9.11.09

FAPI 1977 - PAULO DA ROCHA CAMARGO - SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA






A foto, por Francisco de Almeida Lopes, registra o momento do hasteamento de bandeiras por ocasião da edição 1977da FAPI.
Era prefeito na ocasião (1977-1983), o engenheiro Aldo Matachana Thomé.
Tendo comparecido à abertura da feira, vemos ao centro o Secretário de Estado da Agricultura, engenheiro agrônomo Paulo da Rocha Camargo, natural de Rezende (RJ). Também hasteando bandeira, à direita o prefeito Aldo e à esquerda Fernando Quagliato.
Entre os presentes o padre Bernardino da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Marcos Ferreira de Sá, o vereador Antonio Carlos Nunes Surumba, o ex-prefeito Antonio Luiz Ferreira.

Paulo da Rocha Camargo, n. Resende 02-VI-1920. Engenheiro agrônomo, formado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, MG. Fez curso especializado na Universidade de Nebraska, EU. Ex-Diretor da Divisão de Mecanização Agrícola, DEMA, instalando Postos em mais de 30 unidades em cidades paulistas. Organizou o 1.o Simpósio sobre fabricação de Tratores e Implementos Agrícolas no Brasil. Ex-Diretor Técnico da CEAGESP (Cia. de Entrepostos e Armazéns Gerais de ESP), Delegado do Governo de SP., em vários paizes da Europa, visitando Estações Experimentais de Maquinas. Convidado especial do Governo Hespanhol para a "Féria del Campo" em Madrid. Foi assistente imediato do saudoso Secretario da Agricultura de SP. Dr. José Edgard Pereira Barreto, na implantação da motomecanização agrícola em SP. Em 02-VII-1970, foi nomeado Secretário de Estado para os Negócios da Agricultura do E. SP., pelo Governador Abreu Sodré. Eleito Presidente do Rotary Club de Perdizes, exercício de 1972/1973. Casado com Dona Sílvia de Carvalho Camargo, f. l. de José Francisco de Carvalho e de Da. Esther de Souza Carvalho.

1.11.09

OS BAZARES DE OURINHOS - O BAZAR DO JORGE


Na minha infância e adolescência, havia em Ourinhos três bazares que ficaram marcados na memória da cidade: o do Pedrinho, o da Janda e o do Jorge. O primeiro “pra baixo da linha”; os outros dois “pra cima da linha” (ferrovia que corta a cidade).
Pedro Abujamra tinha o seu bazar no início da Rua Antônio Prado. Filho de tradicional família da cidade era a simpatia em pessoa. Muitas vezes, ainda criança, perguntava-me: Como é que ele sabe tudo que tem à venda em seu bazar?
Ali trabalhou até adoecer e morrer. Uma de suas filhas deu continuidade ao comércio do pai até pouco tempo, em novo endereço.
Outro estabelecimento que fez história e ainda existe é o “Bazar da Janda”, na Rua do Expedicionário especializado em armarinhos e papelaria. Janda, de antiga família de Ourinhos, era esposa do conhecidíssimo Mistugui Kanda. Hoje, Simone, filha do casal, está à frente do bazar.
O Bazar do Jorge estava instalado na Rua Paraná, ao lado do conhecidíssimo Bar do Daniel (Daniel Leirião, famoso zagueiro do Clube Atlético Ourinhense. Na mesma rua, um pouco abaixo havia também o “Bazar Primavera”, da Dona Cali, sobre o qual escrevi em 26 de janeiro deste ano.
O “Bazar do Jorge”, onde havia quase de tudo, foi fundado em 1951 contando com a presença do já famoso cômico Mazzaropi.
Jorge Mansur, nascido em 4 de outubro de 1916, natural de Piraju, estado de São Paulo era filho de Mansur João e de Andume Assaf. Já com família constituída, escolheu a cidade de Ourinhos para se estabelecer.
Conforme narrou-nos sua filha Leyla, de início foi proprietário de um bar onde fornecia refeições para operários que vieram trabalhar na instalação da Caixa D’Água da Prefeitura (na Altino Arantes) e também para pessoas da zona rural que demandavam a cidade para fazer compras. No mesmo local mantinha um brechó de artigos masculinos (sapatos, ternos, gravatas, coletes, etc).
Em 1948, construiu uma casa na Rua Arlindo Luz, número 750, onde residiu por muitos anos, acompanhando todo o progresso da Vila Santo Antonio e bairros vizinhos.
O “Bazar do Jorge” funcionou até 1988, sob o comando do “Seu Jorge” e da Dona Antonia. Por ocasião das Festas Juninas o movimento do bazar aumentava com a grande procura de bombinhas, rojões, fósforos de cor e outros artigos do gênero.
Jorge se casou com Antonia Vivan Mansur na cidade de Piraju em 1940, e tiveram três filhos: Luiz Antonio Mansur, casado com Maria Leonídia de Paula, residente em Salto Grande, onde se dedica ao comércio de artigos de pesca; Leyla Mansur, professora de psicologia e empresária e Leda Maria Mansur, coordenadora pedagógica aposentada, atuando como psicopedagoga, ambas residentes na cidade de Ourinhos.
Faleceu em 29 de novembro de 2004, em consequência de um derrame cerebral, aos 88 anos de idade.
Na foto, do acervo de Francisco de Almeida Lopes, vemos Jorge, o filho Luiz Antonio, atrás a esposa Antonia e, ao lado, Mazzaropi.

27.10.09

JEFFERSON DEL RIOS EM OURINHOS


Meu primo Jefferson Del Rios, jornalista e crítico de teatro, esteve em Ourinhos para um debate promovido pela prefeitura local durante a Semana de Teatro. Na ocasião, foi convidado pelas proprietárias da Livraria Nobel para fazer uma noite de autógrafos para lançamento na cidade de seu livro "Bananas ao Vento", lançado pela Editora Senac. Um relato importante sobre a vida cultural em São Paulo nos primeiros anos da ditadura militar.
Sobre a obra deixo aqui o link do comentário do jornalista do Estado Luiz Zanin Oricchio.
Na foto, o jornalista e as donas da Livraria Nobel, localizada na Avenida Rodrigues Alves.

25.10.09

CASAMENTO DE NEUSA THOMÉ (1957) E GINCANA DE RUA EM OURINHOS


Assista ao casamento de Neusa Tocalino Thomé e Paulo Miguel de Oliveira em 1957. Foi muito bom ver a figura alegre de Zico Nicolosi tocando acordeão; a Nanci como a conheci naqueles anos recém-casada com o Bertico Soares; o Tufy e Julio Zaki e muitas outras pessoas. Outro detalhe importante é a cena do casamento na Igreja Matriz onde se vê o antigo altar em mármore, hoje, retirado de lá.
Um documento histórico. Igualmente importante é a filmagem de uma gincana na praça Melo Peixoto com a população se divertindo com inúmeras brincadeiras.

O casamento está nesta URL: http://www.youtube.com/watch?v=sQwdIc3-fRA

O outro é um filme de uma gincana de rua, que foi muito comum nos anos 1950. Neuza Thomé aparece mordendo uma maçã.


http://www.youtube.com/watch?v=_K6ehlPwPYU

Os dois documentos pertencem a Valéria Thomé de Oliveira, a quem agradeço pelo aviso sobre a disponibilização no You Tube.

11.10.09

AS FIGUEIRAS DA PRAÇA MELO PEIXOTO

Não se esqueça de clicar sobre a foto.
Já falamos aqui das "Andá-açu" que ainda estão a embelezar a praça mais antiga de Ourinhos. Esta foto, feita por meu pai no limiar dos anos 1950, chamou minha atenção para a espécie de Figueira denominada figueira benjamim, originária da Índia. Ela se desenvolve rapidamente, o que me leva a crer que suas mudas tenham sido plantadas na praça durante os anos 1940.

Com copas largas, elas propiciavam abrigo para o sol escaldante que predomina em nossa cidade na maior parte do ano. Numa época em que os bancos de pedra tinham encosto, eles eram, portanto, bastante utilizados. Seu grande problema é o fato de as raízes deformarem o piso. Em seus troncos, bandos de andorinhas faziam moradia. Ao final da tarde era uma beleza a revoada que faziam pelo céu da cidade. Em compensação, havia a sujeira que deixavam sobre os bancos e piso interno da praça, o que levou a administração municipal a adotar medidas para expulsá-las da cidade.

Nos anos 1950/1960 uma peste denominada "tripes" abateu-se sobre os ficus no Brasil. Tratava-se de um inseto miudinho que se abrigava sob suas folhas e que com o calor excessivo levantavam voo muito rapidamente e, às vezes, caiam sobre os olhos das pessoas provocando um ardor terrível. Isso ocorreu pelo Brasil afora. A cidade Belo Horizonte foi uma das mais atingidas porque suas ruas e praças eram repletas de “fícus benjamina”.

A sabedoria popular apelidou esses insetos de "lacerdinha", referência ao político Carlos Lacerda. Pois bem, Ourinhos não ficou imune a esse ataque e as figueiras vieram abaixo. Quem se interessar pelo assunto pode consultar um trabalho acadêmico existente na web sobre o tema, denominado "À sombra dos fícus: cidade e natureza em Belo Horizonte" (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2007000200003&script=sci_arttext).

Essa foto ainda nos proporciona uma visão de como era a Praça no período que antecedeu a sua reformulação para o que temos hoje, na gestão Paschoalick. Em primeiro plano, de frente para a Igreja Matriz havia o belo Marco Zero mandado edificar pelos rotarianos, em 1948, e hoje afundado na sua quase totalidade! A calçada interna era no padrão português.

Observe-se a existência do tanque de areia à esquerda, construído por ocasião do paisagismo levado levado a cabo pelo prefeito Camargo, em 1937, e, à direita, o antigo coreto de 1927. Outro detalhe, sãos os belos postes de ferro fundido trabalhado que hoje adornam o calçadão.

3.10.09

SETE DE SETEMBRO DE 1954


Voltando a falar da participação do Educandário Santo Antônio, nos desfiles de Sete de Setembro, temos aqui uma foto de 1954.
O local é a confluência da Avenida Altino Arantes com a Praça Melo Peixoto, vendo-se ao fundo parte da casa da família de Francisco Mayoral, onde na frente funcionou o Bar Internacional e, mais tarde o Bar Paratodos, do genro de Francisco, Mário Ribeiro da Silva. Uma parte do prédio abrigava a Alfaiataria Lider, uma das mais antigas da cidade. Mais acima vê-se o prédio do Cartório e residência, na parte superior, de Ibrahim Roberto Ribeiro Abujamra.
Desfilam os alunos (as) do Curso Pré-Primário. Em primeiro plano, vemos portando a Bandeira Brasileira a garota Maria Vitória Silvestrini Brisola, com seu lindo cabelo loiro encaracolado, e, abrindo o pelotão dessa turma, o garoto José Carlos Neves Lopes. À direita do pelotão parece-me ser José Mauricio Correa.
Os alunos do Curso Pré-Primário trajavam uma roupa de marinheiro em branco com detalhes em azul, feita especialmente para essa ocasião.
Após o desfile, o garoto foi levado para uma foto no estúdio do Foto Machado.

27.9.09

OS MIGLIARI

A presença dos Migliari na região remonta às origens de Ourinhos.
Henrique Migliari, natural de Rovigo, Itália, chegou a Ourinhos em 1910.
A família Migliari iniciou suas atividades na cidade no ramo industrial.
Seu filho Narciso casou-se com Cisira Sândano, filha de Heráclito Sândano, natural de Pádova, também um dos pioneiros de Ourinhos.
Narciso foi o proprietário do primeiro cinema da cidade – o Tizim. Os filhos deram continuidade às atividades do pai até os anos 1980.
A descendência de Narciso e Cisira fincou sólidas raízes na cidade, destacando-se na política por meio de Lauro Migliari, vereador e prefeito municipal, e na medicina na pessoa do drº Hélio Migiliari, competente e estimado médico. Os bisnetos também se projetaram na política e na medicina na pessoa do filho do drº Hélio e dos filhos do casal Cisira Migliari e drº Roberto B. de Carvalho, ambos médicos em Ourinhos.
Convivi na infância e adolescência com duas irmãs de Narciso: Rosa Fernandes Grillo e Maria Sacchelli, muito amigas de meus pais. Delas guardo belas lembranças. Durante os sete anos que meus pais residiram em São Paulo (1967-1974) foram vizinhos de Vanda Sacchelli Fernandes, casada com Mário Fernandes de família cambarense. Também fomos muito amigos das filhas de Dona Rosa e Antônio Fernandes Grillo, Hilda e Delza.
A foto que vemos é de 24/8/1939. Ela nos mostra um grupo de pessoas à frente de um caminhão estacionado à porta da Fundição de Ferro e Bronze, Serraria e Fábrica de Veículos Narciso Migliari & Irmão, na Avenida Jacinto Sá. Motivou a foto, a enorme tora procedente da Fazenda São João, medindo 6426 m2.
Foto: Acervo de Francisco de Almeida Lopes

Clique sobre as fotos para vê-las numa resolução maior.

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Carlos Araújo Alves
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