O MONUMENTO A 1932, NO CLUBE BALNEÁRIO DIACUI.






As ribanceiras do Paranapanema foram palco de luta armada por ocasião da Revolução de 1932.
"Com a oposição praticamente total dos estados, isolado em suas fronteiras, São Paulo via-se às voltas com uma guerra que iria durar mais tempo do que o previsto, e não possuía condições bélicas para enfrentá-la com sucesso, como demonstra a observação comparativa dos quadros e do material bélico dos dois lados em luta. No setor sul as forças do governo central eram comandadas pelo general Valdomiro Castilho de Lima, que contava com os efetivos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, somando aproximadamente 18.000 homens, além da Brigada Gaúcha, 27 corpos de provisórios comandados pelos generais João Francisco e Elisiário Paim, as polícias de Pernambuco e do Maranhão, e ainda o 22º.Batalhão de Caçadores da Paraíba. Os contingentes chefiados pelo general Valdomiro dispunham ainda de artilharia pesada composta por quase cem canhões de 105 m/m e de 75 m/m. Os paulistas que lutavam contra esse destacamento, chefiados pelo general Taborda, somavam aproximadamente 4.800 homens dispostos no eixo da linha férrea da Sorocabana, ramal de Itararé, e no eixo da rodovia de Itapetininga a Ribeira, e mais cerca de 3.500 homens entre a linha férrea e a cidade de Ourinhos. Quanto à artilharia, os constitucionalistas dispunham de quatro canhões da Força Pública, dois de 37 m/m e dois de 75 m/m - que não tiveram valia na luta por falta de quem soubesse manejá-los - quatro canhões do Regimento Misto de Artilharia de Mato Grosso e uma peça de 150 m/m vinda do forte de Itaipus. " http://www.cpdoc.fgv.br/dhbb/verbetes_htm/6366_4.asp)
Em Ourinhos formou-se um batalhão denominado Teopompo.
O professor Constantino Molina, proprietário do Externato Rui Barbosa, a primeira escola secundária de Ourinhos, escreveu um relato sobre os acontecimentos de 1932 na cidade. 

Ainda nos anos 1950 era comum serem encontrados artefatos de guerra nas dependências do Balneário Diacui.
Lá, na gestão do prefeito Antônio Luiz Ferreira (1960-1963), foi erguido um monumento à Revolução de 1932 .
A foto, por Francisco de Almeida Lopes, registra esse momento

Comentários

Prezado senhor José Carlos:-

Sou leitor assíduo de sua coluna
"Recordando..." na querida Folha de Ourinhos. Aprecio e admiro seu
estilo de rememorar passagens da história ourinhense.

Parabens !

Particularmente, sua coluna da edição de 09
de julho de 2006, me fez ver que estou velho, já que participei -
como
atirador do Tiro de Guerra - da inauguração do monumento erigido em
homenagem à Revolução Constitucionalista, nas dependências do Clube
Naútico Diacuí, às margens do rio Paranapanema.

Lembro que chegamos - em caminhões da
prefeitura - bem cedo e logo nos postamos em forma, aguardando a
chegada
das autoridades e início da cerimônia. Como demorava e o sol - embora
inverno - passou a incomodar. Dado momento, um atirador - de nome
Flávio, da família Moraes, acho que o caçula do Paulo e Mirian -
grandão, já que ficava na frente da coluna, perdeu os sentidos e caiu
"durinho". Como bons soldados, permanecemos perfilados. Foi preciso o
sargento gritar para os colegas próximos o socorrerem. A cerimônia
então, por iniciativa do senhor Miguel Farah foi aberta , com os
discursos de praxe e descerramento da bandeira paulista - como vemos na
foto histórica.

Daquele grupo faziam parte, o Moya, bancário
e bom de bola (gago como eu); Miguelzinho (da família Cury, já tinha
sido meu colega de jardim da infância); Levy Christoni (meu primo,
filho
do Octávio, bedel do instituto); José Arimatéia (uma figuraça . . .);
Ronaldo (da família Mori); Agostinho (morava na Vila Margarida,
estudamos juntos na escola artesanal); Desidério (da Vila Mercante,
planta hosrtaliças e vende na cidade) Magnhani(?) (comerciante, com
loja
de tecido, era goleiro, mas no futebol de salão foi jogar na linha,
porque o titular era este modesto ourinhense); Pintado (filho do
Jacinto, bar de snoocker e depois casa de armas) e outros excelentes
amigos.

Bem ! Como observa, acabei perdendo o foco.
O motivo era apenas cumprimentá-lo.

Um forte abraço; Noel Gonçalves Cerqueira -
Guarujá-sp.
Lembro-me bem do José Arimatéia. Trabalhamos juntos na Sanbra por um tempo. Creio ter vindo para São Paulo.