26.11.06

OURINHOS, FINALMENTE COMARCA.



Ourinhos foi elevado à condição de comarca somente vinte anos após a criação do municipio.
Essa era uma condição legal há muito almejada que tornou-se realidade em 30/11/1938, há quase 70 anos.
Essa foto é da sessão de instalação da comarca. que aconteceu no recinto da Câmara Municipal, em cujo prédio também funcionava a Prefeitura, na avenida Altino Arantes.
Nela identifiquei : o prefeito Horácio Soares e esposa, o cônego Reis Mello, vigário local, Henrique Tocalino, Pedro Medici, José das Neves Junior, Narciso Nicolosi Filho e  Álvaro de Queiroz Marques.

19.11.06

1º VÔO SÃO PAULO-OURINHOS ?












Teria Sido O Primeiro Vôo de Carreira Ourinhos-São Paulo? E Bem provável, POIS uma Anotação that encontrei de hum registro de "A Voz do Povo", de 29/7/1946, Fala fazer Início das Linhas Aéreas São Paulo-Ourinhos-Marília-Presidente Prudente, Pela Arco Iris Viação Aérea SA " , com Duração de 80 Minutos.

15.11.06

VERA LÚCIA COUTO DOS SANTOS, A PRIMEIRA MISS BRASIL NEGRA .


Vera Lúcia foi eleita Miss Guanabara (ainda não havia sido feita a besteira de fundir o estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara),em 1964. No certame estadual representava o Clube Renascença, fundado por descendentes de escravos. Tinha apenas 19 anos. No certame nacional, obteve o segundo lugar, perdendo para a Miss Paraná , Ângela Vasconcelos . Isso em 1964, numa sociedade onde o preconceito racial ainda era mais forte do que hoje, foi um feito na história do concurso .
Em Long Beach, Vera Lúcia obteve o 3º lugar no "Miss Beleza Internacional".
O fato acabou repercutindo na música popular, no carnaval do ano seguinte, 1965, uma marchinha de Roberto Kelly, cantada com sucesso por Emilinha Borba, "Mulata Bossa-Nova", dizia:

Mulata Bossa nova Caiu na Hully-Gully E só dá elaIê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê Na Passarela A boneca está cheia de fiu-fiu esnobando as loiras e as morenas do Brasil
Em entrevista concedida recentemente ao site "Bafafá"( http://www.bafafa.com.br/default.asp ) , João Roberto Kelly conta como se originou a marchinha:
" Um dia, eu fui a um concurso de Miss Brasil no Maracanãzinho e vi uma mulata quase negra evoluindo maravilhosamente com um “pisar” de passarela muito elegante, muito fora inclusive dos padrões que todas as mulatas encaravam qualquer movimento de passarela. Eu olhei e disse: “Que moça diferente, merece ser fotografada numa música”. Era Vera Lúcia Couto. Me pergunta se eu gosto de mulata? (risos)."
O acontecimento foi comentado num artigo de Rachel de Queiroz (1910-2003) na revista "O Cruzeiro", de 17 de Outubro de 1964, no qual a escritora renomada falava sobre o preconceito racial :
"Vejam o tremendo impacto publicitário que representou a eleição da linda Miss Guanabara. Numa eleição onde as brancas concorriam em maioria, fizemos Miss Brasil, Vera Lúcia Couto, mulata daquela estirpe que, com grande propriedade, se chama imperial. Mulata imperial, palmeira imperial, modinha imperial - qualquer coisa que é ao mesmo tempo belo, tradicional, emocionante e majestoso.
E o êxito de Vera Lúcia lá fora, a simpatia geral com que a receberam, representa não só o sucesso pessoal da beleza da môça, como também o que ela significa para uma humanidade exausta de ódios, de preconceitos mesquinhos - a alegria da boa mistura, a liberdade de cada um nascer da côr que queira e, sobretudo, a novidade daquela presença de beleza fora de padrões e tabus.
Fazendo de Vera Lúcia a nossa miss nacional, na verdade promovemos a legitimação da mulata perante o Mundo."
(http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/17101964/171064_6.htm)

Vera Lúcia esteve em Ourinhos. A foto nos mostra o momento de sua partida num avião da Vasp, tendo ao lado o agente da empresa em Ourinhos, Antônio Pimentel, que deve ter muito o que contar a respeito.



Esta foto é mais um momento da despedida de Vera Lúcia no aeroporto local. Ao seu lado estão duas das mais bonitas jovens da época, Nilza Maria Ferrari e Marilene Bertoni, ambas com experiência de miss na região. Também se acham na foto Luisa Móya Ferrari, mãe de Nilza, e Odete Bertoni, mãe de Marilene.
Fotos por Francisco de Almeida Lopes

5.11.06

OS DIAS DE GLÓRIA DO "OPERÁRIO"


Já falamos aqui algumas vezes do velho time de futebol que morava no coração de grande parte da população ourinhense. Quando o jogo era Operário x Ourinhense, o estádio ficava lotado. O seu campo de futebol estava localizado num quarteirão  em frente ao atual Centro Cultural. Nessa foto dos primeiros anos da década de 1930, vemos as arquibancadas lotadas num dia de jogo entre as duas agremiações. No camarote de honra, achavam-se  Julio Mori e o Dr. Theodureto Ferreira Gomes,  prefeito municipal.
Em 17-1-1942, o jornal "A Voz do Povo" noticiava:
"O decano do esporte ourinhense, o velho pioneiro das tradições futebolísticas de nossa terra, o Esporte Clube Operário, está em grande azáfama mobilizando todo o seu quadro social para a reunião de eleição de sua nova diretoria, para o corrente ano de 1942.
O entusiasmo reinante nos meios esportivos operarianos é animador, e tudo parece indicar que o sodalício da Av. Jacinto Sá, fará uma esplendida escolha para seus diretores, batendo pela eleição de uma chapa que consolide plenamente com as necessidades da simpática sociedade, tornando-a à sua pujança primitiva, como entidade esportiva e social-recreativa."