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Mostrando postagens de Dezembro, 2006

MEUS PROFESSORES OURINHENSES, POR NOEL CERQUEIRA

Abro espaço para esse belo artigo escrito por meu amigo Noel Cerqueira para a Folha de Ourinhos.

A foto, que o ilustra, é a da chegada de Marta Rocha ao "Grupinho" , sendo recebida pelo diretor do estabelecimento, profº Dalton Morato Villas-Boas. Ao seu lado, à direita, está Virgínia Bessa, esposa do drº.Alfredo Bessa, em cuja casa a miss achava-se hospedada. Também podem ser vistas na foto, a profª Cleuza Devienne (à esquerda) e Rita Herkrath. Quem sabe Noel não está entre aqueles alunos que ovacionam a miss Brasil.

Recentemente, passando por Ourinhos - como sempre, retornando de Jacarezinho como vem acontecendo nos últimos quarenta anos - constatei que a Escola de Comércio “do Jorginho” não existe mais. Transformou-se em Colégio Objetivo.
A área ao lado, que pertencia à Igreja Metodista – com salas de aula e quadra esportiva – também se apresenta modificada. Então me ocorreu que naquele local assisti as minhas últimas aulas em Ourinhos.
Na época, o Instituto de Educação “Hor…

"A INSTALADORA"

Estão lembrados dessa loja? O proprietário era o Almiro Cardoso, que morreu ali por finais dos anos 1950, creio. A foto é de seu filho Almiro e me foi enviada pela amiga Cristina Souza. Ficava em frente ao Grupão. À esquerda, vê-se uma parte do bar do Gabriotti, pai do meu amigo José Agostinho.

OURINHOS EM 1950

Nessa foto aérea vemos Educandário Santo Antônio que estava sendo erguido em em um dos três terrenos que fizeram parte da Fazenda Múrcia (nome da fazenda de Horácio Soares).
Horácio Soares doou esse terreno às Irmãzinhas da Imaculada Conceição.   
Uma parte da fazenda de café, ainda podia ser vista após a linha férrea que demanda o Paraná.
Outro destaque é  a nova Igreja Matriz que estava sendo construída num quarteirão da Rua Arlindo Luz, tendo à sua frente  a serraria dos Irmãos Mori, em pleno coração da cidade.
No canto direito da foto, nota-se um grande prédio em construção. Trata-se do Seminário Josefino. 
Ourinhos ainda era uma cidade pequena. Seu calçamento havia sido iniciado há  apenas dois anos. Possuía 394 propriedades agrícolas, das quais a maioria tinha menos de vinte alqueires(322). Na agricultura predominavam: café,  algodão, milho, arroz e alfafa. As principais casas de secos e molhados eram: Casa Zanotto, F. Mateus & Cia, Antônio J. Ferreira & Cia Ltda, Tone & Cia…

O COLÉGIO SANTO ANTÔNIO

O ano de 1946 caminhava para o seu final. O profº Cândido Barbosa Filho, já envolvido na política local, dava os primeiros passos da caminhada que o levaria à prefeitura municipal no ano seguinte, quando foi eleito numa disputa que teve como outros candidatos, José Esteves Mano Filho, Tito Prado e Antônio Luiz Ferreira. "Barbosinha", como era popularmente chamado, tornou-se o primeiro prefeito eleito pelo voto popular, após a queda do Estado Novo.
O jornal "A Voz do Povo" noticiava que Barbosinha fora a São Paulo tratar com a Irmã Superiora da Irmandade da Imaculada Conceição, do início da Construção do Colégio Santo Antônio, em terreno doado por Horácio Soares em área de sua propriedade que estava sendo loteada (um terreno de 7.744 m2).
O Colégio Santo Antônio de Ourinhos seria criado no dia 13/6/1947, funcionando, inicialmente, na rua São Paulo, com Jardim de Infância, Pré-Primário e cursos de bordado e corte e costura.
O prédio onde seriam instalados definitivament…

ELES E ELAS (2)

Reinaldo Azevedo, um dos filhos do fundador de "A Voz do Povo" e Mário Curi,
responsável pela construção de vários edifícios na cidade.




À esquerda o juiz Rocha Paes que permaneceu em Ourinhos por muitos anos e Antônio Luiz Ferreira, contador, foi responsável por uma série de iniciativas na cidade e foi prefeito municipal de 1956 a 1959.

ELES E ELAS (1)

Eis o velho Júlio Mori, que veio para Ourinhos em 1918, dono de uma grande serraria localizada no centro da cidade , em frente a atual Catedral e de uma loja de secos e molhados na rua Paraná



Elziro Ribeiro da Silva e "Cali", a soprano de Ourinhos, que brilhava em todos os casamentos cantando "Ave Maria" e nas procissões do enterro, interpretando a canção da Verônica. Por muitos anos o casal teve uma casa de armarinhos na rua Paraná

Trajando terno branco, Celestino Bório, um dos proprietários da Radio Clube de Ourinhos; atrás, Ciro Silva, funcionário da SPP, Tibério Bastos Sobrinho, funcionário da Prefeitura Municipal e o professor Barbosinha, que foi prefeito municipal, eleito em 1947.





RECORDAR É VIVER (5)

Na primeira foto, o monumento aos 50 anos da Sanbra, seu Souza, e três empregados da fábrica, o que está ao seu lado e o último (Bio Albano) foram meus contemporâneos nos felizes três anos de aprendizagem profissional que ali vivi .
O clube Diacui onde passei felizes tardes de domingo nos anos 1960. (Foto por Francisco de Almeida Lopes) A beleza natural de Salto Grande antes da Usina Garcez. (Foto por Francisco de Almeida Lopes)
A meninada não vê a hora de o padre Duílio terminar a benção para se jogar na piscina . Eu estou com as mãos sobre o queixo, atento às palavras do sacedote. (Foto por Francisco de Almeida Lopes )

EXAMES FINAIS

Antes da criação do Ginásio de Ourinhos, uma instituição privada, o ensino secundário somente podia ser feito no Externato Rui Barbosa, de propriedade do professor Constantino Molina, que ficava na Altino Arantes. Os alunos tinham de submeter-se a exames finais numa instituição de ensino sob a fiscalização do governo federal.
Em 1937, um grupo de alunos fez esses exames na Faculdade Comercial Brasil, em São Paulo. A nota mais alta entre as alunas foi 8, obtida por Rosa Fragão, Ivone Pierotti e Amélia Neves. A mais alta entre os alunos foi 7, obtida por José Fernandes, Hermínio Nogueira e Jairo Diniz.
Esta coluna homenageia hoje dois desses alunos que ainda estão entre nós: Jairo Diniz e Amélia Neves, minha mãe, que aniversaria no próximo dia 5, ocasião em que completa 83 anos.
(A foto de Jairo Diniz é do jornal Debate, edição 1256)