
Na tranqüilidade da Ourinhos dos primeiros anos da década de 1930, o gosto pela música era característico de todas as famílias das mais simples às mais abastadas. O violão e o bandolim permitiam às jovens expressar sua arte em saraus e reuniões entre amigos (as).
Essa foto  mostra-nos um grupo de jovens ourinhenses da fina flor da sociedade,  formando um grupo de seresteiras.
Nas duas extremidades em pé: Luisita e Esperança Matachana; a segunda à esquerda é Henriqueta Tocalino.
Sentadas no chão: Ziza Milani e Anita Beltrami